LIVRO: Como repensar o desenvolvimento produtivo?

A América Latina e o Caribe representam cerca de 8,5 % do PIB mundial e uma proporção semelhante da população do planeta. Nas últimas três décadas, a região cresceu, conseguiu reduzir a pobreza, e foi capaz de elevar a renda de seus cidadãos para US$ 13.000, ajustada pela paridade do poder de compra (PPC). No entanto, não conseguiu fechar a lacuna em bem-estar social que a separa dos países mais desenvolvidos. 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem dedicado uma boa parte de sua agenda de pesquisa ao exame dos fatores que limitam a convergência da região com os níveis de renda e bem-estar social dos países mais prósperos. As análises realizadas, principalmente nossa edição de 2010 da série Desenvolvimento nas Américas (DIA), The Age of Productivity: Transforming Economies from the Bottom Up, identificaram o crescimento insuficiente da produtividade na região como a principal causa desse atraso relativo. 

Nos últimos 50 anos, a população ativa e o capital social da região cresceram muito mais do que os dos Estados Unidos. Seu nível de educação e o acesso à tecnologia também melhoraram. Mas o aumento persistente da lacuna de produtividade relativa significa que, em comparação com os cidadãos dos Estados Unidos, os cidadãos da América Latina e do Caribe têm hoje renda per capita mais baixa do que a da geração de seus pais e avós. 

Por esse motivo, a principal meta da estratégia de desenvolvimento sustentável da região é criar condições que estimulem as taxas de crescimento da produtividade.

Não existe uma receita única para alcançar essa meta. Por exemplo, aumentos de produtividade podem ser conseguidos simplesmente mediante a redistribuição dos fatores empregados em empresas e setores de menor produtividade para atividades mais produtivas. Mas o mesmo objetivo poderia ser alcançado criando-se as condições e incentivos necessários para acelerar o processo de acumulação de fatores produtivos e melhorando a qualidade do capital humano e físico.

A motivação para este livro provém dessa preocupação, como bem expressa o título: Como repensar o desenvolvimento produtivo? Políticas e instituições sólidas para a transformação econômica. Nosso objetivo é apresentar uma perspectiva que complemente as que foram usadas até agora para tratar da transformação produtiva da economia dos países da América Latina e do Caribe. Este livro é resultado de um esforço coletivo de profissionais de oito departamentos e divisões operacionais do BID e foi coordenado por Gustavo Crespi, Eduardo Fernández-Arias e Ernesto Stein.

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OS "FARIA" E A JBS

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) com base nas delações de executivos da JBS.

Apresentado na semana passada por Janot, o pedido só foi tornado público no sistema do Supremo nesta quarta-feira (5).

Em nota conjunta, Robinson Faria e Fábio Faria, reforçaram o posicionamento feito após denúncia de delator e afirmaram que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam "doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício"

Ao STF, Rodrigo Janot também pediu que o caso seja sorteado para um novo relator, por não ter relação com as investigações da Lava Jato. As delações da JBS estão sob a relatoria do ministro Edson Fachin.

O pedido da PGR
Segundo o pedido enviado ao STF, o executivo da J&F (grupo que controla a JBS) Ricardo Saud afirmou que Fábio Faria e Robinson Faria receberam doações não declaradas à Justiça Eleitoral.

O delator disse que a J&F repassou R$ 10 milhões, sob a condição de ser privatizada a Companhia de Água e Esgoto do Estado do Rio Grande do Norte, "dando conhecimento prévio do edital a empresa para que pudessem alterá-lo a seu favor, a fim de obter vantagens competitivas em detrimento ao mercado".

Janot destacou que, apesar de ter havido o pagamento, a contrapartida não foi efetivada porque a empresa perdeu o interesse no projeto.

Conforme o procurador, há suspeitas de caixa dois (não declaração de valores) e corrupção passiva.

