AS VILAS DO ALTO OESTE POTIGUAR NO SÉCULO XIX

PUBLICADO EM: 22/04/2019

Resumo: 

O êxito da atividade açucareira foi determinante para a especialização produtiva que se estabeleceu nas terras da Zona da Mata e, consequentemente, modificou o quadro nas terras próximas aos núcleos produtores. A introdução da cana de açúcar e a criação de gado no início dos anos 1600, diga-se que, principalmente, em Natal (capital do Rio Grande do Norte) e entorno, marcaram o processo de ocupação econômica do solo potiguar. 

Este artigo tem como objetivo analisar a formação econômica e urbana do Alto Oeste Potiguar (AOP), cujo arranjo existente no século XIX contava com apenas seis vilas (Portalegre, Martins, Pau dos Ferros, São Miguel, Luís Gomes e Patu). Foram realizados uma pesquisa bibliográfica e levantamento documental sobre a temática. A partir da Vila de Portalegre, instituída em 1761 e que abarcava toda a área do AOP, foi que ocorreu a intensificação da exploração econômica dos recursos existentes e as consequentes divisões do espaço. A ocupação se deu pela expansão da atividade pecuária, tomando-se as terras dos indígenas e implantando fazendas para criação de gado. O arranjo espacial existente no século XIX já indicava o papel de Pau dos Ferros como principal entreposto comercial regional, servindo também como polo aglutinador para as povoações de seu entorno. Foi na seara mercantil que a estrutura econômica e a dinâmica urbana do AOP foram delineadas. O excedente produzido na atividade agropecuária fluía e alimentava a acumulação de capital mercantil e quando a atividade criatória perdeu vigor foi o comércio que se tornou o segmento que apresentava algum dinamismo. 

Palavras-chave: Exploração econômica; Formação espacial; Alto Oeste Potiguar

aqui (p. 499)

Para citar o documento:

BARRETO FILHO, Boanerges de Freitas. As Vilas do Alto Oeste Potiguar no século XIXIn: ALVES, Larissa da Silva Ferreira, BEZERRA, Josué Alencar, SILVA, Manoel Mariano Neto da (Orgs.). Sustentabilidade, Políticas Públicas e Interdisciplinaridade no Semiárido – Volume 2 [recurso eletrônico] – Dados eletrônicos. – Natal: CCHLA, 2018. Disponível em: <>.  Acesso em:

PUBLICAÇÃO DO E-BOOK DO 2º ERESPP SEMIÁRIDO

PUBLICADO EM: 22/04/2019

Caros participantes do 2º Erespp Semiárido:

Com muita satisfação divulgamos o e-book "Sustentabilidade, Políticas Públicas e Interdisciplinaridade no Semiárido – Volume 2", com os trabalhos aceitos e apresentados no nosso evento.

Pedimos a contribuição de todos para divulgação e ressaltamos que não foi possível inserir todos os trabalhos no e-book, visto que alguns artigos estavam muito fragilizados (estruturalmente e/ou com conteúdo de pouco impacto científico).

O e-book também está disponível no site do vento: 


Destaco o artigo que apresentei no evento:
AS VILAS DO ALTO OESTE POTIGUAR NO SÉCULO XIX 
Boanerges de Freitas Barreto Filho. (p. 499)

Para citar o documento:
BARRETO FILHO, Boanerges de Freitas. As Vilas do Alto Oeste Potiguar no século XIXIn: ALVES, Larissa da Silva Ferreira, BEZERRA, Josué Alencar, SILVA, Manoel Mariano Neto da (Orgs.). Sustentabilidade, Políticas Públicas e Interdisciplinaridade no Semiárido – Volume 2 [recurso eletrônico] – Dados eletrônicos. – Natal: CCHLA, 2018. Disponível em: <>.  Acesso em:

EVOLUÇÃO SOCIOESPACIAL DO MUNICÍPIO DE ITAPOÁ – SC

PUBLICADO EM: 22/04/2019

Resumo: Nesse artigo são apresentados os resultados de uma pesquisa sobre o processo de transformação socioespacial do município de Itapoá-SC. O estudo teve como foco a caracterização histórica, geográfica e física de Itapoá, com o objetivo de compreender as transformações ocorridas desde sua gênese até os dias atuais

Na recolha dos dados e na análise e interpretação dos mesmos foi utilizada como metodologia a pesquisa qualitativa bibliográfica e de campo, mediante realização de entrevistas com trinta moradores, nomeadamente representantes da história do município. 

