domingo, 13 de novembro de 2011

HRTM será destaque na mídia nacional


O Ministério da Saúde divulgou no início do mês de novembro os dados do número de óbitos causados por acidentes de trânsito no Brasil. No Rio Grande do Norte, foram 588 mortes em 2010, sendo 249 por acidente de moto.

A informação chamou a atenção da imprensa nacional e, nesta semana, o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, recebeu a visita de uma equipe da TV Globo para verificar a situação das vítimas de acidentes de trânsito no município e regiões vizinhas.

O repórter José Raimundo, da equipe do Fantástico, entrevistou pacientes e funcionários do hospital para a matéria que será exibida no próximo dia 20 de novembro.

De acordo com o diretor do HRTM, Ney Robson Vieira Alencar, a equipe da Rede Globo ficou surpresa com o bom funcionamento do hospital. "Eles fizeram gravações do trânsito na cidade e vieram ver onde os pacientes estavam sendo atendidos. Viram um hospital público de alta demanda funcionando bem. Setores de exames agilizando as solicitações, equipe completa no plantão otimizando os atendimentos, que agora acontecem de forma muito mais ágil, eficaz e humanizada", disse o diretor.

"Ainda temos dificuldades em recursos humanos e alguns equipamentos. Mas temos de sobra coragem, motivação e entusiasmo. As demandas acontecem e as soluções também", completou Ney Robson.

Por Assessoria da Sesap


As informações atuais, disponibilizadas pela SESAP, sobre a realidade do HRTM contrastam de forma radical com as notícias publicadas pela imprensa mossoroense há apenas alguns meses atrás...

Leiam a matéria publicada pelo Jornal Correio da Tarde em 26/07/2011:

Caos na Saúde: Morosidade em atendimento médico causa prejuízos aos pacientes do HRTM

Todos os dias, cerca de 300 pessoas procuram por atendimento no Hospital Tarcísio Maia.
Corredores lotados refletem problemas na unidade
Um cenário de muitos pacientes internados, ocupando corredores, médicos mergulhados até o pescoço no trabalho, além da escassez de profissionais que atuem em algumas áreas. É essa a realidade percebida no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) por quem procura os serviços de assistência médico-hospitalar.

É o caso da dona de casa que reside na zona rural de Mossoró, Rita Alves da Silva. "Estou aqui desde ontem à noite acompanhando meu marido que sofreu um acidente e está aqui sofrendo com o braço fraturado. Estamos aqui no corredor porque os leitos estão lotados e ele ainda não foi atendido devidamente", declarou, destacando sua queixa como usuária do serviço de saúde pública no tocante ao caos vivenciado pelo segmento.

"Eu e todos os pacientes esperamos uma única coisa: atendimento. Desde ontem que a gente está aqui sem comer porque moramos longe, em lugar de difícil acesso e estou com filhos e netos pequenos precisando de mim nesse momento. Estão agora na casa de uma vizinha", disse a dona de casa.

Quem compartilha da mesma opinião sobre os problemas existentes nos serviços de saúde pública é a estudante Janiele Andrade. Ela foi vítima de um acidente de carro, no momento em que o veículo se dirigia rumo a Martins. Com a violência da colisão, quatro pessoas ficaram lesionadas e foram conduzidas para o hospital Tarcisio Maia, em Mossoró.

De acordo com Janiele, seu sobrinho de apenas 4 anos, que também foi vítima da colisão, chegou a óbito por morosidade no atendimento médico. "Eu cheguei sábado aqui no hospital, fraturei o braço e agora que estou sendo atendida. Meu sobrinho Jailson Adriano dos Santos Filho, de apenas 4 anos de idade, morreu na madrugada de sábado para domingo no hospital após ser internado, vítima da colisão entre dois carros de passeio. Nós atribuímos a causa da morte dele à demora no atendimento porque o menino chegou aqui às 19h e só foi atendido por volta de 1h da madrugada. Eu acho que se ele tivesse sido atendido com agilidade, o pior poderia ter sido evitado", desabafou.

Depois da denúncia recebida pelos familiares de Janiele, a equipe de reportagem do CORREIO DA TARDE esteve in loco e encontrou mais usuários reclamando da situação de lentidão no atendimento médico. Uma dona de casa que não quis se identificar, declarou que seu filho ainda aguarda para ser atendido. "Estou aqui com meu filho que sofreu um acidente e está aqui no corredor, com muita dor esperando ser atendido. Estamos desde ontem aguardando", disse.

Muitos dos problemas nos serviços de saúde pública na cidade de Mossoró são advindos da falta destes serviços no interior do Estado, posto que a demanda crescente de usuários provenientes de cidades circunvizinhas sobrecarrega os serviços na unidade hospitalar. E este problema só tem aumentado, segundo informa o diretor do HRTM, Ney Robson.

"Está havendo uma sobrecarga de atendimentos no hospital acima do normal. Até porque o HRTM é o único que atende emergência e urgência e estamos verificando no cenário local que as unidades hospitalares públicas estão indo por um caminho inverso, estão fechando. O que ocorre também é que muitos municípios vizinhos estão enviando seus pacientes para cá, não classificados para ser atendidos no hospital, mas havendo alguém enfermo o hospital recebe. Esses municípios recebem recursos do Governo Federal para investir na assistência à saúde da população, mas não parecem fazê-lo", relatou o diretor, acrescentando que a unidade hospitalar está dispondo de 31 leitos e que comprovando esse número alarmante de atendimentos, somente no pronto socorro estão sendo assistidos mais de 50 pacientes.

No tocante ao caso da criança Jailson Adriano, de 4 anos, Ney Robson ratificou que o paciente recebeu atendimento médico devido, pois no sábado passado, a equipe de plantão estava com seu quadro completo. "Essa denúncia de que a criança faleceu porque não foi atendida não procede, pois no sábado a equipe funcionou com o quadro completo. Agora, devido à demanda de usuários estamos com uma sobrecarga, não podendo haver agilidade no atendimento em todos os casos. Também verificamos um número de profissionais em algumas áreas insuficientes, são por exemplo três cirurgiões para atender grande quantidade de pacientes advindos de Mossoró e região", concluiu o diretor do HRTM.

Fonte: Correio da Tarde – a partir de informações publicadas no blog do Ismael Souza.

É uma mudança bastante significativa... e como nas duas publicações se afirma que a quantidade de pessoas que procuram o HRTM continua muito consistente, pode-se inferir que a melhora se deu por mudanças que devem ter ocorrido no hospital...

De tudo isso fica a lição de que os hospitais regionais e outros que compõem a rede pública tem que se prepararem com base na demanda real e não ficar explicando que o hospital não funciona bem por causa de problemas nas redes municipais...

De outro lado, cabe a própria SESAP acompanhar, orientar, fiscalizar e cobrar a qualificação da assistência municipal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário