Entrevista de Dowbor (24 min.) sobre a pauta econômica de Bolsonaro. “Um presidente fraco e incapaz é tudo o que a aristocracia financeira mais quer."

“Um presidente fraco e incapaz é tudo o que a aristocracia financeira mais quer. É preciso evitar o desmonte do país — e reconstruir alternativas”
Confira abaixo a entrevista de Dowbor (24 min.) sobre a pauta econômica de Bolsonaro, concedida ao jornalista Antônio Martins do Outras Palavras em 13 de novembro de 2018.



Semeando saberes, inspirando soluções: Boas Práticas na Convivência com o Semiárido

Ao longo das últimas décadas, diversos conhecimentos, tecnologias sociais e inovações têm sido criados e experimentados por diferentes atores sociais, dentre estes agricultoras e agricultores familiares, alinhados com a perspectiva de melhor convivência com o Semiárido. 

O Programa Semear foi criado para facilitar o acesso a esses saberes, trabalhando a gestão do conhecimento como um conjunto de processos de coleta, registro, intercâmbio e disseminação de informações úteis que possam promover aprendizagem e aumento de escala de boas práticas de desenvolvimento rural, contribuindo, assim, para melhorar a qualidade de vida de populações rurais do Semiárido brasileiro. 

Implementado em parceria pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – FIDA e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA, com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – AECID, o Programa tem investido também na articulação e no fortalecimento de redes de colaboração com diferentes atores, tendo apoiado mais de 30 projetos e propostas de gestão do conhecimento em oito estados do Nordeste. 

Por meio dessas redes, foi possível conhecer iniciativas implementadas por agricultores experimentadores e outros atores locais para melhor conviver com o Semiárido. Algumas delas estão reunidas nesta publicação, que ora apresentamos. 

São 19 experiências identificadas por organizações parceiras como referências, pois revelam outro olhar sobre recursos que já existem, abrindo caminho para o novo. 

São experiências que nasceram da necessidade de resolver problemas do dia a dia e, por isso mesmo, encontram-se em permanente construção. Podem e devem ser adaptadas, transformadas ou melhoradas de acordo com a realidade de cada agricultora ou agricultor

SUGESTÃO DE LIVRO: O Brasil de Amanhã

















A Fundação Perseu Abramo lançou um livro importante, O Brasil de Amanhã, organizado por Jorge Mattoso e Ricardo Carneiro, e que reúne aportes de mais de uma dezena de economistas sobre as nossas perspectivas econômicas.

Os textos resultam de uma sequência de reuniões no quadro do Instituto Lula. Artigos de economia aplicada, pé no chão, ajudam muito neste momento dramático.
Disponível online em: 

Ruralidade, Agricultura Familiar e Desenvolvimento

A denominação 'agricultura familiar' abarca uma multiplicidade de situações, refletindo-se em diferentes recortes adotados nos estudos. Assim, não sendo uma definição de fácil apreensão, e dados os limites apresentados (acesso aos dados, representatividade ou tempo hábil), optou-se por dividir o texto em duas partes distintas, porém complementares. 

A primeira seção procura trazer contribuições que agregam elementos à reflexão sobre o tema numa perspectiva teórica; a segunda delineia um retrato da agricultura familiar a partir dos dados do Censo Agropecuário 2006, disponíveis no sítio do IBGE, em especial o banco disponível no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), organizado a partir do critério de agricultura familiar estabelecido pela Lei n.o 11.326 de 24 de julho de 2006. 

Sobre esse aspecto é preciso mencionar o escopo limitado da análise dos dados, uma vez que estes captam apenas parte dos beneficiários da ação pública devido ao reducionismo expresso no texto da lei. É preciso destacar ainda que os aspectos mais propriamente sociais não puderam ser suficientemente explorados, pois o Censo Agropecuário é uma pesquisa de caráter econômico, e a unidade de referência é o estabelecimento, e não a família ou domicílio, o que limita análises de cunho social.

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A ESQUERDA E O DESENVOLVIMENTISMO: NOTAS SOBRE O PENSAMENTO DE JOSÉ LUÍS FIORI

Depois de algumas décadas, as preocupações em torno do desenvolvimentismo voltaram a ganhar proeminência. O número e a variedade de desenvolvimentistas autodeclarados é cada vez maior e tudo indica que não irá parar de crescer. Mas isto não deveria surpreender ninguém. Nos anos 60 e 70, todos eram, em algum grau, marxistas. 

E, tal como os desenvolvimentistas atuais, gastaram um tempo considerável para criar um sistema de classificação cada vez mais complexo, na esperança de mostrar como o seu grupo era o único genuinamente marxista. O vento mudou de direção e, repentinamente, os marxistas começaram a desaparecer. Boa parte se converteu ao neoliberalismo e a esmagadora maioria, de forma mais comedida, se transubstanciou em social democratas. 

Assim, com a crise de 2008, não deveria causar espanto o surgimento de um novo movimento de manada: todos se tornaram, desde então, ao seu próprio estilo, desenvolvimentistas. Contra esse cenário aparentemente monocórdico, recentemente, José Luis Fiori publicou dois artigos no Jornal Valor que, ao menos aparentemente, almejam aquilatar o debate em torno dos desenvolvimentismos. 

