Época de ‘show’
do Roberto Carlos na Globo... E mais uma ‘ruma’ de ‘shows’ de cantores
sertanejos e afins nas ouras emissoras...
Enxurrada
de filmes repetidos sobre o “verdadeiro espírito natalino”...
Reportagens
com ‘famosos’ fazendo algum gesto nobre. A maioria para se promover...
As receitas
tradicionais...
As retrospectivas
melosas...
Reportagens
sobre congestionamentos de veículos em direção ao litoral... De gente nos
shoppings...
A televisão
brasileira não é grande coisa, mas piora bastante neste período, estendendo-se
o lengalenga até o início do ano ‘civil’ lá para o mês de março.
E quando
o pessoal volta das férias e apresenta as ‘novidades’... Tem-se piorado
bastante.
Vejamos.
As grades
de programações estão cada vez mais apinhadas de ‘pastores’ pentecostais
praticando ‘exorcismos’, realizando ‘curas' de doenças, 'curas' de falta de caráter, 'curas' de homossexualismo, ‘prometendo casas, carros, empregos, aposentadorias’ e tudo
mais que os ‘crentes’ estiverem dispostos a comprarem. É o mercadão da fé.
Quase todas
tem um jornal no início da manhã, na hora do almoço, do jantar e no final da
noite, seguem o padrão Globo, embora coloquem os seus jornais no ar um
pouquinho antes ou depois e mesmo assim não conseguem audiência.
Tenham coragem
de inovar, testar novas fórmulas.
Por
exemplo:
Que tal
um jornal às 5h00min (trabalhadores se preparando ou se dirigindo para o
trabalho); outro às 10h00min (um jornal mais leve direcionado aos jovens e
donas de casas); mais um às 15h30min; outro às 21h00min (com um bom bloco
esportivo).
A maioria
dos trabalhadores se levanta cedo e poderia se habituar a ligar a televisão para
assistir ao primeiro jornal. Um jornal as dez da matina seria uma alternativa
aos programas de culinária e fofoca que dominam as manhãs. No horário do almoço
(jornal hoje) e do jantar (jornal nacional) se poderia lançar mão de programas
esportivos. O jornal da tarde concorreria com as repetições de novelas e filmes
da Globo e com as fofocas e os pastores dos outros canais. Um jornal na hora da novela das 21h00min (é
verdade já existem alguns) com um bom resumo político, econômico e esportivo do
dia se tornaria uma ótima alternativa, principalmente quando a novela não
consegue conquistar as ‘patroas’.
Bem, não sou
especialista em mídia e cada emissora sabe o caminho que pode seguir. Mas,
quase nada é atraente na TV aberta.
Como o
espaço é curto para nominar os piores programas relaciono, a seguir, alguns que
ainda consigo assisti (às vezes):
Globo repórter
– principalmente quando exibe alguns documentários, aliás, sinto falta de
documentários, reportagens investigativas...
Fantástico
– é verdade que tem piorado bastante com a diminuição da parte jornalística e
crescimento das futilidades e ‘frufrus’;
Canal
Livre; CQC; A Liga (creio que é um formato com grande potencial); alguns
programas esportivos do Esporte Interativo.
Falando em
esporte...
A BAND é
um reduto corintiano; tem um jornalismo esportivo bairrista. Só consigo
assisti alguma transmissão esportiva quando narrada por Téo José (algumas vezes
Prieto) e comentários do Mauro Betting.
Na Globo,
o Galvão cada vez mais sem voz e discernimento (toda jogadinha é GENIAL e blablablá); o Luís Roberto é o maior torcedor do Fluminense e não consegue
narrar os jogos. Torce, torce a favor do Fluminense e contra os rivais,
principalmente o Flamengo, descaradamente. O ‘padrão’ nas transmissões esportivas
é a parcialidade travestida de isenção, simplesmente... Ridículos.
A Rede TV
não tem nenhum programa que preste.
No SBT e
na Record quase nada escapa.
Bom.
Feliz
Natal! E se comerem e beberem muito nas festas assistam mais TV que lhe ajudará a vomitar.
Rourourou...
Outra coisa: parem de mandar mensagens natalinas escritas por assessores, quase todas de péssimo mal gosto, para o e-mail do blog que eu não publico NENHUMA.
Aos 'assessores' que ficam produzindo (copiando) essas baboseiras fica a dica: fariam melhor se produzissem um informativo prestando contas do que o político fez durante o ano.
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