quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Governo de Rosalba: Recomposição centralizadora


Rosalba Ciarlini vai aos poucos recompondo o secretariado e buscando dar uma cara nova (com velhos rostos) ao seu governo.
 
A perspectiva é de maior centralização. Anselmo de Carvalho, ex-secretário de administração, substituiu o todo poderoso Paulo de Tarso Fernandes. Vindo da cota da própria governadora, a insignificância e falta de prestígio de Anselmo, velho soldado dos tempos de Mossoró, frente a Paulo de Tarso é gritante. A tendência é que a posição de chefe da casa civil seja enfraquecida.

Gilberto Jales, também do núcleo mossoroense, assume a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ainda que nomes PMDBistas tenham sido ventilados pela imprensa – sabemos que isso não costuma ser gratuito – para a função.

É possível ainda constatar um certo crescimento do prestígio da Assembleia. É que o governo percebeu que não dá para brincar com os deputados, que reclamaram bastante no início da gestão rosada porque não foram “contemplados”. Não foram “lembrados” para compor a administração. Além disso, não dá para conseguir o apoio do presidente da assembleia – que muitooo tempo antes do término do seu primeiro mandato já foi eleito para um segundo – por simples ato de boa vontade.

Ricardo Mota pode, inclusive, com menor intensidade, se comparado ao tempo em que Robinson Faria foi presidente, montar o famoso PA – “Partido da Assembleia”, pois o legislativo representa um poderio fantástico, não capaz de dobrar o governo, mas com a perspectiva de fazer “zuada”.

As demais pastas seguirão com interinos até o momento em que se decida a sua distribuição com novos apoiadores, como é o caso de João Maia, que já se aproximou de José Agripino.

Continua, além disso, a falta de um plano de governo e de transparência nas contas públicas.

A essa altura do campeonato, ainda que Paulo de Tarso tenha recuado de suas declarações, suas palavras dando conta da ineficiência com os gastos públicos governamentais já estão nas ruas e não há confissão de pileque (ele alegou que quando criticou o governo tinha bebido além do razoável) que dê jeito.

Fonte: Daniel Menezes – Carta Potiguar

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