Desigualdades regionais no Brasil: notas sobre o padrão de intervenção do Estado nos anos 2000-2010

No artigo, são analisadas as características predominantes na trajetória de desigualdades regionais nas últimas duas décadas. Dois padrões distintos são identificados no funcionamento e operação dos recursos disponibilizados para as instituições devotadas à questão regional: na década de 1990, houve forte inibição da atuação governamental no desenvolvimento regional com o Estado brasileiro recuando de seu papel nas regiões. 

Na década de 2000, ocorreu uma forte retomada das capacidades governamentais geradoras de impactos nas dinâmicas regionais: o Estado ressurge como grande investidor e promotor das bases do crescimento regional. Essa atuação, contudo, não aconteceu sem problemas, principalmente, os relacionados à dinâmica setorial dos empreendimentos. 

Neste ensaio, são analisadas algumas características da trajetória de desigualdades regionais prevalecentes na década 2000-2010 bem como são problematizadas questões acerca das razões que imprimiram às desigualdades o comportamento verificado. 

Contrariamente ao padrão observado nos anos 1990, quando o Estado brasileiro recuou de suas políticas e recursos nas regiões, na década de 2000, ele ressurge como grande investidor e promotor das bases do crescimento regional. 

Essa atuação, entretanto, não ocorre sem problemas, principalmente de coordenação federativa, e o curso geral que ações federais estão tomando ainda segue o padrão de incentivo a investimentos em setores tradicionais tão em voga nos anos 1960 e 1970.

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