A governadora Rosalba Ciarline tenta
recuperar parte do capital eleitoral para se apresentar como candidata viável em
2014. O cenário atual indica enormes dificuldades para o fechamento de
alianças. Já desembarcaram do governo o partido do vice-governador, ainda no
primeiro ano, o PMDB, o grupo que integra o PROS e o PR praticamente anunciou a
data de saída. Até o DEM, partido ao qual Rosalba pertence, parece não muito
animado com a candidatura própria e, por isso mesmo, ainda não descarto a
migração da governadora para o PP (comandado no RN por Betinho Rosado).
Imaginar o DEM boicotando a submissão
da candidatura a reeleição de sua única governadora ao crivo popular para
tentar viabilizar uma aliança política numa chapa proporcional é, no mínimo, esdrúxulo.
É desejável e necessário supor que os óbices (se é que existem) são provenientes
do atual quadro de desgaste administrativo vivenciado pela governadora e/ou
pelo reiterado posicionamento divergente da governadora em relação a oposição
sistemática que o DEM faz ao governo federal.
Assim, a sigla entendendo como não recomendável
encampar o projeto de reeleição, tendo necessariamente que apresentar à
justificativa, abriria as portas para a saída da governadora a fim de lhe
garantir a possibilidade de se submeter ao julgo eleitoral. Ou seja, continuo
acreditando na candidatura de Rosalba (DEM ou PP).
O PT já anunciou que não terá
candidato do partido ao governo. A candidatura de Fernando Mineiro foi
desautorizada pela Executiva Nacional e as forças serão concentradas na
candidatura ao senado. A princípio, tem-se o nome da deputada federal Fátima
Bezerra como o mais provável.
A nova posição petista, parece-me
sinalizar, de forma cada vez mais clara, o esforço que o deputado Henrique
Alves tem empreendido para formar um grande arco de apoiadores para sua
candidatura ao governo. Já escrevi AQUI sobre o ativismo do deputado e a sua indisfarçável
luta para formar um “chapão”.
Considero Henrique como candidato. Então,
já temos: Rosalba x Henrique.
A afirmação que Robinson Faria (PSD) fez
sobre sua decisão de ser candidato a governador gerou apreensão entre alguns “colaboradores”
e defensores do “acordão” (expressão cunhada por Robinson para designar a
movimentação de Alves). Algumas recomendações sutis foram graciosamente vazadas
na blogosfera e todas procuraram chamar o vice-governador a refletir sobre sua
suposta precipitação em reafirmar que será candidato, mesmo que não tenha
apoiadores de peso.
Robinson é candidato desde o dia em
que anunciou seu rompimento com a governadora e somente agora algumas “vozes”
pedem cautela e para aguardar mais um pouco. Esperar o que? Alves posicionar
todas as suas peças no tabuleiro e anunciar o xeque-mate.
Os “conselhos” também se estenderiam a
ex-governadora Vilma de Faria. Alguns sutis. Outros vão direto ao ponto sem
meias palavras: Caso não se alinhe ao projeto “acordão” para levar Alves ao
governo terá sérios problemas com esqueletos jurídicos que estariam
providencialmente (e momentaneamente) trancafiados no armário. Essa linha de raciocínio
fulminam a responsabilidade e a liberdade que se espera das instituições e macula
a imagem de Henrique que, até onde se sabe, não usa de seu prestígio para
atrasar ou atrapalhar andamento de processos e investigações.
Outra bizarrice é o anúncio do que
estaria à disposição de Vilma caso tope apoiar a candidatura de Alves. “Garantia”
de eleição para deputada federal e “estrutura” para viabilizar a reeleição de
Márcia Maia para a AL-RN. Além, evidentemente, da permanência dos “esqueletos”
no armário. Parece brincadeira? Mas é isso que estamos lendo nas entrelinhas do
noticiário político ou de forma mais rasgada na blogosfera.
Respeito às instituições? Nem pensar. Benefício
da dúvida sobre os supostos atos ilícitos cometidos na gestão anterior? Nada disso.
Combinar com o povo? Absolutamente desnecessário.
Ademais, considerar plausível tantas
confabulações depõe contra a capacidade e a história política de Henrique
Alves. O bacurau-mor, herdeiro político legítimo de Aluísio Alves, vive seu
melhor momento e tem capacidade para aglutinar inúmeros apoiadores (o PMDB é o
maior partido do RN) sem precisar recorrer ao jogo “bruto e sujo” que se
depreende da leitura de algumas fontes.
Portanto, considero Robinson candidato a
governador e Vilma a senadora.
Temos para o governo: Rosalba x
Henrique x Robinson e para o senado: Fátima x Vilma.
Na chapa proporcional? Salada mista.
Quem seria a senadora de Rosalba? Ficaria
neutra em caso de continuar no DEM ou apoiaria Fátima, considerando-se a
migração para o PP (partido da base aliada da presidente) e o apoio a Dilma
Roussef?
Salada mista...
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