A esperança de vida ao nascer, que em 1980 era de 62,52 anos, passou a
73,76 anos em 2010. O acréscimo de 11,24 anos representa um aumento anual médio
de quatro meses e 15 dias. Foi observada uma redução na diferença regional ao
longo desses 30 anos.
O Nordeste, que tinha a esperança de vida mais baixa em
1980 (58,25 anos) teve um incremento de 12,95 anos no período, chegando a 71,20
anos, ligeiramente acima da região Norte, que anteriormente estava à sua frente
(de 60,75 para 70,76 anos).
Essa inversão se deve principalmente ao aumento de
14,14 anos na esperança de vida das mulheres nordestinas, que passou de 61,27
anos para 75,41, enquanto que a das mulheres da região Norte aumentou 10,62
anos, de 63,74 para 74,36 anos. A esperança de vida masculina no Nordeste (de
55,40 para 67,15 anos) também aumentou mais do que no Norte (de 58,18 para
67,57 anos), com menor evidência do que a feminina (9,39 contra 11,75 anos).
A região Sul permaneceu em primeiro lugar na esperança ao nascer
regional, passando de 66,01 anos em 1980 para 75,84 anos em 2010, um incremento
de 9,83 anos (o menor em termos regionais no período). No Sudeste a esperança
de vida ao nascer passou de 64,82 para 75,40 anos e, no Centro-Oeste, de 62,85
para 73,64 anos.
Esperança de vida das alagoanas
coloca seu estado à frente do Maranhão em 2010
Entre as unidades da Federação, a menor esperança de vida ao nascer para
ambos os sexos em 2010 foi registrada no Maranhão, 68,69 anos. Em 1980, Alagoas
detinha essa posição, com 55,69 anos, mas passou a 69,20 anos em 2010. Essa
mudança se deveu principalmente ao aumento de 15,13 anos na expectativa de vida
das mulheres alagoanas, que passou de 58,84 para 73,97 anos, enquanto que o
Maranhão passou a ter a menor esperança de vida feminina no país, 72,77 anos.
Entretanto, Alagoas manteve em 2010 a mais baixa expectativa ao nascer
masculina (64,60 anos), marca que já tinha em 1980 (52,73 anos).
O maior acréscimo na esperança de vida no período de 30 anos foi
registrado no Rio Grande do Norte, 15,85 anos para ambos os sexos, 14,65 para
homens e 17,03 para as mulheres.
Já a maior expectativa de vida para ambos os sexos em 1980 era a do Rio
Grande do Sul (67,83 anos) e passou a ser de Santa Catarina em 2010 (76,80
anos), estado que também apresentou as maiores esperanças de vida masculina
(73,73 anos) e feminina (79,90 anos) em 2010.
Em Alagoas, homens de 20 anos
têm 7,4 vezes mais chances de não chegar aos 25 anos do que mulheres
A diferença entre as esperanças de vida ao nascer das mulheres e dos
homens foi de 7,17 anos em 2010. Em 1980, essa diferença era de 6,07 anos. A
sobremortalidade masculina ficou evidente em todas as faixas etárias em 2010,
com pico no grupo de 20 a 24 anos: a probabilidade de um homem de 20 anos não
chegar aos 25 era 4,4 vezes maior do que esta mesma probabilidade para a
população feminina.
Em 2010, a maior diferença das expectativas de vida ao nascer entre
homens e mulheres foi encontrada em Alagoas. As mulheres alagoanas vivem em
média 9,37 anos a mais do que os homens, consequência de Alagoas ser o estado
que apresentou a maior sobremortalidade masculina no grupo de 20 a 24 anos, 7,4
vezes a mortalidade de mulheres na mesma faixa etária. Em 1980, essa diferença
era de 1,7 vez, uma das mais baixas do país. Naquele ano, a maior
sobremortalidade masculina nesse grupo etário havia sido foi registada no Rio
de Janeiro (3,0 vezes).
Mortalidade infantil caiu de
69,1‰ em 1980 para 16,7‰ em 2010
Em 1980, ocorriam no Brasil 69,1 óbitos de crianças menores de um ano de
idade para cada mil nascidos vivos; chegando a 16,7 óbitos 30 anos depois.
Neste período deixaram de morrer 52 crianças menores de um ano de vida para mil
nascidos vivos, representando um declínio nos níveis de mortalidade infantil de
75,8%.
Entre os fatores que contribuíram para essa mudança, destacam-se: o
aumento da escolaridade feminina, a elevação do percentual de domicílios com
saneamento básico adequado (esgotamento sanitário, água potável e coleta de
lixo), a diminuição da desnutrição infanto-juvenil e um maior acesso da
população aos serviços de saúde, proporcionando uma relativa melhoria na
qualidade do atendimento pré-natal e durante os primeiros anos de vida dos nascidos
vivos. Também são notáveis as ações diretamente realizadas no intuito de
reduzir a mortalidade infantil: campanhas de vacinação em massa, atenção ao
pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, entre outras.
Nordeste tem a maior queda na
mortalidade infantil, de 97,1‰ para 23,0‰
Entre as regiões, o Nordeste manteve a maior taxa de mortalidade
infantil, apesar de também ter registrado a maior queda entre 1980 (97,1‰) e
2010 (23,0‰). A região Sul, que já tinha a menor taxa em 1980 (46,0‰) manteve a
posição em 2010, com 10,1‰. Entre os estados, foram observadas grandes
variações. Em 2010, a menor taxa de mortalidade infantil era em Santa Catarina
(9,2‰) e a maior em Alagoas (30,2‰). A maior queda na taxa no período foi
registrada na Paraíba, de 117,1‰ para 22,9‰.
Santa Catarina tem a menor taxa
de mortalidade na infância, 11,2‰
O mesmo comportamento da taxa de mortalidade infantil foi observado na
mortalidade da infância (de crianças até cinco anos de idade). Em 2010, a taxa
de mortalidade na infância foi de 19,4‰, redução de 64,6% em relação a 1980,
quando o valor era de 84,0‰.
A menor taxa de mortalidade na infância foi observada em Santa Catarina,
11,2 óbitos de menores de cinco anos para mil nascidos vivos, enquanto a maior
foi registrada em Alagoas, 33,2‰. Entre 1980 e 2010, a maior redução foi
observada na Paraíba, onde 128,7 crianças menores de cinco anos deixaram de
falecer para cada mil nascidos vivos, passando de 155,0‰ para 26,3‰ nesse
período de 30 anos.
Comunicação
Social - IBGE
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