domingo, 4 de março de 2012

O turismo precisa de novos hotéis


A Pesquisa de Serviços de Hospedagem (2011), divulgada pelo IBGE, é de inestimável importância, mesmo que dois grandes eventos de dimensão mundial, como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016) não tivessem o Brasil como sede. A Pesquisa revela, por exemplo, que apenas quatro capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte) concentram 43% dos leitos disponíveis nas capitais dos estados brasileiros.
É razoável supor que a demanda por meios de hospedagem em São Paulo e Belo Horizonte é mais intensa em relação ao turismo de negócios, mas no Rio de Janeiro e Salvador é determinada, sobretudo, pelo turismo de lazer, ainda que o turismo de negócios e de eventos, no Rio de Janeiro, não seja desprezível.

O turismo, cuja relevância econômica dispensa apresentação, é um dos segmentos mais importantes da economia nordestina. Todos os estados da Região, sem exceção, acredito, consideram o turismo uma atividade de interesse estratégico, pela capacidade de produzir riquezas e emprego.
Por outro lado, o enorme potencial turístico do Nordeste é amplamente reconhecido, o que de certa forma explica que as capitais nordestinas respondem por quase 1/3 do total de leitos das capitais do país. Por essa razão, não deixa de ser decepcionante constatar que apenas Salvador, Fortaleza, e Natal fazem parte das dez capitais com maior oferta de leitos.

A Tabela abaixo apresenta outras constatações que merecem destaque. A principal delas é que a disponibilidade de leitos no Recife é menos da metade da de Salvador e um pouco mais que a metade da de Fortaleza e Natal. Com um pouco de esforço, Maceió poderá superar o Recife.
Esse cenário, evidentemente, é desfavorável ao turismo em Pernambuco, mesmo considerando que Porto de Galinhas ainda mantenha sua vitalidade e concentre um número expressivo de leitos. O fato é que não basta ter praia, maracatu, frevo e cultura: o turista também quer hotel e uma boa e confortável cama para repousar.

 Por Carlos Magno Lopes


No vacation, my friend!



O IBGE divulgou ontem os resultados da Pesquisa de Serviços de Hospedagem (PSH 2011), realizada em parceria com o Ministério do Turismo, com o objetivo de conhecer a infraestrutura de hospedagem no país. Dentre as diversas informações que foram divulgadas, uma em particular me deixou curioso.
Analisando o número de leitos disponíveis, o que se observa é que dentre as capitais nordestinas que receberão a Copa de 2014, Recife é a cidade com menor número de leitos, 10.418 leitos, bem abaixo da média nacional e da média nordestina. Natal, a cidade que aparece logo a frente de Recife, possui 19.745 leitos, ou seja, aproximadamente quase o dobro de Recife. A cidade nordestina com maior número de leitos é Salvador com 22 mil leitos aproximadamente.

Olhando para estes números fiquei pensando, lembrando uma das frases favoritas dos taxistas, imagina na copa? Sinceramente, gostaria de nem imaginar, mas imaginando mesmo assim, o que os dados mostram é que quando comparamos o número de leitos disponíveis em cada cidade nordestina com a capacidade projetada de seus estádios, dá para perceber que a oferta atual não será capaz de atender eficazmente a demanda por leitos que surgirá durante o evento, mesmo assumindo que parte das pessoas que atenderá aos jogos reside nas proximidades. Some-se a isto, o fato de que os leitos disponíveis atenderão não apenas os visitantes da Copa, mas também outras demandas mais usuais, como turistas de lazer e de negócios, etc.

Para as cidades nordestinas, que esperam receber um maior número de visitantes durante a Copa, fica o desafio de fazer o dever de casa seja no quesito meios de hospedagem seja em tantos outros quesitos, como, por exemplo, na questão da mobilidade urbana, infraestrutura de telefonia, restaurantes, etc. Caso a situação não mude, a frase mais famosa a ser ouvida dos taxistas não será mais “imagina na copa”, e sim: “no vacation, my friend!!!”

Datamétrica Por Marcelo Eduardo A. Silva

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