sábado, 24 de março de 2012

RANDOLFE, DEMOSTENES E A MÍDIA GOLPISTA


Convem apresentar as personagens de nossa atenção:

Demóstenes Torres (DEM-GO) é ‘acusado’ de manter relações pouco republicanas com ”Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar a exploração ilegal de jogos em Goiás.”

Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) é ‘acusado’ de ‘proteger’ Demóstenes por não denunciá-lo ao ético Conselho de Ética do Senado, supostamente, a pedido do senador José Agripino.


Vamos as matérias:

Do Panorama Político, O Globo

Atendendo a um apelo do presidente do DEM, José Agripino (RN), os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) não acionaram o Conselho de Ética no caso do líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO).

De O Globo

PF: Demóstenes Torres pediu dinheiro a Carlinhos Cachoeira

Gravações revelam que senador do DEM solicitou ajuda para despesa de táxi-aéreo

BRASÍLIA – Gravações da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, pediu dinheiro e vazou informações de reuniões oficiais a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar a exploração ilegal de jogos em Goiás. Relatório com as gravações e outros graves indícios foi enviado à Procuradoria Geral da República em 2009, mas o chefe da instituição, Roberto Gurgel, não tomou qualquer providência para esclarecer o caso. O documento aponta ainda ligações comprometedoras entre os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e João Sandes Júnior (PP-GO) com Cachoeira.

O relatório, produzido três anos antes da deflagração da Operação Monte Carlo, escancara os vínculos entre Demóstenes e Cachoeira. Numa das gravações, feitas com autorização judicial, Demóstenes pede para Cachoeira “pagar uma despesa dele com táxi-aéreo no valor de R$ 3 mil”. Em outro trecho do relatório, elaborado com base nas gravações, os investigadores informam que o senador fez “confidências” a Cachoeira sobre reuniões reservadas que teve no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Parlamentar influente, Demóstenes costuma participar de importantes discussões, sobretudo aquelas relacionadas a assuntos de segurança pública.

O relatório revela ainda que desde 2009 Demóstenes usava um rádio Nextel (tipo de telefone) “habilitado nos Estados Unidos” para manter conversas secretas com Cachoeira. Segundo a polícia, os contatos entre os dois eram “frequentes”. A informação reapareceu nas investigações da Monte Carlo. Para autoridades que acompanham o caso de perto, esse é mais um indicativo de que as relações do senador com Cachoeira foram mantidas, mesmo depois da primeira investigação criminal sobre o assunto. O documento expõe também a proximidade entre Cachoeira e os deputados Leréia e Sandes Júnior.

Leréia também usava um Nextel para conversas secretas com Cachoeira. A polícia produziu o relatório com base em inquérito aberto em Anápolis para investigar a exploração de bingos e caça-níqueis na cidade e arredores. Como não pode investigar parlamentares sem autorização prévia do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF enviou o material à Procuradoria Geral em 15 de setembro de 2009. O relatório foi recebido pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques. Caberia ao procurador-geral, Roberto Gurgel, decidir se pediria ou não ao STF abertura de inquérito contra os parlamentares. Mas, desde então, nenhuma providência foi tomada.

No segundo semestre de 2010, a PF abriu inquérito para apurar exploração ilegal de jogos em Luziânia e se deparou com as mesmas irregularidades da investigação concluída há três anos. Procurado pelo GLOBO, Gurgel disse, por meio da assessoria de imprensa, que estava aguardando o resultado da Operação Monte Carlo para decidir o que fazer em relação aos parlamentares. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, confirmou o uso do Nextel por Demóstenes.

Segundo ele, o senador usou o telefone, mas não se lembra desde quando. O advogado não fez comentários sobre o suposto pedido de pagamento de despesas e o vazamento de informações oficiais.

Comentando as matérias:

Os analistas mais apressados, principalmente, aqueles ligados ao governo que nunca perdoaram o PSOL (dissidência do PT) partiram para o ‘ataque’...

Explico. O alvo preferencial dos missivistas não foi Demóstenes, mas Randolfe por, supostamente, não ter denunciado o senador democrata ao Conselho de Ética do Senado.

Perguntas...

O que impede os ‘éticos’ dos partidos que compõem a base governista levar Demóstenes ao Conselho de Ética do Senado? Porque tem que ser Randolfe do PSOL? A maioria avassaladora do governo não é suficiente para fazer o serviço?

O ‘grave erro’ cometido pelo SENADOR RANDOLFE RODRIGUES (PSOL-AP) alçado a encarnação do Partido foi não provocar o ético Conselho de Ética do senado?

Randolfe, único e solitário representante do PSOL no Senado, nunca teve e nem terá ‘força política’ (como todos que tem dois neurônios funcionando sabem) para causar quaisquer embaraços a nenhum senador no ‘ético’ Conselho de Ética.

Mais...

O ‘grave erro’ de Randolfe está balizado nas informações publicadas por um órgão de imprensa comumente denominado de ‘mídia golpista’ (quando divulga qualquer traquinagem da ‘base’). Parece que a ‘mídia golpista’ também passou a merecer crédito.
Francamente...

O que dizer de outras personagens da matéria???

O Procurador Geral, indicado por Lula, teve acesso as informações desde 2009. Porque será que não pediu autorização para investigar Demóstenes?

Quem é mesmo o advogado de Demóstenes?

Finalizando...

O PSOL, nem o DEM, nem qualquer partido contrário ao governo, tem força para proteger ninguém, mas...

Caso a ‘proteção’ de Demóstenes seja o senador Randolfe do PSOL podemos considerá-lo como, nordestinamente falando, ‘lascado e meio’...

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