Até o momento, a ideia de que um cartel de banqueiros internacionais estava conspirando para controlar o mundo não era mais do que uma teoria conspirativa. No entanto, um estudo realizado por um grupo de cientistas suíços, publicado por New Scientist, revela que, na realidade, existem umas 150 corporações (entre elas muitos bancos de Wall Street) que controlam a maior parte da economia planetária.
Enquanto habitantes de boa parte do planeta se levantam contra o sistema financeiro e os protagonistas da crise, um grupo de cientistas dedicou-se a analisar a rede de companhias e corporações que sustenta o modelo hegemônico. E, mesmo sendo mais ou menos previsível, ou, inclusive, vox populi, não deixaram de surpreender-se quando concluíram que um grupo de 147 companhias controlam basicamente todo o planeta.
Chama a atenção a quantidade de bancos internacionais incluídos na lista, muitos deles diretamente implicados na queda da economia a partir de 2008. Vários desses bancos são assinalados como parte de um cartel internacional de banqueiros que conspira para controlar o planeta.
Uma vez publicado o resultado, o estudo causou polêmica entre distintos círculos. No entanto, parece inegável que o esforço realizado por esse grupo de analistas, convocados pela prestigiada revista New Scientist, representa uma interessante aproximação com vistas a decodificar quem controla a economia global.
Além disso, esse estudo, realizado por um trio de teóricos de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com sede em Zurique, é a primeira afirmação desse tipo, que o mundo é controlado por um pequeno grupo de banqueiros, o que vai além dos argumentos ideológicos e oferece uma metodologia empírica para comprová-lo.
"A realidade é tão complicada que devemos fugir de qualquer dogma, seja o das teorias conspirativas ou o do livre mercado, assegura James Glattfelder, membro da equipe de investigação. Nossa análise está baseada na realidade”.
Identificando a arquitetura global do poder econômico, a análise pode contribuir para torná-lo mais estável. Encontrando os aspectos vulneráveis do sistema, economistas podem sugerir formas de prevenir futuros colapsos que se expandam para toda a economia.
Glattfelder diz que necessitamos regras antimonopólicas mundiais, que, atualmente, só existem em âmbito nacional, para evitar uma conexão muito próxima entre corporações. Uma das soluções propostas pela equipe seria a de cobrar impostos elevados à excessiva conexão entre corporações, para reduzir riscos.
A análise revelou que existem 1.318 grandes companhias que, em muitos casos, partilham, parcialmente, proprietários e que mantêm uma hegemonia sobre a economia global. Em um segundo filtro, fizeram a lista de 147 empresas que, basicamente, controlam o atual sistema financeiro.
Tradução: ADITAL
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