números do datafolha para a presidência

blog do Josias

O resultado do "pibinho" dos últimos anos: o Índice de Gini não mostra melhora significativa (dados da PNAD do IBGE)

A redução da pobreza foi, ao longo dos últimos vinte anos, não só uma conquista da sociedade brasileira, mas também resultado da estabilidade econômica e de investimentos em educação e saúde feitos desde a década de 1990. Mas os limites desses esforços começam a aparecer. 
Dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2013, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, pelo terceiro ano consecutivo, o indicador que mede a desigualdade de renda, chamado Índice de Gini, não mostra melhora significativa. 
O índice, que é usado mundialmente, leva em conta o número de pessoas em um domicílio e a renda de cada um, e mostra uma variação de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O IBGE calculou em 2013 que o Brasil marcou 0,498 no indicador que leva em conta a renda de todo os membros de cada família. 
Em 2012, o resultado havia ficado em 0,496, enquanto em 2011, era de 0,499. A leve oscilação não permite ao órgão concluir que houve uma piora significativa na distribuição de renda no Brasil. Contudo, ela é clara em mostrar que os efeitos da desaceleração econômica já fazem com que a barreira entre ricos e pobres pare de ceder.
A Pnad aponta estagnação na desigualdade com base em duas métricas usadas para avaliar os rendimentos das famílias: renda média mensal com trabalho e renda média mensal de todas as fontes. A segunda leva em conta, além dos salários dos membros das famílias, também os ganhos com investimentos e aluguéis, por exemplo. O IBGE mostra que houve melhora significativa na desigualdade entre 2001 e 2011, mas que, desde então, nada mudou. O Instituto não fornece, nas tabelas da Pnad, série histórica anterior a 2001.
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É uma questão meramente econômica, constada com dados oficiais (IBGE), mas algumas "mentes privilegiadas" que consideram os que pensam diferente como burros podem começar as "mistificações" de rotina...

portalegre: entrega do fardamento escolar do Centro Municipal de Educação Infantil Portal do Saber, antiga creche Alaíde Rêgo

Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, entregou o fardamento escolar para os alunos da educação infantil.

Informações indicam que em 2013 a prefeitura não distribuiu o fardamento e que somente agora, em meados de setembro, conseguiu realizar a aquisição do material.

Antes tarde do que nunca...


"No dia 16 de setembro foi realizada a entrega do fardamento escolar do Centro Municipal de Educação Infantil Portal do Saber, com a presença do Excelentíssimo Senhor Prefeito Manoel de Freitas Neto, a Gestora do Centro, Maria das Graças Oliveira, Equipe de Professores, Funcionários, Pais e Crianças."

Portalegre e a eleição: uma nova “operação W. Jr”?

Uma fonte com livre trânsito no bloco governista em Portalegre, disse-me que está em curso uma intensa movimentação nos bastidores e que tem tudo para produzir uma enorme surpresa nas urnas.

A conversa foi rápida e sem maiores detalhes, mas o conteúdo é impressionante.

De acordo com a fonte existiria um grupo muito ligado ao prefeito portalegrense trabalhando o voto, ainda discretamente,  para Robinson Faria.

A fonte repassou alguns nomes de pessoas ligadas a cúpula do PP/PMDB que se declaram, publicamente, como eleitores de Henrique, mas que, na verdade, “irão votar em Robinson”.

Inclusive, relatou-me que o material de campanha distribuído aos fieis seguidores são dos candidatos: Robinson e Fátima e com a orientação de manterem as aparências, ao menos, até segunda ordem.

Impressionou-me a informação de que material de campanha (de Robinson) teria sido visto na casa de um parente, em primeiro grau, de parlamentar governista, que, em tese, jamais se posicionaria contrariamente ao prefeito.

Disse-me, por ser eleitor de Henrique Alves, que ficou com uma “pulga” atrás da orelha.

Aguarde-se...


Mas, não acredito que algo assim “planejado” esteja acontecendo. Pode ser somente um descontentamento pontual de alguns aliados do grupo governista, como também tem acontecido no grupo oposicionista.

