a violência no rn

Tornou-se lugar-comum o roubo, o assalto, o consumo de drogas, crimes contra o patrimônio, a violência no trânsito causada pela ingestão de bebida alcoólica, a violência doméstica, as brigas e agressões, enfim, a sensação de insegurança é proveniente, e muito, dos crimes não letais e que nem são objeto de denúncia as autoridades competentes.

A "cultura da violência" está cada vez mais arraigada na sociedade e, infelizmente, a solução defendida por cada vez mais pessoas é a vingança. O "Olho por olho e o dente por dente" é cada vez mais comum.

Em Pau dos Ferros, que tem menos de 30 mil habitantes, tornou-se comum o arrombamento de residências. A Polícia faz o que pode, mas os crimes são quase sempre executados por menores (No jargão dos defensores dos "dimenor": cometem atos infracionais e nem são criminosos, mas ficam em conflito com a Lei.) e a verdade é que não existe estrutura para acolhê-los e acabam impunes e se tornam reincidentes contumazes.

Atuam de maneira organizada: observam os imóveis, a rotina dos moradores... Chegaram ao requinte de criar códigos que são colados nas residências para os demais integrantes dos bandos e praticam os delitos sem maiores preocupações. 

Arrancam janelas, portas, pega-ladrão, cerca elétrica e quaisquer outros dispositivos de segurança. A sensação de impunidade tem resultado na crescente audácia e, ultimamente, estão entrando nas residências com os moradores dormindo.

Quem acordar e se deparar com tal situação corre enorme risco.

RN: política de "resultados"

A política potiguar é uma verdadeira "metamorfose ambulante". Faz pouco mais de seis meses que Robinson Faria assumiu a missão de governar os destinos do governo.

Como se sabe, o governador derrotou Henrique Alves, mas diversos setores, inclusive da "mídia governista", querem, querem não, exigem o total e irrestrito apoio de Henrique ao governo.

É brincadeira?

O povo derrotou Henrique e lhe atribuiu a importante missão de representante da oposição.

A oposição é necessária. É imprescindível. Não faz sentido cobrar Henrique por se apresentar como opositor. É exatamente esse papel que lhe cabe.

Querer a adesão de todos é o mesmo que buscar um "novo acordão". O povo rejeitou o "acordão". Robinson se apresentou como contrário as práticas da "velha política" consagrada no "balaio de gatos" que se ajuntou para apoiar Henrique.

Agora, no exercício do governo, todo dia reclama de Henrique e de setores da "mídia de oposição" que noticia os problemas da gestão. Quanta perda de tempo e de energia.

Aliás, outra bobagem de proporções colossais que toma conta do governo é a ideia de que os "problemas" só são percebidos com maior intensidade por causa da mídia. Quanta perda de tempo e de energia.

Não são as redes sociais que elevam a sensação de insegurança. É a realidade. É o dia a dia cada vez mais violento e que em algumas circunstâncias nem são captadas pelas estatísticas oficiais.

em defesa da Uern


A Igreja Católica levantou voz em defesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
Primeiro, com o padre educador Sátiro Cavalcanti Dantas, um dos ícones da luta pela estadualização da instituição; depois, com a palavra justa do padre Guimarães, religioso identificado com a educação e a cultura; e em seguida com o padre Charles, da nova safra da Diocese de Mossoró.
Na tradicional missa das 9h do domingo na Catedral de Santa Luzia, padre Charles, em sua homilia, abriu espaço para pedir o apoio dos fiéis para fortalecer a luta, a partir da consciência da importância da Uern. O religioso sugeriu que as pessoas utilizem as redes sociais para reforçar a campanha.
O apelo vem no momento em que a instituição precisa ser resguardada, tendo em vista ataques gratuitos lançados por aqueles que não conhecem a sua importância, numa queda de braço ocasional por conta da greve por melhores salários de professores e técnicos-administrativos.
Como forma de defender o governo, setores ligados ao Palácio procuram diminuir a instituição ao citá-la como um “peso” para as finanças do Estado, ignorando o seu papel de formar profissionais e participar diretamente do desenvolvimento sócio-econômico-cultural através do ensino, pesquisa e extensão.
É absurdo esse tipo de campanha, principalmente quando permitida pelo chanceler da instituição, no caso o governador do Estado, uma vez que ao longo de sua história a Uern ofereceu os melhores quadros da vida pública e privada do Rio Grande do Norte.
Seu custo é insignificante diante dos benefícios trazidos ao Estado.
Ademais, discutir a pauta salarial, que é o caso do momento, não pode subir ao topo da instituição, com uma campanha sórdida e totalmente desnecessária.
Correta a posição da Igreja, que cumpre papel pedagógico e de defesa do patrimônio educacional. O padre Sátiro, ao levantar a voz da Igreja em defesa da Uern, o faz de cátedra. Ele é um dos construtores da Universidade, desde os seus primeiros passos até a luta pela estadualização.
Padre Sátiro foi reitor pró-tempore com a missão de conciliar todas as forças políticas e a sociedade organizada para conduzir o processo de estadualização. Adversários históricos da política, como Maias, Rosados e Alves, sentaram à mesa com o padre-educador, num fato marcante para a educação potiguar.
Após a estadualização, Sátiro ampliou a luta pela estruturação e consolidação da Uern, na condição de presidente do Conselho Estadual de Educação.
Então, que a voz da Igreja, com Sátiro, Guimarães e Charles seja ecoada no seio da sociedade.