Janot pede coleta de dados sobre prestação de contas; depoimentos sobre os repasses de dinheiro a Fábio Faria no supermercado e em relação às notas emitidas; além dos depoimentos de Fábio Faria e Robinson Faria.

A assessoria de Robinson e Fábio divulgou nota conjunta em que afirma:

1 - Ambos informam que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício;

2 - Não existia, da parte de Robinson e Fábio Faria, qualquer motivo para que houvesse desconfiança em relação à origem da doação feita por meio de contatos do PSD Nacional;

3 - É importante ressaltar que, desde a campanha eleitoral, Robinson Faria tem destacado em inúmeras declarações públicas e entrevistas que não pretende e nem irá privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), o que seria, segundo o delator, a motivação do suposto pagamento irregular;

Por fim, Robinson e Fábio Faria consideram absurdas as declarações do delator que chama de propina contribuições eleitorais lícitas, com o claro objetivo de se livrar de crimes graves praticados.


G1-RN
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O delator não chama declaração oficial de propina. 

Afirmou que doou em troca da promessa de privatização da CAERN.

Afirmou que repassou dinheiro 'por fora'.

O delator tem obrigação de apresentar provas sobre TUDO que declarou.

Ademais, chama atenção a generosidade dos doadores da JBS, pois conhecendo a dupla "Faria" apenas na eleição borrifou a campanha com R$ 10 milhões... E olha que a empresa não tem nenhuma operação no RN.

Quanta bondade não é?

ARTIGO: DESENVOLVIMENTO E GLOBALIZAÇÃO

A história demonstra que a “convergência” internacional dos níveis de renda, previsão típica de muitos modelos ortodoxos do crescimento econômico, mais se tem mostrado a exceção do que a regra. O único exemplo significativo de convergência dos níveis da renda per capita ocorreu entre os países desenvolvidos, durante os “anos dourados” do período do pós-guerra, 1950-1973 (Maddison, 1991). Esse processo continuou a avançar até 1990, embora em ritmo mais lento, e estancou na última década do século XX. 

O’Rourke e Williamson (1999) demonstraram que, durante esse período, os Estados Unidos e a Europa assistiram a uma convergência dos níveis salariais, basicamente em resultado da migração maciça da mão-de-obra européia para o Novo Mundo. Dentro da Europa Ocidental também ocorreu um processo de equiparação salarial, embora não tenha abrangido os países da periferia européia ou outras regiões do mundo. Assim, mesmo no grupo dos países hoje industrializados, houve uma ligeira divergência nas tendências do PIB per capita, divergência esta que é ainda maior quando se inclui um grupo mais amplo de nações.

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Sergipe: A rede de cidades e o ordenamento territorial

Este artigo aborda a retomada do debate da dimensão regional do desenvolvimento nas políticas públicas no século XXI. Partindo da literatura existente, mostra como as políticas de desenvolvimento implantadas no Brasil, sob o signo do desenvolvimento e da equalização das desigualdades regionais nas décadas de 1970 e 1980, se enredaram em contradições entre discurso e prática, alcançando resultados opostos aos objetivos declarados nos planos. 

Constatando que a retomada do planejamento do desenvolvimento e de sua dimensão regional no Brasil ainda esbarra em problemas conceituais e metodológicos, o artigo tem como objetivo central apresentar uma proposta metodológica concreta para tratar essa questão, baseada no conceito de território. 

No artigo, território é definido como o ambiente tangível para representar relações históricas e socialmente construídas pelas pessoas, incluindo nesse rol as relações econômicas, políticas, institucionais e culturais. O conceito de rede de cidades e a metodologia Região de Influência das Centralidades (Regic) são então apresentados como os instrumentos capazes de revelar esse caráter dinâmico das relações de poder inscritas no território a partir da visualização dos fluxos de mercadorias, pessoas, capitais e informação. 

