Em 07 de outubro escolheremos o gestor que cuidará de
nosso município pelos próximos quatro anos. A hora é de reflexão: estamos
satisfeitos com a situação da educação?
Existem dois caminhos a seguir: o da continuidade
(defendido pelo candidato da situação, NETO DA EMATER) e o de mudança (proposto
pelo candidato da oposição, JOSÉ AUGUSTO).
A continuidade do projeto do grupo situacionista
(comandam o município há 16 anos) resultou em algumas situações indesejáveis e
preocupantes para o futuro de nossas crianças e jovens. Passaremos a discorrer
e chamar atenção para alguns pontos.
A educação infantil do município tem enfrentado
inúmeros percalços. As aulas das crianças já foram suspensas por falta de
merenda escolar (não adianta tentar enganar porque os funcionários e as mães
das crianças sabem que isso já ocorreu), em outros tantos dias os funcionários
das escolas tiveram que servir somente bolachas secas para as crianças, algumas
outras vezes um pedacinho de rapadura. O desabastecimento e a qualidade
duvidosa da merenda afastam as crianças da escola, mas, infelizmente, a
situação nunca mereceu a atenção devida do gestor.
Outra dificuldade que prejudica bastante o
funcionamento da educação é o atraso no pagamento dos salários do pessoal de
apoio. Geralmente, os auxiliares de serviços gerais só recebem depois do dia 20
do mês seguinte. Aqui vale a máxima de que a corda arrebenta do lado mais fraco.
Afinal, porque pagar por último quem ganha menos?
Quando confrontamos o discurso de pretenso “pai dos
pobres” com a discriminação feita aos funcionários municipais que tem os
menores salários e recebem sempre com atraso chegamos facilmente a conclusão de
que Portalegre precisa mudar.
A angústia dos servidores é visível, mas prepondera o
silêncio e o medo. Temem retaliações, pois quem ganha pouco e ainda não recebe
em dia é quem mais precisa de outros serviços públicos, principalmente, na área
da saúde. Humilha-se duplamente o servidor: paga-se com atraso e ameaça-se,
ainda que veladamente, com o “corte de outros possíveis favores e benefícios”.
Outro capítulo tenebroso da educação municipal diz
respeito ao atendimento da Lei que estabeleceu o Piso Salarial para os
professores. Como todos sabem a Lei tem repercussão em todo território
nacional, mas em Portalegre TUDO é diferente. Foi preciso uma determinação
judicial para cumprir a Lei. Quando o Governo Federal estabeleceu o novo piso,
ou seja, garantindo um reajuste salarial para a categoria, novamente a gestão
portalegrense fez ouvidos moucos aos reclamos dos professores.
É Lei, mas a gestão atual desconhece a importância da
educação e por isso mesmo demonstra tanto desprezo ao cumprimento das Leis. É
bastante “pedagógico” o exemplo dado pela gestão atual aos jovens e as futuras
gerações.
Por fim, o “grupo político” que comanda Portalegre
escolheu alguém perfeitamente afinado com o estado de coisas vigente e com
perfil para continuar o “digno trabalho” de destruição da educação. O candidato
da situação, ex-prefeito, é “somente”, apontado pelo Ministério Público num
processo, como responsável pelo desvio de mais de 200 mil reais do FUNDEF.
Essa “pequena contribuição” que NETO DA EMATER deu a educação
portalegrense ocorreu em apenas um ano de sua gestão. Avaliem o que ocorreu nos
quatro anos? Imaginem o que poderá ocorrer?
Temos a obrigação de considerar o que NETO fez quando
foi prefeito e mesmo o mais ferrenho correligionário do ex-prefeito não tem
como esconder ou negar essa mancha negra no currículo de seu candidato: a
acusação feita pelo Ministério Público é fartamente documentada e dificilmente
o autor do ato escapará de uma condenação final no processo.
Democraticamente e por interesses diversos, alguns
educadores municipais defendem os algozes da educação, inclusive o presidente
do sindicato. É da democracia e nem chega a surpreender que alguns capitulem e
passem a defender os interesses do grupo governista de plantão, mesmo sofrendo,
supõem-se, na pele as agruras que recaem sobre todos que integram a rede
municipal de educação.
O nosso alerta é para aqueles e aquelas que se
esforçam todos os dias para preparar e ministrar uma boa aula, que ainda se
emocionam com o brilho nos olhos das crianças e jovens, que não estão
satisfeitos com a forma desrespeitosa que a gestão impôs aos funcionários da
educação e que não compactuam com os desmandos já cometidos pelo candidato da
situação na área educacional. O nosso alerta é também para os pais e mães
zelosos e que almejam um futuro melhor para os filhos, enfim, para todos que
ainda tem capacidade de se indignar e que não concordam com o modelo de gestão
adotado na área educacional em Portalegre.
Reflitam: é justo não pagar em dia quem ganha menos? É
justo oferecer bolachas secas e rapadura como merenda? Porque o Piso Nacional
não é rigorosamente atendido? Quem é acusado de desviar dinheiro da educação
vai fazer diferente?
Em 07 de outubro será somente sua consciência que
poderá mudar o quadro que vivenciamos. Podemos mudar e dar uma oportunidade a
JOSÉ AUGUSTO administrar Portalegre e depois poderemos julgar sua
administração.
NETO DA EMATER já foi prefeito (2001-2004), o grupo
político ao qual pertence comanda Portalegre há 16 anos e os resultados? Quem
não entendeu como está a educação municipal pode ler novamente o texto.
do Jovem Democratas
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