O primeiro artigo (“O desenvolvimentismo de esquerda” (29/02/2012)) desemboca em uma crítica à “Escola de Campinas” que, embora pouco fundamentada (Fiori não aponta nenhum argumento substancial ou evidência), curiosamente, hiperdimensiona o seu papel no debate público nacional: ao se converter em uma instituição dotada de uma “ideologia tecnocrática”, esta Escola deixou de atuar como a bússola que supostamente orientava a esquerda e, desse modo, a condenou a navegar sem rumo. Será que – mesmo nos tempos áureos – a “Escola de Campinas” teve um papel tão central para o pensamento da esquerda, quanto afirma Fiori? Pouco provável. 

De qualquer modo, essa linha de argumentação exigiria um esforço prévio: definir exatamente o que caracteriza tal Escola ou, pelo menos, os seus contornos mais gerais. Sem isto, por não ter fundamentos sólidos, o artigo paira no ar, e só pode ser considerado como uma provocação gratuita.

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SUGESTÃO DE LIVRO: Agricultura Familiar: ruralidade, território e política pública

RESUMO 

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura - IICA, através do IX Fórum Internacional de Desenvolvimento Territorial, apresenta o Volume 23 da Série Desenvolvimento Rural Sustentável, abordando o tema “Agricultura Familiar: Ruralidade, Território e Política Pública”. 

Esta publicação é uma inciativa conjunta com o I Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Governo do Estado do Ceará, através do Projeto São José III, cofinanciado pelo Banco Mundial. 

A definição da temática do livro se fundamentou e foi estimulada por três iniciativas de transcendência internacional: (i) o ano internacional da Agricultura Familiar instituído pelas Nações Unidas em 2014, (ii) o início da implementação no Nordeste de uma nova geração de projetos de desenvolvimento rural sustentável co-financiados pelo Banco Mundial e (iii) o projeto “Repensando o conceito de ruralidade no Brasil: implicações para as políticas públicas”, coordenado pelo IICA e fruto de uma parceria entre os Ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Planejamento, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco do Nordeste do Brasil, o IBGE e os governos dos Estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia. 

Esta publicação contém a memória e uma coletânea dos textos temáticos apresentados e debatidos nas conferências e painéis realizados no IX Fórum e no I Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural.

A crise econômica não acabará para os mais pobres

O Brasil voltou a praticar uma política econômica que baseia o crescimento econômico na diminuição de custos através da redução dos gastos das empresas com os trabalhadores

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Seja na sala de aula, seja na mesa de bar ou no ônibus a caminho do trabalho todos querem a resposta para a seguinte pergunta: Quando acabará essa crise econômica do Brasil?
Baseados nas políticas econômicas do governo brasileiro podemos concluir que a resposta será extremamente positiva para alguns e muito ruim para outros.
O Brasil voltou a praticar uma política econômica que baseia o crescimento econômico na diminuição de custos através da redução dos gastos das empresas com os trabalhadores. Em outras palavras com a terceirização e a reforma trabalhista o trabalhador ganhará menos e isso resultará em redução dos custos das empresas.
Alguém atento a cenários econômicos poderia pensar: Mas isso não afeta o mercado interno? A resposta é sim. De fato esses mesmos trabalhadores que recebem menos são os consumidores que por esse mesmo motivo compram menos. Todavia devemos lembrar que esse modelo que está sendo implantado no Brasil é um modelo de crescimento exógeno e por isso não existe essa preocupação com o mercado interno.
As empresas terão custos reduzidos e suas vendas internas reduzidas, porém poderão vender seus produtos no mercado internacional a um preço menor. Essa estratégia é usada atualmente na China e em muitos países da América Latina, Ásia e África.
Um país que queira crescer com base no mercado interno deve preocupar-se em desconcentrar renda e aumentar a disponibilidade de crédito, mas se a escolha for pelo mercado externo, basta reduzir os custos das empresas e nesse caso o trabalhador será o que pagará o pato.
Some a isso as reduções nos gastos com políticas sociais, a reforma da previdência, o congelamento dos gastos com saúde e educação e a reforma do ensino médio que ficará fácil perceber que o Brasil voltou a crescer para os ricos a base do suor dos mais pobres.
POR Wallison Ulisses Silva dos Santos

AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS CONFIGURANDO AS DINÂMICAS PRODUTIVAS E SOCIOCULTURAIS DOS CAMPONESES NO SEMIÁRIDO PARAIBANO: EM BUSCA DE UMA SUSTENTABILIDADE

RESUMO 

As múltiplas dinâmicas produtivas e socioculturais desenvolvidas pelos agricultores do semiárido paraibano, verificadas através da pesquisa de campo, concernem a um conjunto muito complexo de representações sociais. Trata-se de um conjunto de ações, aliás, um conjunto de saberes e fazeres, cotidianos, sobretudo relacionados a crenças e mitos inerentes ao clima, à terra, aos animais, no universo dos camponeses do Curimataú Ocidental. Estas representações são sumamente importantes na compreensão das estratégias camponesas, sobretudo, daquelas relacionadas com o processo de convivência com a semiaridez.

SUGESTÃO DE LIVRO: Governança da política de infraestrutura : condicionantes institucionais ao investimento

IX SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE DESENVOLVIMENTO REGIONAL


Tema

Desenvolvimento Regional: Processos, Políticas e Transformações Territoriais.

Promoção

Local

Anfiteatro do Bloco 18 - Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul – RS – Brasil.

Inscrições

De 03 de junho a 11 de setembro de 2019.

Data do evento

De 11 a 13 de setembro de 2019.
Primeira Circular IX SIDR