Com base em experiências já financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e utilizando o caso concreto do estado de Sergipe, o presente trabalho conclui que a natureza dinâmica dessa nova forma de abordar o planejamento do desenvolvimento transforma o planejamento do investimento público de maneira irreversível em algo tangível e compreensível pelos não iniciados nas técnicas orçamentárias, contábeis e de planejamento orçamentário. Facilita a gestão participativa, projeta um futuro socialmente mais justo na ocupação do território, com distribuição mais equânime das oportunidades e mais adequada, do ponto de vista ambiental, e exige o remodelamento das relações de poder, levando à pactuação com os atores locais e à construção de novo arcabouço fiscal e normativo.

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BID divulga o estudo Governos que Servem

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), divulga no dia 5 de julho o estudo Governos que Servem, que aborda os diferentes aspectos e desafios para uma prestação de serviços públicos eficiente, eficaz e inovadora.
A edição em português será lançada durante o X Congresso de Gestão Pública do CONSAD, na Conferência Magna – Gestão dos serviços públicos: o protagonismo cidadão e caminhos para inovação governamental. Para o Especialista Principal em Modernização do Estado do BID e coordenador do estudo, Pedro Farias, “muitos governos estão aprendendo que servir bem é o caminho mais curto para reconquistar a confiança cidadã, que vem caindo nos últimos anos.
A publicação mostra que existe uma grande oportunidade na região para a melhoria da relação entre governos e cidadãos, com base na criação de instrumentos que permitam uma maior integração de serviços, simplificação de procedimentos e melhoria da gestão.
A tecnologia e inovação se mostram os grandes aliados deste processo. Porém, com apresentação de análises sobre diferentes práticas e tendências, o estudo mostra que para inovar é preciso criar as condições institucionais necessárias para enfrentar barreiras impostas pela burocracia, como a fragmentação institucional e a complexidade de normas e procedimentos.
A publicação está disponível em espanhol e português e pode ser acessada pelo link.
Serviço:
O que: X Congresso de Gestão Pública do CONSAD
Quando: Dias 5, 6 e 7 de julho de 2017.
Onde: Centro de Convenções Ulisses Guimarães – Brasília/DF
Sobre o BID
O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Criado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e o Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisas de vanguarda e oferece assessoria sobre políticas, assistência técnica e capacitação a clientes públicos e privados em toda a região.
BID

Pobreza e desigualdades socioterritoriais: uma problematização acerca da perspectiva territorial nas politicas públicas sociais no município de Pau dos Ferros/RN

O presente trabalho se constitui de um estudo sobre a pobreza e as desigualdades socioterritoriais no Brasil, problematizando as políticas públicas sociais (a exemplo da Política Nacional da Assistência Social e o Programa Bolsa Família) tendo como referência a materialização destas no território a partir da análise da distribuição espacial do Índice de Desenvolvimento da Família (IDF) no município de Pau dos Ferros/RN. 

Neste sentido, o objetivo principal dessa dissertação se deu na tentativa de compreender a importância da leitura prévia do território para a reflexão sobre a pobreza em seu aspecto multidimensional e para a territorialização das políticas públicas sociais construídas no intento de minimizar a problemática da desigualdade social, observando a distribuição espacial do IDF no município de Pau dos Ferros/RN. 

A partir do objetivo geral traçado, fez-se uma revisão teórica sobre os temas, pobreza, desigualdades sociais e políticas públicas, no primeiro caso atentando para o aspecto multidimensional desta, advogando a importância de analisarmos a pobreza não apenas pelo crivo da renda, mas considerando outras dimensões que corroboram para a constituição do ser pobre, como moradias precárias, falta de saneamento básico e infraestrutura, o não acesso à saúde, educação e demais serviços que possibilitam o indivíduo viver com melhor dignidade. 

Compreendendo a importância do conhecimento prévio do território para que ocorra às devidas reflexões e intervenções na realidade territorial buscamos refletir acerca desse conceito e seus nexos com a construção e implementação das políticas públicas sociais tendo a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) como política basilar e também o Programa Bolsa Família (PBF), uma vez que buscamos compreender sua relevância a partir da visão do sujeito, ou seja, as beneficiárias do PBF no município de Pau dos Ferros. Para tanto, realizamos entrevistas orais com as beneficiárias do PBF que foram escolhidas aleatoriamente a partir das equipes dos CRAS, além da aplicação de questionários semiestruturados e abertos com gestores e assistentes sociais do município. 

