Lados opostos na crise: Dilma não cede à pressão dos parlamentares, e o PMDB de Temer reage com rebeliões no Congresso - Renato Araújo/ABr
Na entrevista que concedeu à edição desta semana da revista Veja, a presidenta Dilma Rousseff fez questão de minimizar o tamanho da crise que enfrenta no relacionamento com sua base de sustentação. No esforço que faz, a presidenta diz que os problemas, as trocas de líderes e as seguidas derrotas são apenas contingência do processo democrático. No Palácio do Planalto, as declarações dos assessores de Dilma acontecem no mesmo diapasão.
Basta, porém, atravessar a rua que divide o Palácio do Planalto para o Congresso Nacional para que o discurso mude, mesmo entre os aliados mais próximos do governo. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), avaliou esta semana que a mudança dos líderes no Congresso aconteceu no pior momento. “Quando não se tem acordo de um ponto importante, que é o novo Código Florestal e onde há uma vontade de parcela significativa dos deputados em votar a matéria, é obvio que isso vai em cadeia tomando conta de todos os debates e discussões na Casa”, avaliou o presidente da Câmara.
O novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), deixou escapar numa conversa em Manaus saudades do ex-presidente Lula. E, efeito prático mais evidente de que as coisas não seguem seu ritmo normal é que todas as votações de interesse do governo encontram-se paralisadas tanto na Câmara como no Senado, e a ordem do próprio Planalto é que tudo permaneça assim pelo menos até após a semana da Páscoa.
Desde o início de seu governo, a presidenta coleciona problemas com a sua base de sustentação. O Congresso em Foco historia a tensa relação entre o Executivo, os partidos e o Congresso...
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