A
condenação do desembargador Rubem Dário Peregrinho Cunha, do Tribunal de
Justiça da Bahia, à aposentadoria expulsória, decidida na última
terça-feira, 22, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), despertou
entre operadores natalenses do direito uma interrogação relacionada à
tentativa de passar a casa inteiramente a limpo que está sendo pilotada
desde janeiro último na corte congênere potiguar por sua presidente, a
desembargadora Judite Monte Nunes.
Conhecedores de várias histórias
relacionadas a vendas de pareceres e sentenças e à influência que
advogados filhos de desembargadores teriam exercido em processos que
dependiam destes, eles gostariam que Judite aproveitasse as
investigações ensejadas pelo roubo de vários milhões de reais da conta
de precatórios sob a custódia do tribunal potiguar para ampliar o leque,
a fim de apurar um por um todos esses casos suspeitos.
Roberto Guedes
[diversas
fontes como Roberto Guedes, Bira Rocha e alguns outros já fizeram referências aos
possíveis esquemas de vendas de sentenças, promessas de facilidades oferecidas
por filhos e outros parentes de Magistrados, jogo de cartas marcadas...Esse
tipo de suspeita aniquila as esperanças dos mais pobres em obterem Justiça.
Afinal, com sentenças vendidas quem obtem o que quer são aqueles que tem como
pagar.]
[o
modus operandi hipotético provável: o relator votaria contra o interesse do 'paciente',
outro pediria vista, proceder-se-ia a negociata e a sentença ser-lhe-ia
favorável... ou: quem pagasse pouco teria que pagar sempre para os processos
mofarem nas gavetas... ou: em decisões individuais, se pagaria diretamente ao
responsável pela decisão... em tais situações hipotéticas até os inocentes
teriam que pagar para garantirem as sentenças e, num momento qualquer da história,
obviamente, algo parecido acabaria por engolfar TODOS que se envolvessem em tal
mar de podridão...]
Nenhum comentário:
Postar um comentário