terça-feira, 22 de maio de 2012

a interceptação da discórdia?

#Caixa2doDEM: "Vai cair na conta dele [Betinho Rosado] R$ 100 mil (...) Esse dinheiro é de Rosalba", diz Carlos Augusto

Falando por meio do telefone de Galbi Saldanha, Carlos Augusto orienta "Regina", responsável pela conta de campanha de Betinho Rosado em 2006.

Aqui fica esclarecida a origem do dinheiro na conta de Betinho, referido aqui: R$ 100 mil foram depositados na conta de campanha do irmão de Carlos Augusto, mas pertenciam a Rosalba.  Para fazer o dinheiro sair, Betinho justificou um gasto de R$ 20 mil de combustível, mas ainda era necessário encontrar uma forma de tirar o restante, os outros R$ 80 mil.  O esquema, em outras palavras, envolvia notas frias para dar ares de legalidade à prestação de contas. Várias outras gravações mostram como isso foi feito.

"Você diz a Betinho Rosado que eu tou mandando botar na conta dele - não sei se entra hoje, ou amanhã, ou depois, mas vai cair na conta dele R$ 100 mil".

"Na conta de campanha, né isso?", indaga Regina.

"Na conta da campanha dele", responde Carlos Augusto.  "Esse dinheiro não é dele.  É apenas para passar na conta dele.  (...) Esse dinheiro é de Rosalba.  Quando entrar aí a gente vê como é que sai para voltar para Rosalba, né?", complementa o atual primeiro-cavalheiro do estado.

Regina esclarece, então, que ela é a responsável pela conta de Betinho, emitindo cheques, etc.

As duas interceptações referem-se à circulação de R$ 100 mil destinados a Rosalba Ciarlini.  O dinheiro precisou ser depositado na conta de Betinho e de lá saiu por meio de um esquema de notas frias. Somente esse aspecto já é escandaloso.  Mas o fato de a então candidata ao Senado necessitar de um esquema assim para "esquentar doação" levanta a suspeita sobre qual a origem do dinheiro.  Caixa 2?

Clique aqui para ter acesso.

[do vasto material publicado creio que este seja emblemático para compreensão de um fato importante. Porque a interceptação telefônica prosseguiu se o investigado era Galbi? O investigado não era o telefone, mas o cidadão Galbi, então pergunto: a gravação e divulgação de conversa de duas pessoas que não estavam sendo investigadas tem legitimidade?]





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