segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ceará-Mirim: "A cidade cresceu sem se desenvolver"


O prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Peixoto, reconhece a situação miserável na qual vivem 10.724 habitantes do município.

Segundo ele, a cidade cresceu muito nos últimos anos, mas o crescimento não foi acompanhado de desenvolvimento. "Nós somos a sexta maior população do estado, mas ocupamos a 14ª posição na arrecadação de ICMS", ressalta o prefeito.

Atualmente, Ceará-Mirim arrecada mensalmente cerca de R$ 6 milhões em impostos e repasses federais. O valor é similar ao que Guamaré arrecada somente com o ICMS do petróleo extraído da cidade.

Para Antônio Peixoto, é preciso que o Governo Estadual reformule as leis tributárias. "No RN, é importante que ocorra um rateio dos royalties de petróleo com os municípios que arrecadam pouco em impostos".

O prefeito ressalta que um dos complicadores que põe o município com uma das populações mais pobres entre as cidades da região metropolitana foi a derrocada da produção de cana de açúcar.

Nos últimos vinte anos, todos os engenhos fecharam e somente uma usina ainda está em operação.

Resta aos trabalhadores concorrerem a uma das vagas abertas para o plantio e moagem da cana, cujo trabalho se resume a quatro meses do ano.

Em 2011, a única empresa que trabalha na extração da cana contratou temporariamente 1.440 homens. Por dia, eles chegam a cortar até 2.880 toneladas de cana de açúcar. Toda a produção do município será vendida para uma empresa que refina combustível.

Raimundo Baracho, de facão em punho, não perdia tempo na derrubada dos pés. "Nós ganhamos pelo o que produzimos. Temos que aproveitar enquanto tem trabalho."

Fonte: Jornal de Fato

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