Ovinocaprinocultura de corte: a convivência dos extremos

A recente posição de liderança no comércio mundial de carne bovina alcançada pelo Brasil e suas principais empresas, além de mostrar seu grande potencial, expôs as fragilidades sanitárias e socioambientais dessa cadeia produtiva. Por essa razão, aumentaram as pressões nacionais e internacionais sobre o setor, o que levou as empresas a adotarem uma estratégia de diversificação regional não só da produção, como também dos produtos ofertados. 

Os frigoríficos abatedouros, majoritariamente por meio de aquisições, transformaram-se em indústrias de proteína animal e passaram a contar em seus portfólios com produtos das cadeias de aves, suínos, bovinos de leite e ovinos. Com essa perspectiva, entendendo que há redundâncias importantes entre os elos-chave das cadeias de ovinos e caprinos, este trabalho pretende analisar as principais características da ovinocaprinocultura no Brasil, identificando os principais entraves para o desenvolvimento do setor e o que isso implica para a atração de novos investimentos. 

Destaca-se também o paradoxo da cadeia agroindustrial, que, na sua base produtiva, depende em grande parte da pecuária de subsistência do Nordeste brasileiro, com suas conhecidas dificuldades de clima, enquanto o consumo está focado em um público de média e alta renda em restaurantes sofisticados no Sul e no Sudeste. 

Embora não deva repetir a trajetória das cadeias do frango ou bovinos de corte, a ovinocaprinocultura tem grande potencial e pode representar uma boa alternativa de produto para as empresas dispostas a investir na atividade.

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