em defesa da uern

Primeiro o "blog do Primo" e, em seguida, o "blog de Thaisa Galvão"... O primeiro "aconselhou" o governador acabar com a UERN antes que a UERN acabe com o estado. Isso mesmo!

A jornalista, para justificar o suposto "peso excessivo" da UERN para o estado, comparou, inadequadamente, o 'custo' de um estudante de uma faculdade privada com o custo médio de um estudante da UERN (fez isso dividindo a DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA de 2015 pelo número de alunos da graduação).

Alguns comentários publicados no blog da jornalista:
"Cara Thaisa, como jornalista, sei que sabe da importância de aprofundar o tema, trazendo análises mais acuradas acerca do que representa uma instituição como a UERN para o Estado do Rio Grande do Norte, bem como entende que a democracia e justiça deve se pautar pela transparência e verdade.

Primeiro, gostaria de afirmar que o discurso dos Governadores do Estado sempre vêm se baseando na justificativa do limite prudencial, facilmente escudando-os(as) da responsabilidade com servidores públicos (especialmente, educação). 

Limite prudencial, contudo, não representa nenhum óbice, nem gera nenhum temor à responsabilidade administrativa, quando se trata de aumentar cargos comissionados e seu próprio, como se deu recentemente com reajuste de 100 por cento. O limite prudencial também não obstaculizou outros realinhamentos previstos. Portanto, o argumento do Governo do Estado, do limite prudencial, não demonstra, efetivamente, a capacidade do Estado em cumprir o que foi acordado. 

Segundo, tem-se produzido, por parte de alguns articulistas (não sei qual a "motivação" ou informação/desinformação) um discuso que tenta desqualificar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Toma-se a UERN como um gasto, ignorando o que esta instituição desenvolve como Ensino, Pesquisa e Extensão em inúmeros municipios do RN. 

São, aproximadamente, 15 mil alunos das mais variadas áreas, que vão às licenciaturas/Bachalerados  (Letras, Biologia, Matemática, Química, Física, História, Ciências Sociais, Língua Inglesa, Língua Espanhola, Música, Educação Fìsica, Geografia, Filosofia e Ciências da Religião), formando professores para atuar no nosso sistema básico de ensino, como também a UERN forma pesquisadores e profissionais em outras importantes áreas para o mercado (Medicina, Direito, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Educação Física, Serviço Social, Economia, Enfermagem, Turismo, Gestão Ambiental, Comunicação Social e por aí vai) 

Cara Thaísa, desculpe-me, mas sua comparação com uma instituição privada IGNORA COMPLETAMENTE as lógicas das IES. Por seu texto, inclusive, deve-se inferir que todas as públicas representam um "gasto" para o Estado (aqui, falo da Organização, não de um ente federativo, especificamente), já que todas fazem Ensino, Pesquisa e Extensão. As privadas, por sua vez, voltam-se para o Ensino. Desse modo, a senhora poderia rever alguns conceitos acerca de lógicas diferenciadas de Ensino Superior. 

Aproveito para lembrar que boa parte substantiva do staff da Prefeitura Municipal de Mossoró (sob a batuta de um prefeito alinhado ao governador), advém dos quadros da UERN. São profissionais formados por nossa instituição. Hoje, temos inúmeros profissionais, pelo Brasil afora, formado pela UERN, dando-nos a certeza que não se trata de uma instituição pequena e sem relevância. É da mais relevantes para o nosso Estado. 

Sugiro, cara Thaísa que dê uma olhada no site da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte para ver o que estamos produzindo (lembrando que nossos professores também obtêm recursos importantes de diversas instituições de fomento, como CAPES, CNPQ, FINEP, MEC/Sesu e outras) que financiam projetos de Ensino/Pesquisa/Extensão voltados para o desenvolvimento de políticas no Rio Grande do Norte. 

Por fim, cara Thaísa, entendendo que a senhora é uma jornalista séria e bem intencionada, com certeza irá ponderá sobre o significado da nossa UERN para o Estado. O Brasil, assim como o RN, sem educação pública e de qualidade, terá um enorme dificuldade de ascender ao ranking daqueles desenvolvidos. Educação e cultura nunca é gasto, numa é pouco e deve-se defendê-la. (Cordialmente, Vanderlei)"

O discurso do descarte:
"Já no início do seu mandato, parece claro que o governo Robinson Faria está empenhado em fugir de sua responsabilidade para com o financiamento da UERN. Entretanto, diferentemente dos governos anteriores, ele parece adotar uma postura, manifesta pelos jornalistas que lhe dão apoio editorial, de que o estado deve descartar sua universidade. Quem antes manifestou em campanha um suposto empenho em fortalecer nossa universidade parece agora mais interessado em fazê-la evaporar.

Prezada Thaísa Galvão, reveja suas contas, pois a universidade do estado, como qualquer outra universidade, vai muito além do ensino de graduação. Considere ainda informar-se sobre a qualidade dos cursos, antes de fazer qualquer comparação. Ou você não se informaria se fosse matricular um filho numa universidade? E mais, informe-se sobre a lei orçamentária do estado, fazendo isso verá que o orçamento da UERN já foi aprovado na AL, e os 12% não representam um aumento de despesas para o governo (e isso deverá ser suficiente para mudar o título do seu texto). (José Ronaldo)"

"Analisar o INVESTIMENTO do governo na UERN dividindo o orçamento pelo número de alunos na graduação é, no mínimo, equivocado. Até porque a UERN também tem alunos na Pós-Graduação, sem falar nos projetos de Extensão. 

Saiba que a Prática Jurídica da UERN atuou durante muitos anos como uma verdadeira defensoria pública em Mossoró assistindo os mais necessitados e continua com esse belíssimo trabalho. O Complexo Cultural, que funciona na Zona Norte de Natal, oferece vários cursos e revitalizou completamente aquele espaço. 

Temos ainda as clínicas odontológicas que funcionam em Caicó; os ambulatórios da Faculdade de Medicina, que atendem centenas de pessoas encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (dentre os atendimentos a equipe faz Pré-Natal, Exame do Olhinho, Exame do Pezinho, etc). 

Temos ainda Projetos de Pesquisa que estão mudando a realidade de moradores da zona rural, como o da Extração de Suco a Vapor em Apodi, que ganhou o prêmio Santander. Outro trabalho de impacto ambiental é o Projeto Golfinho Rotador, que monitora a Costa Branca. Não posso deixar de falar do FESTUERN, nosso Festival de Teatro que mobiliza alunos do Ensino Fundamental e Médio de todo o estado, incentivando a leitura e o acesso à cultura. 

Nosso Conservatório de Música é outro patrimônio, temos alunos de várias faixas etárias. Somo também uma Universidade Inclusiva que designa uma cota específica para os estudantes com algum tipo de deficiência e temos uma Diretoria que acompanha esses estudantes. Falei apenas de alguns projetos, mas, desde já, lhe convido para fazer uma visita à nossa Instituição e conhecer mais sobre nossa UERN. (Iuska Freire – Servidora Pública da UERN com muito orgulho.)"

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