As exportações do agronegócio no mês passado somaram US$ 8,074 bilhões,
volume 9,4% inferior ao do mesmo mês do ano passado. No acumulado do
primeiro semestre as exportações somaram US$ 44,777 bilhões, valor 3,7%
acima do registrado em igual período do ano passado. Os dados foram
computados pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do
Ministério da Agricultura, a partir de informações do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Roosevelt Pinheiro
A soja ajudou a segurar o crescimento do setor no semestre: as exportações em grão cresceram 29,1% em volume e 35,6% em receita
O
estudo do Ministério da Agricultura mostra que o saldo da balança
comercial do agronegócio no mês passado fechou em US$ 7 bilhões, valor
6,3% abaixo dos US$ 7,5 bilhões do mesmo mês de 2011. As importações
recuaram 22,7% para US$ 1,074 bilhão. No acumulado do primeiro semestre o
saldo do setor ficou em US$ 36,7 bilhões e avançou 5,68% na comparação
com o período de janeiro a junho do ano passado. As importações do
agronegócio no semestre caíram 4,4%, para US$ 8,018 bilhões.
No
acumulado dos últimos 12 meses as exportações do agronegócio somaram US$
96,57 bilhões, com importações de US$ 17,12 bilhões e superávit
comercial de US$ 79,45 bilhões. "Houve crescimento de 14,1% nas vendas
externas, enquanto o incremento nas importações foi de 9,4% em relação
aos 12 meses anteriores", dizem os técnicos do Ministério da
Agricultura.
Segundo o estudo, o bom desempenho das vendas
externas do complexo soja foi responsável pela expansão das exportações
do agronegócio no primeiro semestre. As vendas do setor passaram de US$
12,71 bilhões para US$ 15,94 bilhões (+25,4%). Os técnicos afirmam que
enquanto as exportações do complexo soja cresceram US$ 3,23 bilhões no
período, a soma da receita dos demais setores do agronegócio recuou 5,3%
em relação aos primeiros seis meses do ano passado.
Apesar da
quebra da safra brasileira, provocada pela estiagem na região Sul, as
exportações de soja em grão cresceram 29,1% em volume (para 23,372
milhões de toneladas) e 35,6% em receita (para US$ 11,9378 bilhões). As
vendas foram impulsionadas pela firme demanda internacional, que vem
sendo sustentada pelos baixos estoques de passagem da oleaginosa. As
exportações de farelo de soja tiveram queda de 3,3%, passando de US$
2,90 bilhões para US$ 2,81 bilhões. O óleo de soja teve forte expansão
de 23,9% na quantidade exportada (+23,9%) e aumento de 18,5% na receita,
que compensou a queda de 4,4% nos preços médios.
O complexo
carnes foi o segundo mais importante na balança comercial do agronegócio
no primeiro semestre, apesar da queda de 1,6% na receita (para US$
7,516 bilhões). O volume exportado cresceu 3,3% (para 2,970 milhões de
toneladas) e o preço médio recuou 4,7% (para US$ 2.530/tonelada). Os
técnicos observam que houve aumento no volume exportado de todos os
tipos de carne: frango (+3,3%); bovina (+2,5%); suína (+0,1%); e peru
(+21,2%). Os preços médios de todas as carnes recuaram: suína (-6,9%);
peru (-1,5%); bovina (-0,6%); e de frango (-7,2%).
O complexo
sucroalcooleiro, que ocupa o terceiro lugar, apresentou forte queda de
17,7% nas exportações no acumulado deste ano, que passaram de US$ 5,80
bilhões para US$ 4,77 bilhões.
Os técnicos explicam que a queda
se deve à diminuição na quantidade exportada de açúcar, que passou de
9,37 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2011 para 7,50 milhões
de toneladas em 2012. "Essa queda de 1,86 milhão de toneladas ocorreu
em função, exclusivamente, do mercado russo, que reduziu suas aquisições
em 2,01 milhões de toneladas no período em função do aumento de
produção local do açúcar de beterraba", dizem os técnicos.
Agência Estado
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