Os gestores municipais que vão assumir os seus mandatos em
janeiro terão inúmeros desafios. Tem-se como certo que organizar um serviço
básico de saúde que atenda as necessidades e expectativas da população está
entre as tarefas mais difíceis.
A
organização pressupõe fazer funcionar adequadamente a Estratégia de Saúde da
Família – ESF e dentre os diversos problemas, tem-se as dificuldades
relacionadas ao atendimento da jornada de trabalho de 40 horas semanais por
parte dos profissionais, sobretudo, os médicos.
A
precarização dos vínculos trabalhistas dos profissionais que compõem as equipes
permite aos gestores ‘flexionar’ a jornada de trabalho e atender as exigências
dos médicos para trabalharem bem menos do que as 40 horas.
A
questão é bastante complexa porque a demanda por profissionais médicos é maior
do que a oferta e os recursos repassados pelo MS acrescidos da contrapartida
municipal ainda ficam bem aquém das expectativas dos profissionais ou, em
outros termos, as prefeituras teriam que desembolsar uma soma considerável para
‘convencer’ um médico a se dedicar 40 horas semanais ao PSF.
Como
não tem disponibilidade para tal acabam por tolerar jornadas mais flexíveis e,
claro, acabam por comprometer os serviços prestados.
Outra
reclamação permanente diz respeito ao perfil do profissional que não seria o
mais adequado para o PSF. Em relação ao perfil de médicos que atuam em nossa
região, pode-se afirmar com grande margem de segurança que, efetivamente, o
vínculo precário é desejado, pois a grande maioria tem vínculos estáveis e o
PSF é o ‘complemento’.
Como
resolver o problema?
Uma
dica: iniciem com um bom diagnóstico da situação.
Mais AQUI.
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