GOVERNADOR DO PARANÁ USA PM CONTRA SERVIDORES PÚBLICOS

Mal comparando e guardadas todas as proporções, o governador tucano do Paraná, Beto Richa, enfrenta em âmbito estadual um drama análogo ao que atormenta a petista Dilma Rousseff na esfera federal. Ambos herdaram de si mesmos contas públicas ruinosas. Para tapar o buraco que ajudaram a cavar, fazem no poder o oposto do que sinalizaram na campanha. Compram briga com o eleitorado que acabou de reelegê-los. No idioma da política, isso se chama estelionato eleitoral.
A exemplo de Dilma, Richa também exibiu as garras pouco depois da segunda posse. No início de fevereiro, enviou à Assembleia Legislativa do Paraná um pacote de medidas azedas. O embrulho incluía de cortes de benefícios trabalhistas de servidores até mudanças no fundo de previdência do Estado. Houve resistências. O governo recuou. Mas manteve a tesoura em riste. E reapresentou o projeto de reforma da previdência estadual.
Na base do vai ou racha, Richa e seus aliados na Assembleia Legislativa decidiram votar a proposta. A coisa rachou. Armou-se defronte do prédio do legislativo estadual um cenário de guerra. De um lado, servidores públicos, especialmente professores. Do outro, a Polícia Militar. No meio, paus, pedras, bombas de gás e balas de borracha. Do lado de dentro do prédio, seguiu a votação
Produziram-se, por ora, algo como 170 feridos. Cenas como essas não são banais. Abrirão uma fenda profunda na embaçada imagem do governador tucano do Paraná. Richa acaba de empurrar para dentro de sua biografia uma ignomínia. Em nota, o governo paranaense atribuiu os confrontos “a manifestantes estranhos ao movimento dos servidores estaduais.'' Se algo assim sucedesse defronte do Congresso Nacional durante uma votação do pacote fiscal de Dilma, os congressistas do PSDB gritariam “impeachment.”
BLOG DO JOSIAS

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