Existem inúmeras formas de manipulação das pesquisas eleitorais, dentre as principais formas, temos:
1. O Instituto contratado aplica mais questionários do que foi informado no registro da pesquisa. Por exemplo: registra que aplicou 300 questionários e realiza 350 entrevistas. Depois o Instituto seleciona os questionários para alcançar o resultado desejado pelo contratante, descartando os demais questionários. É uma forma bastante utilizada por não deixar vestígios de fraude;
2. A forma como o questionário é montado, com o encadeamento adequado das perguntas pode induzir o entrevistado ao resultado desejado. É uma técnica mais sutil e bastante utilizada;
3. A margem de erro também pode ser utilizada para favorecer o contratante. Por exemplo: numa pesquisa com margem de erro de 5% para mais ou para menos, o Instituto pode colocar 5% a mais para beneficiar o contratante e reduzir 5% do outro candidato, assim, o candidato beneficiado que obtivesse 30% das intenções de votos subiria para 35% e o candidato prejudicado que obtivesse 40% cairia para 35% e as intenções de votos demonstrariam um empate;
4. Outra forma bastante utilizada é aplicar mais questionários nas regiões ou redutos eleitorais do candidato que se deseja ajudar;
5. Aplicar os questionários em maior número naqueles imóveis que é visível a vinculação partidária, ou seja, 'escolher' os imóveis em que existam bandeiras, fotos ou outro material eleitoral que possa sugerir a vinculação do voto ao candidato que se deseja ajudar.
6. Também ocorre a fabricação pura e simples do resultado: o Instituto contratado substitui os questionários aplicados por questionários preenchidos pelo próprio contratante;
7. Quando ocorrem resultados muito diferentes entre os Institutos, geralmente, alegam as diferentes metodologias utilizadas pelos institutos;
Existem algumas técnicas mais toscas, como o número de questionários registrados não coincidir com o que foi aplicado, pois simplesmente se excluem questionários de eleitores do adversário; outras em que os percentuais ultrapassam absurdamente os 100%; ou ficam muito abaixo de 100%; outras em que os percentuais correspondem a frações de pessoas; enfim, as técnicas de manipulação são variadas e os resultados são sempre catastróficos em relação ao equilíbrio necessário que deve prevalecer numa disputa democrática.
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