As dificuldades para arcar com os salários dos jogadores e contratar novas peças para o time não acontecem por acaso no Flamengo. Com problemas de marketing e dificuldades no mercado, o clube completou nos últimos dias nove meses sem um patrocinador master na camisa e já encara o maior jejum de um anunciante no espaço mais nobre do uniforme nos últimos 28 anos.
Desde que deu início ao acordo com a Petrobras que durou 25 anos, em 1984, o rubro-negro não sabia o que era ficar tanto tempo sem um patrocinador master. Em 2011, quando também encontrou dificuldades para fechar com um parceiro, o Flamengo chegou a ficar pouco mais de sete meses sem uma anunciante principal, mas conseguiu fechar com a Gillete um contrato de cerca de R$ 6,5 milhões até o fim do ano.
Prejuízo de R$ 14 milhões
Segundo pessoas ligadas à direção do clube e membros responsáveis por controlar as finanças do rubro-negro, a falta de um parceiro neste período representa um prejuízo de quase R$ 14 milhões. A cúpula do Flamengo entende que seria possível faturar pelo menos R$ 1,5 milhão por mês com o espaço frontal da camisa.
Procurados pela reportagem do UOL Esporte durante a última semana para comentarem o problema, os dirigentes do marketing do clube não responderam os contatos.
Os questionamentos sobre o fracasso na busca por um parceiro, porém, não ficam sem respostas. Nos bastidores, os dirigentes culpam a briga com a Traffic, que era responsável por este trabalho no início do ano, e a proximidade da eleição para presidência pelos insucesso nas negociações.
E a falta de um patrocínio é justamente uma das maiores cobranças que a atual gestão sofre da oposição no período que começa a esquentar a briga política do clube. Os críticos e opositores da presidente Patricia Amorim apontam o departamento de marketing como um dos grandes fracassos de seu mandato. De fato, em três anos, a atual mandatária não conseguiu fechar um contrato longo de patrocinador master.
do Uol
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