LIVRO: Como repensar o desenvolvimento produtivo?

A América Latina e o Caribe representam cerca de 8,5 % do PIB mundial e uma proporção semelhante da população do planeta. Nas últimas três décadas, a região cresceu, conseguiu reduzir a pobreza, e foi capaz de elevar a renda de seus cidadãos para US$ 13.000, ajustada pela paridade do poder de compra (PPC). No entanto, não conseguiu fechar a lacuna em bem-estar social que a separa dos países mais desenvolvidos. 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem dedicado uma boa parte de sua agenda de pesquisa ao exame dos fatores que limitam a convergência da região com os níveis de renda e bem-estar social dos países mais prósperos. As análises realizadas, principalmente nossa edição de 2010 da série Desenvolvimento nas Américas (DIA), The Age of Productivity: Transforming Economies from the Bottom Up, identificaram o crescimento insuficiente da produtividade na região como a principal causa desse atraso relativo. 

Nos últimos 50 anos, a população ativa e o capital social da região cresceram muito mais do que os dos Estados Unidos. Seu nível de educação e o acesso à tecnologia também melhoraram. Mas o aumento persistente da lacuna de produtividade relativa significa que, em comparação com os cidadãos dos Estados Unidos, os cidadãos da América Latina e do Caribe têm hoje renda per capita mais baixa do que a da geração de seus pais e avós. 

Por esse motivo, a principal meta da estratégia de desenvolvimento sustentável da região é criar condições que estimulem as taxas de crescimento da produtividade.

Não existe uma receita única para alcançar essa meta. Por exemplo, aumentos de produtividade podem ser conseguidos simplesmente mediante a redistribuição dos fatores empregados em empresas e setores de menor produtividade para atividades mais produtivas. Mas o mesmo objetivo poderia ser alcançado criando-se as condições e incentivos necessários para acelerar o processo de acumulação de fatores produtivos e melhorando a qualidade do capital humano e físico.

A motivação para este livro provém dessa preocupação, como bem expressa o título: Como repensar o desenvolvimento produtivo? Políticas e instituições sólidas para a transformação econômica. Nosso objetivo é apresentar uma perspectiva que complemente as que foram usadas até agora para tratar da transformação produtiva da economia dos países da América Latina e do Caribe. Este livro é resultado de um esforço coletivo de profissionais de oito departamentos e divisões operacionais do BID e foi coordenado por Gustavo Crespi, Eduardo Fernández-Arias e Ernesto Stein.

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