Nos últimos dias os potiguares tem se deparado com inúmeras notícias que envolvem os gestores públicos.
Destaco a profusão de escaramuças envolvendo as diversas esferas administrativas sobre a maternidade/paternidade da crise em curso e, mais recentemente, os combates frontais entre os poderes.
O secretário de Planejamento do estado afirmou, sem meias palavras, que o governo está tecnicamente quebrado; o secretário de Administração ainda tem dúvidas sobre a capacidade do governo manter a folha de pagamento dos servidores em dia; ato contínuo, o governo decretou o corte de despesas de custeio da máquina estadual e limou o orçamento do TJ, MP, TCE, ALRN.
Pronto. Temos uma crise institucional.
Em uma velocidade cinco do créu a desembargadora Zeneide Bezerra deferiu pedido de liminar do MP assegurando o repasse integral do duodécimo ao órgão. Os demais só precisam seguir o exemplo e terão o mesmo resultado.
Somam-se ao périplo, as declarações infelizes de autoridades, uma enxurrada de notas de (des)esclarecimentos e muita desinformação.
O Judiciário não aceita reduções dos repasses. Tem despesas inadiáveis, urgentes, relevantes. O povo potiguar não terá Justiça sem tais repasses ou terá uma justiça pior.
A Corte de Contas não terá como exercer a sua mais nobre missão de recuperar milhões desencaminhados dos cofres públicos por larápios contumazes que se aninham nas "tetas" do poder.
O MP não conseguirá realizar sua missão de fiscalizar, de guardião da lei e da ordem.
A ALRN não brindará o povo potiguar com sua profícua produção de leis. Ficaremos privados das audiências públicas saneadoras de todas as mazelas, dos requerimentos definitivos e dos discursos memoráveis.
O Poder Executivo afirma que está quebrado e não tem como manter a "ostentação" dos demais poderes.
Afirma que todos terão que se adequar aos novos tempos de crise fiscal.
Afirma também que os serviços irão piorar ainda mais e que poderá não pagar os servidores.
Estamos a caminho da anomia? da barbárie?
Creio que já estamos passando do ponto. Para o bem da população e também para preservação das instituições é hora de colocar água fria na fervura e abrir diálogo, pois não é possível colocar os interesses corporativistas, as picuinhas, as desavenças, ou quaisquer outras questões acima do interesse da sociedade.
O "vil metal" é tão vital quanto o ar que se respira.
Atualização em 02/08: enfim, o convite ao diálogo (AQUI).
Atualização em 02/08: enfim, o convite ao diálogo (AQUI).
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