sábado, 23 de fevereiro de 2013

A mamona é viável?


A Petrobras Biocombustíveis (PBio) está aguardando o zoneamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), para iniciar o plantio de mamona no Rio Grande do Norte. Três toneladas de sementes de mamona já se encontram na sede da cooperativa Terra Livre, em Mossoró, para serem distribuídas.

As sementes serão direcionadas a agricultores das regiões do Seridó, Trairi e Mossoró/Baraúna. “Ainda não temos a quantidade de agricultores que devem receber as sementes, estamos em fase de cadastramento”, disse Gladsney Nunes, presidente da Cooperativa Terra Livre.

Segundo Gladsney, além do cadastramento, a PBio, em parceria com a Terra Livre já iniciou também o processo de mobilização e orientação para o plantio nas comunidades rurais das regiões que serão beneficiadas. “A distribuição das sementes já foi feita em Santa Cruz, mas o plantio será iniciado de acordo com o zoneamento feito pelo MDA”, destacou.

O presidente da Terra Livre explicou ainda que o zoneamento é a forma como se define a época adequada para o plantio das culturas. “Este ano, a PBio investirá apenas em plantio de mamona, que será utilizada na fabricação do biodiesel”, concluiu.

DADOS

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Embrapa, em 2005 cerca de 5 mil agricultores cultivavam a oleaginosa. Já em 2010, este número cresceu e passou para 41.5 mil. Na região Nordeste, o crescimento do número de agricultores plantando mamona na região semiárida do Brasil foi impulsionado pelo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). 

via Gazeta do Oeste

[tem produtor no RN que não quer nem ouvir falar em mamona. A ojeriza é proveniente de experiências frustradas com o plantio da espécie. Após o oba-oba inicial o que ficou foi o trabalho perdido e as dívidas provenientes dos investimentos realizados. Agora será difícil recuperar a confiança dos pequenos agricultores...]

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