desembargador é condenado a aposentadoria...é uma piada? pior que não.
Pilhado num caso de venda de sentenças, o desembargador Rubem Dário
Peregrino Cunha, do Tribunal de Justiça da Bahia, foi considerado
culpado em processo disciplinar julgado nesta terça (22) pelo Conselho
Nacional de Justiça.
Em decisão unânime, os conselheiros do CNJ decidiram aplicar a pena
máxima prevista em lei para procedimentos administrativos. O doutor foi
condenado à aposentadoria compulsória. Vai ao pijama, com direito a vencimentos.
Ficou decidido que o desembargador desonrou a toga ao participar de
um esquema que beneficiava prefeitos que tinham contas a ajustar com a
Justiça. Num caso, verificou-se que o filho de Rubem Cunha, um advogado,
exigiu R$ 400 mil de um ex-prefeito que figurava como réu em processo
relatado pelo pai.
Relator da encrenca no CNJ, o conselheiro Tourinho Neto sustentou que
há nos autos do processo administrativo provas de que o desembargador
tinha ciência e endossava a movimentação do filho junto a prefeitos.
Nas palavras do relator, o desembargador incorreu em prática
incompatível com a magistratura, “maculando, por assim dizer, a
independência e imparcialidade do Poder Judiciário do Estado da Bahia”.
O acusado encontrava-se afastado de suas funções desde setembro de
2009. Aposentado, afasta-se em definitivo do tribunal e vai usufruir de
pensão proporcional ao tempo de serviço. Uma evidência de que alguma
coisa precisa ser mudada na legislação que rege os processos contra
togas indignas.
blog do Josias
[Bom descanso ao ilustre servidor público que utilizou sua 'nobre missão' para beneficiar o filho...certamente o 'diferente' cidadão merece também uma estátua e outras homenagens...][essa pena terrível, desumana, que afronta os direitos dos humanos diferentes poderá ser a mesma para nossos ilustres desembargadores...]
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