BLOG CESAR SANTOS

governador potiguar elegeu a segurança pública como prioridade

Segurança Pública: um Pacto pela Paz!
Quando sonhei em me candidatar ao Governo do Estado já sabia qual a minha prioridade: a segurança pública. Não existe mudança de compromisso entre o candidato e o governador eleito pela vontade do povo. 

A minha prioridade é devolver a segurança aos potiguares e tenho trabalhado todos os dias para dar as respostas que a sociedade precisa e exige.

As cobranças por segurança ecoam no meu dia a dia com a força da ação. Determinam cada escolha, quando na solidão do “poder”, é preciso decidir entre o importante e o fundamental. É com a fé e a força de Deus, o único operador dos milagres que precisamos, que sigo determinado e otimista para melhorar essa realidade! 

Não temos outro caminho que não seja a união. Governador, equipes da segurança, educação, cultura, ação social, áreas técnicas e toda sociedade, juntos, pela paz!

Entendemos a segurança pública de forma abrangente e integrada. São ações a curto, médio e longo prazos, que retrato para vocês, com o sentimento de quem está do mesmo lado do povo, não aceita a violência como algo corriqueiro e trabalha para mudar essa realidade.


• Colocamos, imediatamente, a polícia na rua. Comprometendo os recursos do tesouro estadual com o pagamento das diárias operacionais na capital e no interior, de maneira contínua.

• Nosso Governo fez a maior promoção da história da polícia, contemplando de uma só vez mais de 1300 praças e também Oficiais e Policiais Civis; 

• Diminuímos os índices de Violência;

• Convocamos 800 policiais cedidos a outros órgãos;

• Renovamos contrato de 200 viaturas;

• Viabilizamos R$ 27 milhões para reformas das delegacias. Entre outras ações.

É suficiente? Respondo com a responsabilidade que me faz reconhecido pelos potiguares como uma pessoa de palavra e credibilidade: Não! Ainda não.

Nos próximos dias, vamos anunciar o funcionamento do Ronda Cidadã. O tempo foi necessário para oferecer um programa sustentável. A polícia de proximidade vem para oferecer segurança, enquanto o Estado proporciona práticas de cidadania e emprego e renda.

Ser o governador da segurança é mais que uma meta pessoal. É a minha missão! Vamos juntos vencer esse desafio. 

Nosso Pacto é pela paz!

Por Robinson Faria
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Creio que o último governador que elegeu a segurança pública como a principal diretriz para o governo foi Geraldo Melo...

Considero a explosão do consumo de drogas como elemento mais emblemático para a epidemia de violência existente no estado.

Além das rondas ostensivas, tem-se como necessárias as ações de inteligência, presença nas fronteiras, além de outras ações complementares.

Desejo-lhe sucesso na empreitada!

MACAU: mp denunciou irregularidades na aquisição de combustíveis

Ação Civil Pública revela que compras irregulares de gasolina e óleo diesel teriam ocorrido entre janeiro de 2005 e agosto 2006
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, através da Promotoria de justiça da Comarca de Macau, ajuizou ação civil pública contra ex-prefeito do Município Flávio Vieira Veras, e representantes das empresas J M BEZERRA & CIA LTDA – POSTO MACAU e F F REIS FILHO ME – POSTO SALINAS, José Maria Jácome Bezerra e Francisco Filgueira Reis Filho, alegando superfaturamento na compra de combustíveis, realizada pela prefeitura entre janeiro de 2005 e agosto de 2006.

A ação foi ajuizada a partir das informações apuradas pelo Inquérito Civil n° 020/2010, instaurado a partir de denúncia, apresentada em 2005, do aumento do consumo de combustível no município de Macau, bem como possível cometimento de ato de improbidade administrativa consistente em promoção pessoal e irregularidades na conta da Previdência Municipal.

A Promotora da 1ª Promotoria da Comarca de Macau, Isabel de Siqueira Menezes, explica na ação que o superfaturamento ocorreu de duas formas: através do valor unitário do litro de combustível vendido a preços bem acima do praticado no mercado, e na quantidade global de combustível adquiridos na totalidade do período.

Entre janeiro de 2005 e agosto de 2006, a Prefeitura de Macau pagou somente a três postos de combustíveis (Posto Macau, Posto Salinas e Posto Frei Damião) a quantia de R$ 4.287.900,63.

