Por: Fernando Dias
Os dados mais recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares (IBGE) referentes ao ano de 2008, divulgados somente este ano, revelam que o mercado de água mineral se consolidou no Nordeste com números muito acima da média nacional. Como pode ser observado no gráfico a seguir o Nordestino está muito a frente no consumo per capita que qualquer outra Região.
Com o consumo per capita 66% maior que no Norte, o segundo maior, e 50% maior que a média nacional, é de se perguntar qual o motivo para estes resultados. É certo que o Nordeste é historicamente uma Região com problemas de fornecimento de água, mas daí a todas as classes sociais passarem a consumir em larga escala água mineral vai um salto.
Uma possível razão, que colocaria o que está sendo saltado, é a qualidade do sistema de abastecimento. É possível que esteja se consolidando na Região a imagem de que a água do sistema de abastecimento é imprópria para consumo ou não tem a mesma qualidade ou mesmo potabilidade da água mineral independente de sua fonte. Se esta hipótese prevalecer as fontes de água mineral no Nordeste logo podem estar ameaçadas, pois basta observar o perfil de consumo na Região por classe de renda para prever um boom de consumo.
O Nordeste é uma Região que ainda apresenta profundas desigualdades de renda, e os dados da POF mostram que as classes de renda mais alta consomem água mineral é uma proporção acima de três vezes a média já muito elevada da Região. É claro que este cenário futuro boom de consumo é somente uma hipótese, apoiada pelos números, mas ainda uma hipótese.
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