domingo, 25 de março de 2012

Corte de verba na Esplanada


Folha de S. Paulo

O endurecimento do controle de gastos na administração de Dilma Rousseff pesa mais sobre os ministérios entregues aos sócios minoritários da coalizão governista, o que ajuda a explicar a crise na base de sustentação parlamentar do Planalto. Uma análise do recente bloqueio de R$ 55 bilhões em despesas previstas no Orçamento deste ano mostra que as dez pastas entregues a PMDB, PSB, PR, PP, PDT, PC do B e PRB perderam quase um quarto das verbas de livre aplicação -exatos 23,9%.

Dono da segunda maior bancada do Congresso, o PMDB do vice-presidente Michel Temer teve corte de nada menos que a metade das verbas disponíveis em seus quatro ministérios. Já nas 14 pastas ocupadas pelo PT ou por indicações diretas de Dilma, o impacto dos cortes ficou em apenas um décimo dos recursos destinados a compras e investimentos -o levantamento não considera gastos obrigatórios, como o pagamento de salários e aposentadorias.

Troca de líderes agravou crise, diz petista

Após a pior semana da crise no Congresso, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), admite que a troca de líderes feita pela presidente Dilma foi um dos fatores da “confusão” durante a discussão da Lei Geral da Copa (que ficou para depois da Páscoa).

Maia é ligado ao novo líder, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), mas diz que a “troca se deu no meio de discussões acaloradas, polêmicas”. O petista irá ocupar a Presidência na semana que vem, quando a presidente e o vice, Michel Temer, estarão fora do país.

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