A derrota de José Serra, embora já bastante esperada nas hostes oposicionistas, é tanto que no RN nem José Agripino pedia voto para o tucano, foi o que se pode chamar de apocalipse da oposição.
Paradoxalmente, os tucanos conquistaram governos estaduais importantes e, no segundo turno, Serra obteve 44 milhões de votos. Não é pouco, mas parece que não foi suficiente para evitar a divisão interna do PSDB.
Os tucanos já brigaram, espernearam, trocaram bicadas em público, enfim... Concentram um esforço tremendo em puxar o tapete uns dos outros e esquecem o papel que o eleitor lhes outorgou.
Definitivamente os tucanos não falam mais a mesma língua...
FHC já defendeu que o partido deveria investir mais na nova classe média; Aécio Neves acredita que o partido deve se aproximar mais dos sindicatos; Alckmin diz que o partido não deve fazer uma oposição feroz ao governo federal e; Serra, dizem as más línguas, teria conspirado junto com Kassab para demolir o DEM.
E por falar em DEM. O partido peleja para não desaparecer. Está na UTI. As diferenças internas afloraram e muitos tomaram o rumo do PSD.
E o terceiro “cavaleiro da távola furada”, ou melhor, e o PPS não sabe mais nem que ideologia defender. Era um partido comunista que se aliou com o centro e a direita e perdeu a identidade e o rumo.
Fazendo alusão a uma velha canção poderíamos dizer que o ex-partidão “está sem lenço e sem documento”.
Tentar compreender o que tem feito os principais expoentes da oposição, nestes últimos tempos, parece uma tarefa desprovida de chance de sucesso.
Recorrendo a uma analogia com a biologia celular, poderíamos dizer que a oposição iniciou seu processo de autólise e não tem mais jeito de parar...
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