domingo, 23 de dezembro de 2012

DESAFIOS DOS NOVOS GESTORES MUNICIPAIS - ESF


Os gestores municipais que vão assumir os seus mandatos em janeiro terão inúmeros desafios. Tem-se como certo que organizar um serviço básico de saúde que atenda as necessidades e expectativas da população está entre as tarefas mais difíceis.

A organização pressupõe fazer funcionar adequadamente a Estratégia de Saúde da Família – ESF e dentre os diversos problemas, tem-se as dificuldades relacionadas ao atendimento da jornada de trabalho de 40 horas semanais por parte dos profissionais, sobretudo, os médicos.

A precarização dos vínculos trabalhistas dos profissionais que compõem as equipes permite aos gestores ‘flexionar’ a jornada de trabalho e atender as exigências dos médicos para trabalharem bem menos do que as 40 horas.

A questão é bastante complexa porque a demanda por profissionais médicos é maior do que a oferta e os recursos repassados pelo MS acrescidos da contrapartida municipal ainda ficam bem aquém das expectativas dos profissionais ou, em outros termos, as prefeituras teriam que desembolsar uma soma considerável para ‘convencer’ um médico a se dedicar 40 horas semanais ao PSF.

Como não tem disponibilidade para tal acabam por tolerar jornadas mais flexíveis e, claro, acabam por comprometer os serviços prestados.

Outra reclamação permanente diz respeito ao perfil do profissional que não seria o mais adequado para o PSF. Em relação ao perfil de médicos que atuam em nossa região, pode-se afirmar com grande margem de segurança que, efetivamente, o vínculo precário é desejado, pois a grande maioria tem vínculos estáveis e o PSF é o ‘complemento’.

Como resolver o problema?

Uma dica: iniciem com um bom diagnóstico da situação.



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