terça-feira, 8 de novembro de 2011

RN: Valor Exportado de Castanha de Caju em 2011


Entre janeiro e outubro de 2011 o RN exportou cerca US$ 40 milhões em castanha de caju. No mesmo período do ano passado o valor exportado foi de US 38,7 milhões. Facilmente esse ano o estado poderá chegar ao final deste ano com US$ 50 milhões ou um número muito próximo a ela.

Em 2010, quando o valor das exportações de castanha pelo RN chegaram a US$ 45,7 milhões, o estado bateu seu record histórico de valor exportado pelo produto.

O principal fator impulsionador desses valores record de exportações de castanha em 2010 e 2011 é a variação expressiva no preço das castanha exportada. Com a quebra da safra do ano passado, o preço em dólares dos produtos exportado chegou praticamente a dobrar em relação ao seu padrão histórico recente.

Em termos de volume exportado nós estamos em meio a um ciclo de baixa. O estado, que já chegou a exportar entre 10 mil e 12 mil toneladas de castanha no acumulado em 12 meses, terminará 2011 com um volume que ficará, muito provavelmente, abaixo das 6 mil toneladas. Todavia, acredito que até meados do próximo ano esse volume exportado pode chegar a 8 mil toneladas.

Portanto, o que sustenta o valor das exportações em um patamar de record histórico é o preço do produto. Mesmo considerando que esse preço recue nos próximos meses (em função da maior oferta do produto), acredito é possível encerramos o ano com um valor exportado maior do que em 2010.

No cenário nacional o RN é o segundo maior exportador brasileiro de castanha de caju, perdendo apenas para o vizinho Ceará, que até outubro deste ano exportou 16,5 mil toneladas do produto, cujo valor chegou a US$ 142,3 milhões.

Dos US$ 40 milhões exportados pelo RN este ano, US$ 23,3 milhões se destinaram aos EUA e US$ 6 milhões ao Canadá. Esses são os dois principais importadores da castanha potiguar.

Aldemir Freire – Economia Potiguar

Em Portalegre e alguns outros municípios da região, a perspectiva é que a safra 2011/2012 tenha uma redução significativa. A adversidade climática é a principal causa para a possível queda na produção, faltou chuva quando era necessário e choveu quando não deveria.
 

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