quinta-feira, 24 de maio de 2012

O TJ-RN SOB SUSPEIÇÃO PERMANENTE...não é possível


A condenação do desembargador Rubem Dário Peregrinho Cunha, do Tribunal de Justiça da Bahia, à aposentadoria expulsória, decidida na última terça-feira, 22, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), despertou entre operadores natalenses do direito uma interrogação relacionada à tentativa de passar a casa inteiramente a limpo que está sendo pilotada desde janeiro último na corte congênere potiguar por sua presidente, a desembargadora Judite Monte Nunes. 

Conhecedores de várias histórias relacionadas a vendas de pareceres e sentenças e à influência que advogados filhos de desembargadores teriam exercido em processos que dependiam destes, eles gostariam que Judite aproveitasse as investigações ensejadas pelo roubo de vários milhões de reais da conta de precatórios sob a custódia do tribunal potiguar para ampliar o leque, a fim de apurar um por um todos esses casos suspeitos. 

Roberto Guedes

[diversas fontes como Roberto Guedes, Bira Rocha e alguns outros já fizeram referências aos possíveis esquemas de vendas de sentenças, promessas de facilidades oferecidas por filhos e outros parentes de Magistrados, jogo de cartas marcadas...Esse tipo de suspeita aniquila as esperanças dos mais pobres em obterem Justiça. Afinal, com sentenças vendidas quem obtem o que quer são aqueles que tem como pagar.]

[o modus operandi hipotético provável: o relator votaria contra o interesse do 'paciente', outro pediria vista, proceder-se-ia a negociata e a sentença ser-lhe-ia favorável... ou: quem pagasse pouco teria que pagar sempre para os processos mofarem nas gavetas... ou: em decisões individuais, se pagaria diretamente ao responsável pela decisão... em tais situações hipotéticas até os inocentes teriam que pagar para garantirem as sentenças e, num momento qualquer da história, obviamente, algo parecido acabaria por engolfar TODOS que se envolvessem em tal mar de podridão...] 

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