Buscamos ainda trabalhar com alguns dados do Cadastro Único do município em estudo propondo analisar as condições sociais e econômicas das famílias cadastradas. Alguns resultados foram possíveis, a saber, é preciso que se interprete a pobreza a partir de várias dimensões para não corremos o risco de ficarmos apenas na perspectiva financeira, isto é, da renda, que embora supra o emergencial não é suficiente para transformar as condições de vida das famílias; a PNAS pode ser considerada como um avanço da política social no Brasil uma vez que possui matricialidade na família. 

No entanto, é preciso avançar na interpretação do território que na política e na fala dos agentes sociais, é interpretado apenas como um recorte areal onde deverá ocorrer às ações para minimizar a pobreza; por fim, o PBF é um programa de urgência moral uma vez que sana o mais emergencial que é o direito de subsistência, mas ainda não conseguiu transformar de forma profunda a pobreza no país

Lima, Francisca Elizonete de Souza

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Ex-secretário de obras de Natal indicado por Henrique Alves assina delação premiada

O ex-secretário de obras de Natal, Fred Queiroz, preso na mesma operação que levou o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a cadeia em junho, fechou acordo de delação premiada.

O acordo é classificado por investigadores como fatal para Alves, já que Queiroz é dono da empresa Pratika Locações, apontada como a principal responsável pela lavagem de dinheiro vindo de doações legais e ilegais de campanhas do ex-ministro.

Alves, que sempre fez parte do núcleo de confiança do presidente Michel Temer, pediu demissão em junho de 2016, após ser citado em delações.

A tratativa foi assinada com o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual e aguarda a homologação do juiz da 14.ª Vara do Rio Grande do Norte, Francisco Eduardo Guimarães Farias.

Desde sexta-feira (23), ele (Fred) está solto.

Segundo envolvidos nas investigações, nos anexos que integraram sua proposta de delação, Queiroz detalhou os contratos que fez usando a Pratika em campanhas de Alves e outros políticos realizadas entre 2010 e 2016.

Ele detalhou como usou contratos fictícios da empresa para irrigar as campanhas de Henrique Alves arcando com custos de mobilizações de militâncias, repasses a assessores e políticos.

O empresário também detalhou saques de propina que fez em espécie em caixas de bancos.

Preso na Operação “Manus”, que investiga propina paga pelas empreiteiras OAS, Odebrecht, Carioca Engenharia e Andrade Gutierrez ao ex-ministro em troca de benefícios junto ao governo, Queiroz ocupou as secretárias de Turismo e Obras da capital potiguar por indicação do próprio Henrique Alves.

Além de homem forte de Temer, Henrique Alves foi ministro de Dilma Rousseff no segundo mandato, também na pasta do Turismo.

OUTRO LADO
Procurada, a defesa de Fred Queiroz não atendeu as ligações da reportagem.


Folha

CASA DO ESPANTO POTIGUAR... Escândalos, busca e apreensão, esquemas, deputado afastado, monitorado... Cadê a ética que deveria está aí?

O deputado estadual Dison Lisboa, que estava preso desde a madrugada do sábado (1º), no Comando Geral da Polícia Militar, em Natal, deixou a unidade na tarde desta terça-feira (4). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da PM. O parlamentar recebeu uma tornozeleira eletrônica fornecida pela Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, passou por exame de corpo delito e foi liberado.

Dison Lisboa tem condenação de cinco anos e oito meses por apropriação de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio, quando era prefeito de Goianinha. Ele afirma que está "pagando um preço elevado e desproporcional aos fatos". O mandado de prisão contra ele tinha sido expedido pela juíza Ana Karina de Carvalho Costa Carlos da Silva, da comarca de Goianinha, que publicou decisão para o imediato cumprimento da pena imposta ao parlamentar.

