quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Concentração de Renda Domiciliar no RN

A Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (PNAD) é o maior retrato da sociedade brasileira. Essa é uma pesquisa com mais de 4 décadas de existência e que vem, ao longo do tempo, retratando as transformações vividas pelo Brasil e pelos brasileiros. De tabela ela também revela o quadro econômico e social o RN e sua evolução nas últimas quatro década.

Na última sexta feira o IBGE divulgou os dados referente ao ano de 2011. Um dado que chama a atenção é a questão da concentração de renda domiciliar existente no estado. 

Em 2011 o IBGE identificou a existência de 975 mil domicílio no RN. Deste total, 516 mil domicílios (53%) possuíam um rendimento médio mensal de até 2 salários mínimos. Auferindo uma renda mensal superior a 2 salários mínimos e até 10, havia 374 mil domicílios (38%). No topo da pirâmide, com renda mensal superior a 10 salários mínimos havia em 2011 no RN cerca de 61 mil domicílios (6% do total).


Os dados sobre a concentração de renda domiciliar no RN ganham contornos mais dramáticos quando desagregamos o número de domicílios por faixa de salários mínimos que recebem por mês  e a renda média dos domicílios situados em cada faixa.

Na base da pirâmide de renda do estado está cerca de 211 mil domicílios que recebem até um salário mínimo por mês e possuem um rendimento médio mensal de apenas R$ 393,00. No extremo oposto encontramos 20 mil domicílios (2% do total), cuja renda média mensal domiciliar é de R$ 15.676,00.

Anualmente uma família potiguar que se encontra no topo da pirâmide social local tem uma renda anual média de aproximadamente R$ 188 mil. No lado da base da pirâmide, a renda familiar média anual é de apenas R$ 4.716,00. Isso significa dizer que renda do topo da pirâmide social do RN ganha o equivalente a 40 vezes o que ganha sua base. São necessários 40 anos de rendimento dos domicílios situados na base da pirâmide para que eles aufiram a renda recebida em apenas um ano por aqueles que se situam no topo.



É certo que na última década a renda vem aumentando mais nas camadas de maior rendimento do que no topo da pirâmide social local. Todavia, o nível de concentração histórica que herdamos ainda demandará muitas décadas de esforços continuados de distribuição de renda para que se tenha uma sociedade mais igualitária.

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