O potiguar está recebendo, pelo menos, 22,08% mais do que recebia no ano 2000. Os dados fazem parte do censo 2010 e foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que concluiu a análise das estatísticas referentes a Educação, Deslocamento, Trabalho e Rendimento.
Segundo os dados, o rendimento médio mensal dos trabalhadores ocupados no Rio Grande do Norte passou de R$ 862,10 para R$ 1.052,47 entre 2000 e 2010 - um crescimento real (já descontada a inflação do período) de 22,08%. Entre as razões para o crescimento da renda estão fatores como aumento do salário mínimo, ampliação nos postos de trabalho, e avanço da formalização de empresas no país.
Ana Silva
Aldemir Freire, do IBGE-RN: os grupos de menor rendimento registraram maior crescimento
Aldemir Freire, economista e chefe do IBGE, ressalta que foram os grupos de menor rendimento os que registraram maior crescimento na renda do trabalho. Quem recebia R$ 98,86 em 2000, por exemplo, passou a receber R$ 121,04 - um crescimento de 22,44%. Já quem recebia R$ 6.810,88 em 2000 passou a receber R$ 7.331,47 em 2010 - um crescimento de 7,64%. O avanço do rendimento médio mensal, principalmente entre os que recebem menos, reduziu a desigualdade no estado, mas não conseguiu deixar o RN menos desigual. Embora o índice de Gini da renda do trabalho - que mede o grau de desigualdade na distribuição da renda e varia de 0 (quando não há concentração) até 1 - tenha recuado de 0,598 para 0,543 entre 2000 e 2010 no estado, o rendimento do 1% mais rico do estado era, há dois anos, cerca de 129 vezes maior do que a renda dos 10% mais pobres.
Reduzir a desigualdade, segundo Aldemir Freire, é um dos maiores desafios do Rio Grande do Norte. O alargamento da base de consumidores, de uma forma geral, beneficia o estado como um todo, explica. O aumento da renda média do trabalho no estado entre 2000 e 2010, por exemplo, aumentou o consumo e aqueceu setores como comércio e serviços, dois dos que mais contratam no Rio Grande do Norte, explica Aldemir.
A tendência, segundo ele, é que a renda continue subindo nos próximos anos. "A regra permanente é que o salário mínimo continue subindo e a geração de postos de trabalho e formalização de negócios continuem avançando", afirma.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), atualizados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o RN fechou os primeiros 11 meses do ano com um saldo de empregos de 14.511 - uma queda de 2,3%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os setores de comércio, serviços e construção civil foram os que fecharam os 11 meses com maior saldo de empregos no RN. Saldo é a diferença entre as contratações e demissões e serve como um termômetro para a geração de emprego formal no país.
Empregadores
Os dados divulgados pelo IBGE mostram ainda um recuo na renda dos empregadores, a nível de Brasil. Enquanto a renda dos empregados cresceu 15,8% (de R$ 1.018 para R$ 1.179), o rendimento real médio dos empregadores caiu 18,6% (de R$ 6.138 para R$ 4.994) entre 2000 e 2010. Para Aldemir Freire, economista e chefe do IBGE no RN, a queda na renda dos empregadores não é grave. Segundo ele, a redução pode ser apenas reflexo do alargamento da base de empregadores no país. "Novos empregadores costumam ter baixos rendimentos", explica.
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