Em linha gerais, o meio técnico informacional auxiliou a identificar, tanto nos registros históricos, quanto nos registros orais o início do povoamento desse território e temáticas relacionadas ao mesmo, bem como as mudanças ocorridas ao longo do tempo e como se configura esse espaço na atualidade. A pesquisa permitiu identificar os impactos causados pelo empreendimento portuário, consequentes transformações e como o espaço vem se organizando nesse contexto. 

Palavras-chave: Socioespacial. Território. Terminal Portuário

Água como um bem social público: os processos de privatização face ao abastecimento público em Pau dos Ferros- RN

PUBLICADO EM: 22/04/2019

Resumo




A água é um recurso natural considerada um bem social público e de uso comum. Entretanto, atualmente esse bem vem sendo comprometido pelo viés econômico, principalmente pelos de hodiernos processos de privatizações de concessionárias de abastecimento de água no Brasil e no mundo. 

Desta forma, o presente estudo tem por objetivo debater a importância do caráter público das concessionárias de água como mecanismo de garantir minimamente acessos mais justos à água

Para tanto, buscou-se mostrar exemplo desses acessos, como o papel das tarifas sociais da abastecimento de água especificamente de uma cidade do Semiárido brasileiro denominado Pau dos Ferros, estado do Rio Grande do Norte. Como método de pesquisa, aporta-se na dialética como forma de ver as disparidades sociais historicamente construídas por mecanismos perversos de controle da sociedade e de mecanismos de/para reprodução do capital. Como procedimentos metodológicos fez-se levantamento teórico e documental a respeito da água enquanto um bem público, realizou-se pesquisas sobre a variação tarifária de concessionárias privadas em contraponto às públicas e como isso influencia principalmente o acesso à água a famílias pobres. 

Empiricamente, estudou-se as tarifas sociais da referida cidade no período de 2017, com base nos dados da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte (CAERN). Através dessa tarifa social constatou-se que a companhia diminui os laços das desigualdades e garante para muitas famílias um baixo custo ao acesso a água. Mostra ainda a discrepância do tarifário de concessionárias públicas e privadas. Espera-se com esse artigo ampliar-se a consciência da responsabilização do Estado enquanto provedor dos serviços de abastecimento de água e chamar a sociedade ao debate do direito à água.


Palavras-chave: Água como um bem social; Abastecimento de água; Privatização da água; Recursos Hídricos



Texto completo: PDF/A

Reservatório Tabatinga: a percepção de moradores da área urbana da cidade de Macaíba - RN

PUBLICADO EM 22/04/2019

Resumo



Cidades que cresceram às margens de rios ficam susceptíveis à processos periódicos de inundação. Como forma de minimizar ou acabar com esse problema, são construídos barramentos nos leitos dos rios retendo as águas e contribuindo para a regularização de vazões. 
Na cidade de Macaíba-RN as inundações eram constantes até antes da construção do reservatório de Tabatinga que foi construído com o objetivo principal de conter as enchentes periódicas, associadas ao rio Jundiaí. 
O objetivo da presente pesquisa foi avaliar a percepção dos moradores da área urbana da cidade de Macaíba em relação ao reservatório. Como recurso metodológico foi aplicado, entre os moradores, um questionário aprovado pelo conselho de ética da UFRN. 
Os resultados mostraram que a população associa o reservatório ao término das enchentes periódicas na zona urbana, e também o considera importante para a zona rural. Na fala dos entrevistados é possível perceber que eles sentem alívio em relação ao término das enchentes.


Palavras-chave: Percepção; Reservatórios; Cidade de Macaíba



Texto completo: PDF/A


Segregação socioespacial em cidades pequenas

PUBLICADO EM 15/04/2019


Resumo
Nesta pesquisa, analisamos as forças sociais e os processos e dinâmicas que levam à segregação socioespacial, com o intuito de compreender a produção do espaço urbano. 
Para a análise do processo de segregação socioespacial nas cidades pequenas de Osvaldo Cruz e Mariápolis, no Estado de São Paulo, usamos como pontos norteadores a presença e/ou ausência dos meios de consumo coletivo e privado (redes de abastecimento e coleta, equipamentos e saúde pública, educação e assistência social, transporte coletivo, comércio em geral, etc.), o estudo da mobilidade, as relações interurbanas e as relações entre o rural/agrícola/urbano. 
O objeto de trabalho recaiu sobre a compreensão das dinâmicas segregativas no contexto da produção do espaço urbano em cidades pequenas. 
O estudo contemplou a estruturação espacial das cidades, as condições de vida de seus moradores e as formas como percebem e apreendem o processo de segregação socioespacial intraurbana, bem como identificou os agentes responsáveis pela produção do espaço urbano, mostrando que as desigualdades socioespaciais derivam não apenas das diferenças socioeconômicas definidas no âmbito da sociedade, mas também do lugar que as pessoas habitam. 
Tomando-se como base a relação entre os processos intra e interurbanos, ou seja, nas relações entre os espaços da cidade e a rede urbana, levantamos a hipótese da existência de segregação socioespacial interurbana.

