UERN: a proposta do governo foi para os professores aguardarem uma semana para que "consulte" a assessoria jurídica para conferir se pode cumprir um acordo de 2014

Professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) se reuniram hoje em assembleia geral a fim de avaliar o resultado da audiência realizada na noite de ontem, entre o Governador do Estado, Robinson Faria e a Associação dos Docentes da Uern (Aduern). A audiência teve como objetivo cobrar o cumprimento do acordo salarial feito em maio de 2014, que prevê um reajuste de 12,035% para os docentes da instituição, e  que garante a implementação do Plano de Cargos e Salários (PCS), antiga meta dos professores.
A diretoria da Aduern apresentou para a assembleia um breve relato sobre o encontro com Governador. Foi exposta a proposta do poder público de que os docentes aguardem por uma semana, viabilizando  que a administração possa verificar com sua assessoria jurídica a possibilidade de garantia no realinhamento, e a consequente efetivação do plano.
Ficou à cargo dos professores, que haviam aprovado um indicativo de greve para a próxima segunda-feira (18), decidir quais seriam os próximos passos para a mobilização docente. Após amplo debate e votação ficou definido que a proposta que melhor contempla os anseios da categoria será a de aguardar a resposta do Governo do Estado, convocar uma nova assembleia para a próxima sexta-feira (22) e definir novo indicativo de greve para o dia 25 (segunda-feira).
“O resultado da Assembleia referendou a posição de que estamos abertos ao diálogo, e que não queremos fazer mais uma paralisação na Uern. Vamos aguardar a resposta do Governo, que pediu uma semana para estudar nossa pauta salarial, mas estaremos vigilantes e mobilizados em prol de nossos direitos. Além disso, ainda temos uma extensa pauta de cobranças acerca da estrutura física e material da universidade, que também estão sendo debatidas com afinco”, ressaltou o Presidente da Aduern, Valdomiuro Morais.
Durante a assembleia um grupo de estudantes da Uern promoveu uma manifestação em defesa do direito à greve dos professores. Com cartazes, que juntos formavam a frase “Nós somos estudantes e apoiamos a greve”, os discentes foram aplaudidos de pé pelos professores que parabenizaram a atitude de solidariedade. 
ADUERN
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A proposta do governo (pedir uma semana para fazer uma consulta a sua Assessoria Jurídica) é sintomática do que vem por aí.
O acordo foi celebrado em 2014 e o assunto já é de domínio público. Creio que o governo já dispõe de uma fundamentação jurídica sobre o assunto. Ganhou mais uma semana para "consultar" de novo ou quem sabe para preparar o pedido de ilegalidade da greve assim que for deflagrada após a resposta da Assessoria de que NÃO PODE.
Mas...
Espero que não seja isso e que o governante tenha passado os últimos dias em Marte e, realmente, precise de tempo para saber o que a Assessoria Jurídica determinará como rumo para esta questão.

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