Professores da Uern confirmam indicativo de greve por reajuste salarial de 57,7%

Blog do César Santos
Os professores da Universidade do estado do Rio Grande do Norte (UERN) discutiram hoje a campanha salarial da categoria, avaliando o indicativo de greve definido no dia 6 de agosto e as possibilidades de negociação com o Governo do Estado.
Na oportunidade, os docentes optaram por manter o indicativo de greve até 7 de outubro, quando se reunirão em assembleia novamente para definir os rumos da campanha salarial.
Na reunião foi analisado um documento-resposta da Reitoria da Universidade à categoria, onde apresentava uma proposta às reivindicações dos professores. Para a Associação dos Docentes da Uern (Aduern), o documento foi inconclusivo, uma vez que sequer definiu percentuais de reajustes que poderiam dar início a uma negociação entre governo e professores. Quanto às reivindicações que tratavam de melhorias estruturais e técnicas da Uern, a resposta da administração foi considerada válida pelos docentes.
“O documento enviado pela Reitoria da Universidade não atendeu a reivindicação que se referia ao Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. Aprovamos as propostas da administração no que tange às melhorias estruturais e técnicas que pedíamos, já que isso nos foi apresentado com dados, números e valores. Quanto à questão salarial, não veio por parte da Reitoria e do Governo do estado uma proposta de percentual de reajuste, por isso o indicativo de greve foi mantido”, explicou o presidente da Aduern, Valdomiro Morais.
De acordo com os representantes da Aduern, começa agora um novo momento de mobilizações entre os docentes, para que PCCS dos professores da instituição seja respeitado.  Na próxima terça-feira (23), o sindicato promoverá uma paralisação de alerta na universidade, realizando uma atividade em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade.
Na mesma data, o reitor da Uern participará de uma reunião com o Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal (Coarp) do Governo do Estado, que discutirá exclusivamente a reivindicação salarial dos docentes e o cumprimento do PCCS da categoria.
O resultado dessa reunião, e a proposta proveniente dela, serão apreciados pelos professores em assembleia no dia 07 de outubro, onde a questão do indicativo de greve será novamente discutida.

PNAD: o Rio Grande do Norte, em 2013, possuía 55,2% das famílias com renda total de até dois salários mínimos

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que, em 2013, o Rio Grande do Norte possuía 55,2% das famílias com renda total de até dois salários mínimos. O número corresponde a aproximadamente 589 mil famílias.

Na pesquisa, que foi realizada por amostragem em todo o Brasil e pesquisou 2.085 residências em 19 municípios potiguares, também ficou demonstrado o crescimento no número de famílias que dependem de programas sociais ou de doações para sobreviver. Enquanto em 2001 havia 31 mil famílias sem nenhum tipo de renda ou amparadas por programas sociais, o número, em 2013, passou para 33 mil, o equivalente a 2,9% dos lares potiguares.

Pelo levantamento, são 218 mil famílias que tinham renda de até um salário mínimo em 2013, o equivalente a 22,3% das residências do Rio Grande do Norte. Com até três salários mínimos viviam 189 mil famílias (16%), enquanto 140 mil (12,54%) de domicílios tinham renda familiar total de até cinco salários mínimos.


Por outro lado, as famílias que recebem até 10 salários mínimos era de 107 mil, em 2013, o equivalente a 9,58%, enquanto 35 mil domicílios (3,16%) tinham renda total de até 20 salários mínimos e 15 mil famílias (1,34%) recebiam, juntas, mais de 20 salários mínimos.

TN

casa do estudante: boas recordações e eternos problemas

O blog Barriguda News, do amigo Jânio Melo, prestou mais um relevante serviço ao povo potiguar. Desta vez o "Grande Jânio" chamou a atenção para a situação dramática da VELHA CASA DO ESTUDANTE.

Assim como inúmeros outros potiguares também morei na CASA e foi uma época dura. Faltava tudo, mas o problema da contaminação da água do poço que abastecia o prédio era um eterno suplício. 

Não era incomum ficarmos sem água e como único recurso para tomar um banho rápido tínhamos que encarar o banho de mangueira na lavanderia. Mais de 600 jovens e uma mangueira apenas.

