A administração estratégica tem se modificado
significativamente com o decorrer dos anos. Inicialmente, em sua
primeira fase, ela se traduzia, basicamente, no planejamento financeiro cujo
principal objetivo era cumprir um orçamento. Posteriormente, libertando-se da
premência do presente, a administração estratégica voltou-se para a previsão do
futuro.
O
planejamento era, então, em sua segunda fase, baseado em previsões. Esta
fase supunha uma relação de causalidade entre presente e futuro, o que
proporcionava mais segurança ao agente decisório. O objetivo maior era acertar,
tentava-se adivinhar o futuro.
É somente na terceira fase da evolução da administração
estratégica que temos um salto qualitativo na efetividade do processo de
decisões estratégicas. Esta nova fase visa ao desenvolvimento do pensamento
estratégico, auxiliado pelo processo de cenários. O objetivo maior passa a ser
o exercício como forma de aprendizado, admitindo-se, então, as incertezas e as
descontinuidades do ambiente, o que torna o gerenciamento do negócio mais
difícil.
A quarta e última fase da administração estratégica
caracteriza-se por uma relação de interação entre empresa e ambiente, sendo que
a primeira passa, então, a participar do processo de criação do futuro.
Nesta fase, cada tomador de decisão da empresa, suportado pelos cenários, passa
a atuar como um planejador.
Fonte
PAULO, Goret P.; CARNEIRO, Alexandre, P. Z. A evolução da
administração estratégica. Case Studies:
revista brasileira de management, Rio de Janeiro, ano I, n. 5, set./out. 1997.
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