a interceptação da discórdia?
Falando por meio do telefone de Galbi Saldanha, Carlos Augusto orienta
"Regina", responsável pela conta de campanha de Betinho Rosado em 2006.
Aqui fica esclarecida a origem do dinheiro na conta de Betinho, referido aqui:
R$ 100 mil foram depositados na conta de campanha do irmão de Carlos
Augusto, mas pertenciam a Rosalba. Para fazer o dinheiro sair, Betinho
justificou um gasto de R$ 20 mil de combustível, mas ainda era
necessário encontrar uma forma de tirar o restante, os outros R$ 80 mil.
O esquema, em outras palavras, envolvia notas frias para dar ares de
legalidade à prestação de contas. Várias outras gravações mostram como
isso foi feito.
"Você diz a Betinho Rosado que eu tou mandando botar na conta dele - não
sei se entra hoje, ou amanhã, ou depois, mas vai cair na conta dele R$
100 mil".
"Na conta de campanha, né isso?", indaga Regina.
"Na conta da campanha dele", responde Carlos Augusto. "Esse dinheiro
não é dele. É apenas para passar na conta dele. (...) Esse dinheiro é
de Rosalba. Quando entrar aí a gente vê como é que sai para voltar para
Rosalba, né?", complementa o atual primeiro-cavalheiro do estado.
Regina esclarece, então, que ela é a responsável pela conta de Betinho, emitindo cheques, etc.
As duas interceptações referem-se à circulação de R$ 100 mil destinados a
Rosalba Ciarlini. O dinheiro precisou ser depositado na conta de
Betinho e de lá saiu por meio de um esquema de notas frias. Somente
esse aspecto já é escandaloso. Mas o fato de a então candidata ao
Senado necessitar de um esquema assim para "esquentar doação" levanta a
suspeita sobre qual a origem do dinheiro. Caixa 2?
Clique aqui para ter acesso.
[do vasto material publicado creio que este seja emblemático para compreensão de um fato importante. Porque a interceptação telefônica prosseguiu se o investigado era Galbi? O investigado não era o telefone, mas o cidadão Galbi, então pergunto: a gravação e divulgação de conversa de duas pessoas que não estavam sendo investigadas tem legitimidade?]
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