do Diário do Nordeste
O cearense é famoso no Brasil inteiro como um povo que gosta de trabalhar. Porém, em seu próprio Estado, ele não é tão reconhecido assim, pelo menos, no que diz respeito à remuneração no emprego formal. É o que aponta a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), período 2008-2009. O levantamento foi divulgado, nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O fraco desempenho do Ceará em relação aos demais estados da região o tirou da posição de terceiro maior rendimento médio familiar do trabalho na POF de 2002-2003, no Nordeste, com R$ 690,39, para o segundo mais baixo do Brasil, em 2008-2009, com R$ 860,39.
De acordo com o estudo, em seis anos, a participação da renda advinda do trabalho caiu quatro pontos percentuais, de 59,9% na POF mais recente ara 55,7%, do estudo realizado em 2002-2003.
Significa dizer que, com o passar desses anos, o cearense ficou mais dependente de outros rendimentos do que da sua remuneração própria direta do trabalho. Por outro lado, o índice de transferência (programas sociais como o Bolsa Família) cresceu em igual intervalo comparativo. Passou de 20,8% para 25,8% de participação no rendimento total.
Cresceu menos
Para piorar, o rendimento do trabalho no Estado registrou o segundo menor crescimento no intervalo de seis anos, com 24,6%. Superou apenas Alagoas (22,4% de avanço). Para se ter uma ideia, vizinhos nordestinos como Paraíba, Pernambuco e Piauí, elevaram a renda média mensal familiar advinda do emprego em 99%, 71% e 63%.
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