Sinal Fechado: Expedito processa Carlos Augusto
O desembargador Expedito Ferreira de Souza, do Tribunal de Justiça do
Rio Grande do Norte, entrou com seis ações na Justiça por conta da
divulgação dos vídeos de delação premiada de Alcides Barbosa. Três
dessas ações já foram arquivadas pelo juízo de primeiro grau.
As
ações são contra lobista Alcides Fernandes Barbosa; o procurador geral
do Estado, Miguel Josino; o advogado George Olímpio; o também advogado e
ex-chefe da Casa Civil do RN Paulo de Tarso Fernandes; o empresário
José Gilmar de Carvalho Lopes (Gilmar da Montana); e o marido da
governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto Rosado. Algumas das ações
eram "pedidos de explicações" para embasar uma ação principal.
As reclamações de Expedito Ferreira têm como motivação as acusações de
Alcides Barbosa de que o desembargador receberia R$ 50 mil no esquema de
fraude da licitação da inspeção veicular, que deu origem à operação
Sinal Fechado.
Apesar de apenas Alcides ter citado diretamente o
desembargador, Expedito entrou com ações citando outras pessoas para
reunir informações que embasem uma ação principal de calúnia. Nesses
termos, os outros processados deveriam confirmar ou negar judicialmente
as informações citadas por Alcides.
Contudo, as ações que
envolvem o procurador geral do Estado Miguel Josino, o marido da
governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto Rosado, e o ex-chefe do
Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, foram arquivadas. Elas haviam
sido protocoladas na 7ª e 8ª varas Criminais de Natal. Os juízes José
Armando Pontes e Ivanaldo Bezerra entenderam que os três não fizeram
nenhuma menção ao nome de Expedito e portanto não podem ser processado.
"Não se condena ninguém no singelo 'pedido de explicações", diz o juiz
Ivanaldo Bezerra.
Tribuna do norte
Nenhum comentário:
Postar um comentário