De acordo com a condenação, Dison Lisboa deve cumprir sua pena em regime semiaberto, no qual teria que dormir em unidade prisional. No entanto, o juiz Henrique Baltazar, da Execuções Penais em Natal, informou que o parlamentar poderia escolher entre dormir em uma cadeia que abrigasse presos do semiaberto ou usar tornozeleira.

"Temos uma portaria aqui em Natal que define que o preso do semiaberto, como é o caso dele, pode escolher se quer ser recolhido no presídio toda noite ou usar tornozeleira eletrônica", declarou o magistrado. A portaria citada pelo juiz é a 02/2016, publicada em fevereiro do ano passado. "Isso é válido para todos, não apenas para ele", acrescentou.

Ainda de acordo com Baltazar, o deputado estadual ainda recorre da decisão nas instâncias superiores da Justiça e, por isso, pode continuar exercendo o mandato enquanto o caso não for transitado em julgado.

Porém, a procuradoria eleitoral do Rio Grande do Norte também recebeu a decisão da Comarca de Goianinha pela prisão do deputado e poderá pedir a cassação do mandato parlamentar ao Tribunal Regional Eleitoral.

Deputado se defende
Em nota enviada à imprensa, na tarde desta terça-feira, o deputado Dison afirma que está "pagando um preço elevado e desproporcional ao fato". Ele fala ainda sobre as acusações que sofreu, quando era prefeito de Goianinha, que resultaram na condenação.

"Dos recursos arrecadados, em média de R$ 1.200,00 por semana, parte entrava na conta da Prefeitura e outra parte (cerca de R$ 600,00) era destinada a benfeitorias na feira e a ações sociais de apoio à população. Estes recursos eram investidos na lavagem da rua, pagamento de fiscais e coordenadores, materiais limpeza do mercado público e matadouro e insumos para pequenos reparos. Também eram transformados em ajuda a pessoas carentes, para pagamentos de contas de água, luz, gás e aluguéis sociais", destacou.

Dison completa ainda que: "Tudo o que era gasto era comprovado. Havia prestação de contas. Porém, estes documentos foram furtados da Prefeitura. Tanto que há um inquérito em andamento, aberto desde 2005, para investigar este caso, fato que parece ter sido desconsiderado pela Justiça. Ainda assim, voluntariamente, eu fiz a restituição dos valores questionados na ação. E fui inocentado em processo que tramitava na esfera cível (improbidade). A ação inclusive já foi extinta".

No entanto, o parlamentar lembra que continua se defendendo no processo que tramita na esfera penal, onde, de acordo com ele, "por erro formal, não foi incluído o comprovante de depósito da restituição dos valores que fiz".

Por fim, Dison Lisboa afirma: "Tenho consciência que estou pagando um preço elevado e desproporcional ao fato. Até porque ainda encontram-se pendentes de julgamento recursos junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também já solicitamos ao Tribunal de Justiça do RN para que faça valer nosso direito de recorrer em liberdade".


G1-RN
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Resultado de imagem para charge deputado preso

ALERTAS DO TCE-RN SOBRE LRF SÃO SOLENEMENTE IGNORADOS...

TCE emite alertas após identificar 75 municípios acima do limite legal de gastos com pessoal no RN

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) identificou que 75 municípios no Rio Grande do Norte se encontram acima do limite legal de gastos com pessoal. Será necessária uma economia de R$ 187,5 milhões nos próximos meses por parte desses municípios para que as despesas voltem aos patamares exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O gasto total dos municípios no RN é de cerca de R$ 14 bilhões.

