mais uma que considera a uern um "fardo" para os cofres do governo?

Leiam a matéria publicada por Thaisa Galvão:


"O governo Robinson Faria enfrenta a partir de hoje um problema herdado…
Servidores da Uern em greve.
Reivindicação da categoria: 12% de reajuste nos salários.
Suficientes para colocar o governador na lista da improbidade administrativa, já que o Governo está no limite prudencial.
A Uern custa ao Estado, R$ 270 milhões por ano. Está no orçamento.
Fazendo as contas que, com esse orçamento, a Universidade do Estado atende 15 mil alunos, chega-se ao custo anual por aluno de R$ 18.000,00.
Na universidade pública.
Já pelas contas da Farn, um aluno do curso de Direito, por exemplo, custa R$ 8.400,00 por ano.
Na faculdade particular.
Essas contas, certamente, não foram feitas quando da criação da universidade pública.
Sem planejamento, um dia a corda, depois de esticada, se quebra."

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Antes, Renato Dantas (blog do Primo), já tinha manifestado a ideia de federalizar a UERN ou acabar com a Instituição. Isso por que, segundo o 'primo', os desembolsos com a UERN acabariam com o estado.

O 'primo' tinha apontado desembolsos anuais de 300 milhões. A jornalista informa que a dotação é de 270 milhões.

Já informei que o orçamento do estado é de R$ 12,3 bilhões. Considerando a informação do 'primo' a previsão orçamentária da UERN corresponderia a 2,5% do orçamento do estado. Considerando a informação da jornalista seria algo próximo a 2,3%.

O Estado não será levado a improbidade administrativa (isso não é possível). O governador também não. Caso o limite seja alcançado o órgão de contas emitirá recomendação e o governador poderá cortar despesas com gratificações, cargos comissionados e outras medidas previstas na LRF.

Acredito que os jornalistas que estão chamando atenção para os desembolsos com a UERN, pela credibilidade que dispõem, logo levantarão tais informações: quanto realmente foi executado no orçamento de 2014? E quanto já foi executado no exercício de 2015?

A UERN se transformou, na visão peculiar de alguns, num "fardo" para o governo. Reitero: o que foi orçado para a instituição não representa 2,5% do orçamento. 

O desembolso do governo para fazer jus aos compromissos assumidos para construção do Arena das Dunas somados as emendas dos deputados equivalem aos recursos orçados para a UERN.

Na verdade, tem-se uma tentativa para blindar o governo do desgaste. É um movimento preventivo para justificar a judicialização da greve e se tenta angariar apoio para demonstrar que o gasto (para a turma não é investimento) com a UERN já é significativo e os servidores devem aceitar as perdas (docentes: superiores a 50% e que foram negociadas até 2018).

E por falar em planejamento: é bom lembrar que a expansão da UERN e o consequente aumento dos investimentos foi resultado de ação deliberada do governo, principalmente no governo Wilma de Faria.
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Para recordar:
"Apesar das dificuldades, a UERN, que tem 70% de seus alunos oriundos da rede pública de ensino, mantém cursos de Mestrado nos campus de Natal, Mossoró, Pau dos Ferros e Assu, atualmente com 13 turmas de mestrado e uma de Doutorado.
Quinze alunos da universidade do Estado, que não recebe incentivos federais, já foram selecionados para o programa internacional ‘Ciências sem Fronteiras’." (Thaisa Galvão - 28-09-2013)
"A Uern tem 13 mil alunos matriculados nos campi de Natal, Mossoró, Assu, Caicó, Patu e Pau dos Ferros…e ainda nos núcleos avançados  de Alexandria, Apodi, Areia Branca, Caraúbas, João Câmara, Macau, Nova Cruz, Santa Cruz, São Miguel, Touros e Umarizal." (Thaisa Galvão - 19-03-2013)

"Coordenador da bancada potiguar em Brasília, João Maia vem defendendo a instalação do campus e em julho passado participou de uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Apodi, com presença de lideranças políticas municipais e estaduais e dos estudantes de Apodi." (Thaisa Galvão - 18-09-2013)

"Em um jantar de adesão no Hotel Vila Oeste, ela (Wilma de Faria) recebeu uma placa do reitor Milton Marques, que em seu discurso enalteceu o crescimento da Universidade durante a administração da governadora: o número de professores duplicou, o orçamento destinado pelo Estado foi triplicado… " (TG - 28-03-2010)

Leiam (TG - 28-10-2008):

"Uma das obras que foram discutidas pela governadora Wilma de Faria com o seu secretariado, na reunião desta quarta-feira, foi o Centro Cultural que o Estado, que está sendo construído onde era a Penitenciária João Chaves, o chamado Caldeirão do Diabo.
Além do Centro Cultural, Wilma ainda mandou construir, no mesmo terreno, um campi avançado da Universidade Estadual, a UERN. 


Para atender a imensa população da zona Norte, que em muitos casos não pode pagar as caras mensalidades das faculdades privadas que se proliferam na cidade. 

A governadora apresentou a maquete do projeto do complexo universitário-cultural, incluindo-o entre as obras que irá inaugurar até o próximo ano. 

Para Wilma, substituir uma prisão por uma universidade fortalece o discurso de que o seu governo combate as mazelas sociais…
E que é mais correto, mais nobre, e até mais barato dar oportunidade aos jovens para que eles possam estudar e se profissionalizar, em vez de cair na marginalidade.
O Blog mostra, em primeira mão, a maquete da nova UERN e do Centro Cultural da zona Norte."

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