setores de comércio e serviço CAÍRAM 3% até agosto. solução do governo? tributar mais tais setores

Puxado pela recessão da economia e alta taxa de demissões, o crescimento dos setores de comércio e serviço do Rio Grande do Norte caiu -2,9% de janeiro a agosto deste ano. É o que calcula o economista Aldemir Freire com base em dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados pelo IBGE. Uma combinação da variação acumulada no ano do volume  de vendas  dos dois principais setores da economia potiguar que, juntos, respondem 41,4% de participação no PIB do RN, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“A queda confirma outros indicadores que mostram a redução em vendas, na geração de empregos formais  e  na estimativa de crescimento negativo no PIB do Estado em patamar próximo ao da média do país”, observa Freire. 

A queda no volume de vendas do comércio potiguar foi de -2,6%,  enquanto, em serviços chegou a -3,1%, neste período em relação aos três primeiros quadrimestres de 2014. Não estão incluídas nas atividades de serviços o setor financeiro e as áreas de saúde e educação.  


O cálculo atribui ainda pesos para o comércio  (63,5%) e serviços (36,5%) para chegar a média. O IBGE passou a divulgar agora em outubro, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), à exemplo do que já fazia com o comércio.

Os números sofrem influência do chamado “efeito copa”, por se tratar da variação no ano em relação ao desempenho em mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2014, houve crescimento no volume de vendas que favoreceu comércio e serviço devido a realização da Copa do Mundo. “Mas, mesmo sem ela e com o cenário recessivo, teríamos crescimento negativo”, avalia Freire.

O setor de serviços, sobretudo o  turismo poderá registrar crescimento no último quadrimestre devido a variação cambial que favorece o turismo interno e a ampliação da malha aérea com o incremento de novos voos nacionais e internacionais. “Além do dólar alto, tivemos  nos meses de setembro e outubro, como também teremos em novembro, os feriadões com a rede hoteleira, restaurantes e comunicações registrando alta no fluxo de vendas. Isso pode alterar o índice deste setor”, explica Aldemir Freire.

A recuperação do setor não deverá ser suficiente para alterar a queda no crescimento do PIB. A retração nos dois setores devem representar -1,2% na taxa de crescimento do PIB. “Para reverter, precisaria que os demais setores, a indústria, agricultura e o serviço público tivessem desempenhos positivos para compensar a queda desses setores”, disse. “mas é possível que não se deteriore até o final do ano”, afirma.

Um dos sinais que o comércio não está reagindo é a não contratação dos temporários. O número de contratações deste tipo no Rio Grande do Norte, em 2015, deverá ser 70% menor do que o registrado em 2014 ou até zerado. No ano passado, a projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio RN), para esta época, foi de 6 mil vagas no Estado.


TRIBUNA DO NORTE

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