Leiam:

Dias atrás publicamos (blog Barriguda News) uma matéria sobre a casa do estudante postando o e-mail enviado pelo estudante de engenharia Jorge Danilo (Alexandriense). Mais de 5.000 acessos tornaram a matéria a mais vista da semana. O assunto ganhou a grande mídia através do portal JH. Leiam a reportagem: 

Não é novidade para ninguém a situação em que vivem os moradores da Casa do Estudante, na Cidade Alta, fundada em 1946. Quando um histórico de abandono vem se repetindo ao longo dos anos, a perspectiva de mudar de vida é praticamente nula. Para os pouco mais de cem jovens que vivem atualmente na Casa, a luta pela sobrevivência ganha agora mais um agravante: o pouco estoque de comida, que restou de doações, só deverá durar por mais dois dias.

O Jornal de Hoje fez uma visita às instalações da Casa do Estudante  na manhã desta quarta-feira e verificou mais uma vez a situação precária – e infelizmente corriqueira – em que vivem os moradores. Portas quebradas, paredes rachadas, estruturas com risco de desabamento, odor, infiltrações e dispensa de comida praticamente vazia. Sem direito a café da manhã e jantar dignos, os moradores, compostos por uma maioria de estudantes vindos do interior do Estado, só fazem uma alimentação no dia e precisam se virar na rua.

De acordo com Jorge Danilo, presidente da Casa do Estudante do Rio Grande do Norte (CERN), o repasse da verba pelo Governo do Estado para os comerciantes que fornecem a alimentação da casa está atrasado há meses e ninguém da Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), responsável pelos repasses, está resolvendo a situação.

“Estamos sem receber feijão, arroz, macarrão, vitamilho, aveia, frango e carne bovina porque os fornecedores não estão recebendo absolutamente nada do Governo. Um está com o déficit contratual há sete meses e outro há nove. Enquanto isso, nossa dispensa vai esvaziando e a geladeira permanece vazia”, destaca Jorge. “Os mantimentos vão acabar e nós não recebemos a assistência de vida”, afirmou.

O presidente da Casa informou que há tempos vem procurando a Sethas e as pessoas responsáveis pelos pagamentos aos fornecedores, mas nunca é recebido por ninguém. “Fazem uns 20 dias que estou entrando em contato com a secretaria e a única informação que me dão é que estão em reunião”, disse.

“As vezes me desperto de profundos devaneios, procurando entender porque o Estado não se interessa em investir nos estudantes, já que somos pagadores de impostos e permaneceremos pagadores no futuro. São nesses momentos que a gente ver quem verdadeiramente é perseverante. Queria uma justificativa do por quê a Sethas não efetuou os pagamentos aos fornecedores”, questionou Jorge Danilo. O Jornal de Hoje tentou fazer contato com a Sethas, mas não obteve sucesso.

O descaso com o patrimônio público e histórico do RN, bem como com os moradores, já pode ser visto logo na entrada do imóvel. O portão da casa está permanentemente aberto, sem nenhum guarda patrimonial. À noite, a vigília é feita por um dos moradores, que recebe um pequeno salário com arrecadações dos próprios residentes.

No local onde deveria ser a recepção, a sujeira é notável e o ambiente impossível de permanecer por muito tempo. Um dos cenários mais críticos é na sala de estudo, que está interditada pela Defesa Civil com risco de desabamento. O cômodo está totalmente deteriorado. Como o telhado e as paredes estão com infiltração, o salão vive alagado e com lodo no chão. Móveis para estudo já não existem no local.

Entre as precariedades de toda a Casa do Estudante, o quarto do residente Israel Martins é o que chama mais atenção. O ambiente em que dorme tem cheiro de mofo e parte do teto no chão; colchões sujos; livros velhos empilhados; mesas e cadeiras quebradas; e algumas frutas que Israel costuma consumir diariamente – provavelmente cheia de bactérias por não haver lugar apropriado para guardá-las.

“Esse é o meu lugar na casa e o único lugar que tenho para viver. Tenho ensino médio incompleto e estou aqui através de uma solicitação da assistente social, pois não possuo ninguém mais próximo de mim. Faço alguns ‘bicos’ para conseguir um dinheiro, mas nada suficiente, que me dê condições de sair daqui. O pouco que ganho é para comprar comida e algumas roupas, quando dá”, afirmou Israel.

A última reforma na Casa do Estudante, considerada apenas “maquiagem” pelos moradores, aconteceu em 2007, no governo de Wilma de Faria. De lá para cá nada mais foi feito, apesar das promessas e da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta feito entre o Governo do Estado e o Ministério Público.