A presidenta Dilma Rousseff assinará no próximo dia 28, durante visita ao Rio Grande do Norte, a ordem de serviço do perímetro de irrigação da Chapada do Apodi.
A presidenta virá ao Estado, convidada pelo deputado Henrique Eduardo Alves, que esteve com ela em almoço no Palácio da Alvorada.
O projeto da ordem de R$ 280 milhões alcançará 5.200 hectares, atendendo os municípios de Apodi e Felipe Guerra e beneficiará 80 mil pessoas.
A promessa é que, após sua implantação, os projetos desenvolvidos a partir dessa iniciativa gerem 15 mil empregos.
Tendo recebido a licença ambiental do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio (IDEMA), o Dnocs precisava apenas da liberação do governo para iniciar a obra. A proposta do órgão federal é iniciar, a partir desse projeto, a criação de um perímetro irrigado de 20 mil hectares, igualando-se ao Ceará.
Com tudo isso, e mesmo o diretor do Dnocs, Elias Fernandes, tendo dito que as dúvidas sobre o projeto foram resolvidas, na Chapada do Apodi, o clima de insatisfação dos pequenos trabalhadores é muito alto. No assentamento Milagres, um grupo de trabalhadoras iniciou um abaixo-assinado para enviar à presidenta.
Fonte: Jornal de Fato
Problemas em relação ao perímetro irrigado
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, Francisco Edilson Neto, a proposta contém uma série de irregularidades que põem em risco outros projetos.
"Estão dizendo que precisarão de 5 metros cúbicos de água por segundo, mas se isso acontecer não sobrará água para abastecer as cidades através da adutora Alto Oeste", reclamou Edilson.
Os trabalhadores querem que a água seja acessada por vários setores, principalmente a agricultura familiar.
O documento exige ainda que primeiro seja irrigado o Vale do Apodi, aproveitando o projeto piloto de 230 hectares, e que seja perenizado o rio Umari, atendendo às famílias de Apanha-Peixe, em Caraúbas.
O projeto é um sonho antigo da população apodiense desde que foi concluída a barragem Santa Cruz do Apodi, em 2002. No entanto, a maneira como está sendo proposto tem deixado insatisfeitos os pequenos agricultores.
Mais de dois mil trabalhadores da agricultura familiar protestam que o perímetro será implantado de forma tradicional, beneficiando o agronegócio.
A preocupação dos trabalhadores é que aconteça em Apodi o mesmo que aconteceu em Baraúna, Ipanguaçu e Limoeiro do Norte (CE), onde as grandes empresas se apossaram das melhores terras para produzir de forma tradicional, prejudicando as terras e transformando os pequenos proprietários em assalariados.
Fonte: STTR - Apodi
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