Os dados do levantamento, realizado pela Diretoria de Assuntos Municipais, mostram que cerca de 45% das prefeituras do Estado estão acima do limite legal e que esse excedente totaliza R$ R$ 187.554.420,70. Algumas das maiores cidades do Estado, como a capital, Natal, Mossoró, Parnamirim, Caicó, entre outras, constam da lista. Há casos onde a receita está quase que inteiramente comprometida com as despesas de pessoal, como em São José do Campestre, que tem 76% da sua receita gasta com o pagamento de pessoal, e Cerro Corá, que chegou a 69% de comprometimento. Natal chegou a 54,9% e Mossoró a 60,37%.

O levantamento levou à expedição, por parte do Tribunal, de 122 alertas (disponibilizados através do link http://www.tce.rn.gov.br/Alertas/Alertas) aos Municípios com dificuldades para cumprir os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além dos 75 municípios acima do limite legal, que é de 54% com gastos de pessoal, a Diretoria de Assuntos Municipais encontrou 29 prefeituras acima do limite prudencial e outras 18 acima do limite de alerta, que é quando o TCE avisa acerca da proximidade do limite prudencial. Há 12 municípios cujos dados não estão disponíveis nem no Sistema Integrado de Auditoria Informatizada (SIAI), mantido pelo Tribunal e nem nos diários oficiais. 

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, os gestores cujas prefeituras estão acima do limite legal têm um prazo de dois quadrimestres para realizar adequações e diminuir o comprometimento das receitas com gastos de pessoal, sendo que um terço dessa diminuição precisa ser demonstrada ainda no primeiro quadrimestre. Entre os cortes preconizados pelo artigo 169 da Constituição Federal estão o corte de cargos comissionados e até demissão de servidores efetivos. Já os municípios acima do limite prudencial ficam proibidos de fazer novas contratações, conceder aumentos, entre outros.

Os dados analisados pela DAM são relativos ao 6º bimestre de 2016, em relação aos municípios com até 50 mil habitantes, e ao 1º quadrimestre de 2017 - municípios com mais de 50 mil habitantes. O Tribunal de Contas abrirá processos individuais para investigar o não envio de dados por parte dos 12 municípios faltosos, além de incluir o dado na análise de contas de governo. Os processos podem ensejar a aplicação de multa. 



RN: descapitalização de fundos previdenciários nunca mereceram a devida atenção dos órgãos de controle

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência no Senado Federal recebeu informações acerca da movimentação das previdências do Rio Grande do Norte e de Natal. De acordo com a Turma, o RN está entre os nove estados, e a capital está entre as sete cidades, que extraíram recursos dos fundos previdenciários para pagamento de despesas.
A Nota Técnica de nº 22/2017 da Secretaria Nacional da Previdência menciona os R$ 15,8 milhões retirados pelo prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), em abril, do NatalPrev. Por determinação do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), Carlos Eduardo foi obrigado a devolver, em oito parcelas de R$ 1.995.090,08, no dia de cada mês desde maio, o dinheiro retirado do fundo previdenciário.
Pelo Rio Grande do Norte, a Nota expõe a descapitalização do fundo previdenciário ocorrido entre dezembro de 2014 (final do governo de Rosalba Ciarlini) e dezembro de 2015 (final do primeiro ano do mandato atual de Robinson Faria). Durante este período, o governo do estado usou quase R$ 589 milhões, de acordo com informações do Tribunal de Contas da União (TCU), para cobrir déficit previdenciário e quitar a folha de pagamento de aposentados e pensionistas sem cobertura no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Norte (Ipern).
De acordo com a CPI, a prática de retirar recursos dos fundos previdenciários começou, em grande parte dos estados brasileiros, a partir de 2013, intensificando-se em 2015; tudo reflexo da crise econômica pela qual o Brasil passa. Outros estados que, assim como o RN, utilizaram os recursos, foram Paraná, Santa Catarina, Paraíba, Distrito Federal, Bahia, Sergipe, Piauí e Bahia. Das cidades, além de Natal, também estão incluídas Campos de Goytacazes (RJ); Goiânia (GO); Caruaru (PE); Campinas (SP); Londrina PR) e Florianópolis (SC).
AGORA RN