Padrão e determinantes da infraestrutura urbana das microrregiões brasileiras

PUBLICADO EM 12/04/2019

Resumo




Uma melhor infraestrutura urbana está associada com melhores índices de desenvolvimento. Nessa perspectiva, esta pesquisa procura encontrar os fatores do desenvolvimento urbano das microrregiões brasileiras. 
Para isso, utilizou-se a análise fatorial para encontrar padrões de desenvolvimento relacionados à infraestrutura urbana. 
Em seguida foi construído um índice permitindo ordenar as 558 microrregiões brasileiras e classificá-las em alto, médio e baixo grau de infraestrutura urbana. 
Foi possível extrair cinco fatores que explicam 72,58% da variância total dos dados. 
A maioria das microrregiões foi classificada com baixo grau de infraestrutura urbana, enquanto 14,69% das microrregiões foram classificadas com alto grau de infraestrutura, estando a maior parte na região Sudeste. 
Os estados de São Paulo e Minas Gerais lideraram o ranking com o maior número de microrregiões com alto grau de infraestrutura urbana. O contrário ocorreu para a região Norte, a qual não obteve microrregiões com alto grau de infraestrutura.


Palavras-chave




Infraestrutura Urbana; Desenvolvimento Regional; Análise Fatorial


Texto completo:

Transformações Urbanas e Desigualdade Ambiental na Grande São Paulo

PUBLICADO EM: 12/04/2019

Resumo 

Este artigo identifica como recorte geográfico a periferia da Zona Sul da cidade de São Paulo. Trata-se de uma região que começou a se formar devido à ocupação populacional desordenada em áreas de mananciais, onde a desigualdade social é agravada por situações de risco e degradação ambiental, dado o adensamento das áreas de favelas, configurando um processo de exclusão social e urbana. Os grupos sociais com maiores níveis de pobreza e privação social vão residir nas áreas com maior exposição ao risco e à degradação ambiental, configurando situações de alta vulnerabilidade socioambiental que dificultam o processo de mobilidade social e de desenvolvimento. 

Palavras-chave: transformações urbanas, segregação socioespacial, desigualdade ambiental, vulnerabilidade socioambiental. 

NOTAS SOBRE A DINÂMICA ECONÔMICA RECENTE EM ÁREA PERIFÉRICA: As mudanças na estrutura produtiva do Maranhão

PUBLICADO EM: 12/04/2019

Resumo. A presente comunicação realiza uma análise exploratória sobre o crescimento econômico do Maranhão nas ultimas décadas e as mudanças ocorridas na estrutura produtiva na economia local. Neste sentido as séries históricas das contas nacionais (IBGE) foram úteis e indispensáveis. Na pesquisa se procura também detectar a dinâmica dos diferentes setores e atividades econômicas ao longo destas décadas (1985/2010 ), bem como ação dos diferentes agentes (governo e grandes empresas) que estão por trás deste processo de desenvolvimento econômico e suas implicações socioeconômicas. Ressalta-se ainda a opção que o Governo do Estado do Maranhão faz no sentido de atrair grandes projetos a economia local. 

Palavras-chave crescimento econômico; estrutura produtiva; Maranhão.

AQUI 

DIVULGAÇÃO: PRÊMIO MERCOSUL

PUBLICADO EM: 07/04/2019


Estão abertas as inscrições para a nova edição do Prêmio MERCOSUL, cujo tema é Indústria 4.0. Os candidatos devem estar vinculados aos países membros e associados ao MERCOSUL, seja pela nacionalidade (nato ou naturalizado) ou pela residência (pessoas com vistos de residência permanente). 

O trabalho deverá abordar uma ou mais das seguintes linhas: Inovação, tecnologias disruptivas e novos modelos de negócio; Agricultura 4.0; ou Manufatura Avançada e futuro do trabalho.

O Prêmio é atribuído a cinco categorias; Iniciação Científica; Estudante Universitário; Jovem Pesquisador; Pesquisador Sênior; e Integração. 

A premiação vai de 2 mil a 10 mil dólares, dependendo da categoria. 

Serão aceitas inscrições até 31 de maio de 2019.

Para mais informações, encontram-se disponível na página eletrônica, http://premiomercosul.cnpq.br/web/pmct/