Somente no mês de julho de 2006, a Prefeitura adquiriu 95.975 litros de óleo diesel e 33.522 litros de gasolina comum. Sua frota de veículos era composta da seguinte forma: 39 veículos do tipo passeio, 11 caminhões, 5 ônibus, 3 tratores e 10 motocicletas. Dessa forma, dividindo-se a quantidade de combustível adquirido pela quantidade de veículos da frota, têm-se que cada veículo, em média, consumiu 1904 litros de combustível do mês de julho de 2006.

Isso significa que cada veículo teria consumido, em média, 61 litros de combustível em cada dia do mês de julho de 2006. E se for considerado, ainda, apenas os 21 dias úteis do mês, cada veículo teria sido responsável pelo consumo de 90 litros por dia, mais de um tanque por dia.

Diante dos fatos, o MPRN pede na Ação civil Pública o ressarcimento ao erário dos valores superfaturados na compra dos combustíveis, bem como e aplicação das demais sanções por ato de improbidade previstas na Lei nº 8.429/92 aos denunciados no esquema.

MPRN

portalegre: mudanças no cenário político

No último final de semana, mais precisamente na sexta feira, conversei com um amigo portalegrense sobre o cenário político local.

A informação mais significativa é o provável afastamento do vereador Adalberto Rêgo da Câmara de Vereadores.

De acordo com o amigo, a situação é que o vereador Adalberto teria recebido uma proposta irrecusável para trabalhar num município próximo a Natal.

O convite seria para o vereador portalegrense assumir uma secretaria municipal e também para Ciena Rêgo (esposa de Adalberto) assumir importante cargo na assistência social do respectivo município.

Faz algum tempo que Adalberto me relatou um convite para alçar voo de Portalegre e se fixar num município próximo a Natal. Nos últimos dias a "conversa" ganhou consistência e quase todos dão conta da decisão do vereador em aceitar o convite.

Caso a proposta seja aceita por Adalberto ocorrerá uma mudança na Câmara de Vereadores de Portalegre e Marcelo "Bobão" assumirá a cadeira.

Adalberto tem até outubro para decidir a parada e se filiar ao partido do prefeito que fez o convite. Salvo melhor juízo o partido do prefeito é o PMDB.

Vá em frente Prezado Amigo e faz sua história.

Desejo sucesso ao casal Adalberto/Ciena.

pesquisas de avaliação e a realidade nua e crua ou o "efeito quentão"

Seria possível avaliações positivas em cenário tão crítico? tenho cá minhas dúvidas sobre avaliações positivas, em especial dos gestores públicos, em cenário tão desalentador.

Algumas pesquisas de opinião demonstraram, recentemente, a queda vertiginosa da avaliação do governo federal. A avaliação de Dilma cai, pari passu, ao PIB.

O cenário econômico adverso é, a meu juízo, a principal causa da avaliação negativa. Também conta a profusão de escândalos de corrupção, mas tais casos já eram conhecidos e o governo sustentou uma avaliação razoável enquanto manteve o ambiente econômico satisfatório.

A instabilidade econômica, como se sabe, atinge todos os recantos do país (exceção feita algumas áreas com agronegócio pujante). Neste sentido, como acreditar em avaliações tão positivas de alguns governantes?

O governador potiguar teria avaliação positiva de, aproximadamente, 70%. Mesmo considerando o clima ainda de expectativa e de esperança dos potiguares em relação ao novo governante considero bem pouco provável que elevado contingente populacional esteja assim, digamos... tão animado.

O ambiente econômico adverso, a avaliação negativa do governo federal e a avaliação também negativa da maioria das gestões municipais tendem a puxar para baixo a avaliação do gestor estadual. Parece lógico.

A única realização do governo atual é, até o momento, manter o pagamento dos servidores em dia. Não é perceptível nenhuma mudança significativa nas diversas áreas.

UERN em greve. Saúde em greve. Rebeliões no Sistema Penitenciário. Ensino Médio em frangalhos e ainda com problemas significativos na oferta de transporte escolar em diversos municípios. Aliás, um secretário estadual informou que estão tentando equacionar algumas situações mais críticas na segurança e saúde, mantendo o que é possível com os recursos carimbados na educação e os demais setores em stand by.

Por fim, o percentual acima de 70%, exatamente 71,8%, de avaliação positiva é uma "marretada" na estatística. O percentual de bom e ótimo foi de 30,2%. Regular: 41,6%. Ruim e péssimo: 16,5% e não responderam: 11,7%. A pesquisa entrevistou 805 pessoas entre os dias 23 e 28 de junho de 2015. (pesquisa encomendada pela FIERN).

A situação está tão crítica que é capaz de instituições sempre bem avaliadas e conhecidas como o Corpo de Bombeiros não conseguir desempenho tão significativo.

A mesma pesquisa indicou que, entre os que souberam avaliar o papel desempenhado pela FIERN, 90% consideraram-na "muito importante" e "importante" para o RN. E 79,5% (dos que sabem o que é) aprovaram o Mais RN.

O otimismo dos potiguares é um fenômeno ou foi o "efeito quentão" das festas juninas?