uern: compromisso com o povo potiguar.

Reconheço as dificuldades fiscais enfrentadas por todas as esferas da administração pública, contudo, o governo não pode alegar desconhecimento de causa. Todos os potiguares, minimamente informados, sabiam (e sabem) da situação difícil.
A novidade é que uns poucos "formadores de opinião" iniciaram um movimento de desconstrução da imagem da UERN. 
Na tentativa de arregimentar apoio popular para justificar o descumprimento do acordo celebrado no primeiro semestre de 2014 entre o governo e a comunidade ueriana (docentes, discentes e demais servidores) passaram a apontar o orçamento da Instituição como um fardo demasiadamente pesado para o "pobre estado" potiguar.
Comparações esdrúxulas e "argumentos" capciosos deram o tom das iniciativas. As razões para se levar adiante tal desserviço a sociedade potiguar são, algumas, bem conhecidas e outras inconfessáveis.
A origem da UERN remete a década de 1940 e a estadualização ocorreu em 1987. Antes da estadualização foi iniciada a expansão: Assu (1974), Pau dos Ferros (1976) e Patu (1980).
A missão socioeconômica relevante foi reconhecida pelo governo potiguar em 1987. Vale dizer que o cenário econômico da época da estadualização não era o mais alvissareiro, mas os governantes perceberam que a melhoria de vida dos cidadãos não seria possível sem a ampliação dos investimentos em educação. A descentralização e a democratização do acesso seriam colocadas em prática através da UERN.
Observem que a UERN não se sobrepôs a oferta de educação superior a cargo da UFRN, nem da ESAM (UFERSA).
Em 2002, por iniciativa do governo, a UERN foi chamada a ampliar sua participação no cenário educacional potiguar e respondeu, positivamente, a estratégia do governo Wilma de Faria. Dois eventos mais significativos marcaram aquele momento: Criação do Campus Avançado de Natal e; Criação do Programa de Interiorização da UERN, com a instalação dos Núcleos de Educação Superior. 
Em 2005: Criação do Campus do Seridó Profª Wilma Maria de Faria, em Caicó.
A estratégia de implantação de diversos núcleos foi considerada por muitos como desnecessária, mas o governo tinha interesse em promover a expansão. Assim foi feito e não lembro de ponderações e/ou preocupações da imprensa potiguar. Ao contrário. Tinha-se uma "adesão" editorial maciça as ações do governo.
Ressalto que o ano de 2002 (crise econômica da Argentina) também não foi o melhor ano de nossa economia, mas, as vozes não se levantaram para criticar a expansão da UERN, principalmente, através da criação de diversos núcleos. Aliás, cobriram com enorme "entusiasmo" a expansão.
Recentemente, no período eleitoral, alguns "novos entusiasmados" voltaram suas atenções para a "convicta" defesa da implantação do Campus em Apodi. Espero que os "neo-expansionistas" não mudem de opinião por conjunturas adversas. Ficaria patente o oportunismo.
Concomitante a expansão geográfica da UERN também ocorreu a consolidação da pós-graduação, bem como, intensificaram-se as ações de extensão e pesquisa. Esse movimento é próprio da natureza das Universidades e, inegavelmente, o caminho para se alcançar padrões mais elevados de desenvolvimento.
Entretanto, não chega a ser surpreendente as vozes defensoras do atraso, agora, apontarem a UERN como um fardo para os cofres do governo, embora o orçamento da Instituição não chegue a 2,5% do Orçamento Geral do Estado, nem também que afirmem, equivocadamente, que faltou planejamento. As motivações e as circunstâncias são mais importantes do que os fatos.
"Esqueceram" que os governos recepcionaram as necessidades orçamentárias e nem poderia ser diferente, pois a UERN respondeu as estratégias de expansão do próprio governo. Ademais, a estratégia de expansão foi, ano após ano, legitimada pela ação dos deputados estaduais na fixação do orçamento da instituição.
Evidentemente, os segmentos da UERN não ficaram alheios ao processo e, inclusive recorrendo a paralisação das atividades, buscaram os instrumentos para consolidação das conquistas. Foi isso que ocorreu em 2014.
Diga-se que em 2014 também se apontava uma "crise" significativa e que o estado se encontrava no limite das despesas com pessoal, mas os segmentos da UERN entenderam que a agenda de fortalecimento institucional não deve se subordinar as circunstâncias do governante de plantão.
Alguns, em 2014, apontaram que os servidores da UERN estavam fazendo um "movimento" para desestabilizar o governo e atendendo a uma agenda partidária. Naquele momento tivemos o apoio de muitos que agora estão no poder. Os principais críticos de hoje foram os apoiadores de ontem. 
Ninguém tem dúvida que o atual governo obteve amplo respaldo eleitoral nos segmentos da UERN, mas a nossa agenda não é ditada por interesses circunstanciais e/ou eleitorais. Novamente se entendeu que a agenda de fortalecimento institucional não deve se subordinar as circunstâncias do governante de plantão.
Os governantes passam, nós também, mas não será permitido aos agentes sociais, de qualquer época, apagar o legado e/ou extirpar a UERN.
Quem mudou?
A Instituição tem em seu DNA o compromisso com o povo potiguar. 

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