De acordo com o FMI, a Rússia crescerá 3%, a Índia, 5,1%, a China, 7,3% e a África do Sul, 2,9%. Já o crescimento global foi projetado em 2,9%, em 2013, subindo para 3,6% em 2014.
O crescimento nos principais mercados emergentes, embora ainda forte, deverá ser mais fraco do que a previsão do FMI anunciada anteriormente.
O fundo, no entanto, considera um movimento natural, após os estímulos para o enfrentamento da crise. A organização destaca ainda que os gargalos estruturais na infraestrutura, mercados de trabalho e de investimento também têm contribuído para desaceleração em muitos mercados emergentes.
Análise
Segundo o chefe da Divisão de Estudos Econômicos Globais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Thomas Helbling, o Brasil vem navegando nos últimos dois anos “em um ambiente difícil”, com a crise na zona do euro, mudança dos preços internacionais das commodities e ainda tendo que se ajustar internamente à mudança do cenário global.
Um dos principais desafios do País, de acordo com ele, é melhorar a infraestrutura e retirar barreiras que estão impedindo a expansão do investimento privado. Muitas áreas mostram esgotamento e isso precisa ser resolvido, disse ele. Helbling frisou que há uma complementaridade entre investimento público e privado e que este último só vai deslanchar quando o setor público fizer seu papel.
Pouco antes, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, já havia ressaltado a necessidade de reformas estruturais para fazer os países emergentes voltarem a crescer em ritmo mais forte.
Após o FMI manter a projeção de crescimento da economia brasileira para 2013 e reduzir a de 2014, a presidente Dilma Rousseff defendeu que o País sente os efeitos da crise, mas tem optado por uma outra saída, ao criar empregos e garantir políticas sociais. “Desde a eclosão da crise em 2008, a mensagem do Brasil tem sido clara: a saída da crise não virá pela redução da renda dos trabalhadores, pela diminuição do emprego formal, pela restrição às liberdades sindicais ou pela degradação das políticas sociais”, afirmou, ao discursar na abertura da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, em Brasília.
Expectativas sobre o Brasil em 2009:
- Capa da revista em matéria de novembro de 2009
A realidade:
Capa da revista "The Economist" publicada recentemente
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