Ao contrário da novela Avenida Brasil que eletriza o Brasil, está cada vez mais difícil acompanhar a novela do julgamento do mensalão que passa todo o dia na TV Justiça e na Globonews. As maldades do juiz Carminha Lewandowsky estão deixando as pessoas revoltadas. Para o vilão togado, o mensalão é só uma obra de ficção e, como toda novela, foi abandonado no Lixão juntos com outras sobras de campanha. Já o ministro Joaquim Ruy Barbosa está fazendo papel de herói na trama. Como todo mocinho, o ministro sofre muito em cada capítulo, principalmente na coluna o que o fez chamar, em caráter reservado e confidencial, o Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo, MD (ver artigo ao lado).
Mas Avenida Brasília é rica em muitos personagens. São todos muito ricos e, por isso mesmo, podem contratar advogados caríssimos. Pelas pesquisas do IBOPE, o público vai condenar o publicitário careca Marcus Caruso Valério. Marcus Caruso Valério, apesar de casado com uma mulher jovem e gostosa, anda praticando operações não contabilizadas, por fora, com a sua ex-mulher, Muricy Ramalho, que é técnica de Santos.
Aliás, corno é o que não falta na novela Avenida Brasília! O ex-presidente Luísque Inácio Lula da Silva fez questão de gravar um depoimento em apoio ao juiz Tufãofolli, o Tufão. Para o ex-atual presidente, a prática do corneamento na vida real da novela é uma coisa normal, todo mundo faz.
FIGURAÇA DA SEMANA
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As “piranhetes” de Brasília estão faturando alto com o enorme movimento de advogados milionários que estão na cidade defendendo os “créus” do mensalão.
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Agamenon Mendes Pedreira é jornalista togado.
Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo, MD
DATA VÊNIA, MODUS IN RABUS
Enquanto psicoproctologista de fama mundial, fui chamado às pregas, quer dizer, às pressas ao STF para dar uma assistência lombo-lortal de caráter reservado e confidencial a um ministro afro-descendente que o sigilo da minha profissão me obriga a manter no anonimato. Como é de conhecimento de todos, o relator do mensalão sofre de terríveis dores na coluna. Depois de um exame aprofundado no ministro togado, cheguei à conclusão de que essas dores lancinantes podem ser de fundo nervoso. Mais de fundo que nervoso. Afinal, os juízes do STF levam muitas coisas nas costas. Carregam processos volumosos pra lá e pra cá, anos a fio e isso acaba desgastando a região lombo-lortal dos magistrados. O ministro, apesar de ser ainda novo, goza de perfeita saúde mas sua coluna está pedindo habeas corpus. Ao contrário da coluna do Agamenon Mendes Pedreira que, apesar de velho e provecto, está cada vez melhor. Para dar algum alívio ao afro-magistrado, receitei uma medicação de uso tópico. Recomendei aos seus auxiliares que, nos intervalos do julgamento, colocassem uma compressa. Tem que ser compressa porque os intervalos são curtos.
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