sábado, 2 de novembro de 2013

SALADA MISTA NA POLÍTICA POTIGUAR 2

A governadora Rosalba Ciarline tenta recuperar parte do capital eleitoral para se apresentar como candidata viável em 2014. O cenário atual indica enormes dificuldades para o fechamento de alianças. Já desembarcaram do governo o partido do vice-governador, ainda no primeiro ano, o PMDB, o grupo que integra o PROS e o PR praticamente anunciou a data de saída. Até o DEM, partido ao qual Rosalba pertence, parece não muito animado com a candidatura própria e, por isso mesmo, ainda não descarto a migração da governadora para o PP (comandado no RN por Betinho Rosado).
Imaginar o DEM boicotando a submissão da candidatura a reeleição de sua única governadora ao crivo popular para tentar viabilizar uma aliança política numa chapa proporcional é, no mínimo, esdrúxulo. É desejável e necessário supor que os óbices (se é que existem) são provenientes do atual quadro de desgaste administrativo vivenciado pela governadora e/ou pelo reiterado posicionamento divergente da governadora em relação a oposição sistemática que o DEM faz ao governo federal.
Assim, a sigla entendendo como não recomendável encampar o projeto de reeleição, tendo necessariamente que apresentar à justificativa, abriria as portas para a saída da governadora a fim de lhe garantir a possibilidade de se submeter ao julgo eleitoral. Ou seja, continuo acreditando na candidatura de Rosalba (DEM ou PP).
O PT já anunciou que não terá candidato do partido ao governo. A candidatura de Fernando Mineiro foi desautorizada pela Executiva Nacional e as forças serão concentradas na candidatura ao senado. A princípio, tem-se o nome da deputada federal Fátima Bezerra como o mais provável.
A nova posição petista, parece-me sinalizar, de forma cada vez mais clara, o esforço que o deputado Henrique Alves tem empreendido para formar um grande arco de apoiadores para sua candidatura ao governo. Já escrevi AQUI sobre o ativismo do deputado e a sua indisfarçável luta para formar um “chapão”.
Considero Henrique como candidato. Então, já temos: Rosalba x Henrique.
A afirmação que Robinson Faria (PSD) fez sobre sua decisão de ser candidato a governador gerou apreensão entre alguns “colaboradores” e defensores do “acordão” (expressão cunhada por Robinson para designar a movimentação de Alves). Algumas recomendações sutis foram graciosamente vazadas na blogosfera e todas procuraram chamar o vice-governador a refletir sobre sua suposta precipitação em reafirmar que será candidato, mesmo que não tenha apoiadores de peso.
Robinson é candidato desde o dia em que anunciou seu rompimento com a governadora e somente agora algumas “vozes” pedem cautela e para aguardar mais um pouco. Esperar o que? Alves posicionar todas as suas peças no tabuleiro e anunciar o xeque-mate.
Os “conselhos” também se estenderiam a ex-governadora Vilma de Faria. Alguns sutis. Outros vão direto ao ponto sem meias palavras: Caso não se alinhe ao projeto “acordão” para levar Alves ao governo terá sérios problemas com esqueletos jurídicos que estariam providencialmente (e momentaneamente) trancafiados no armário. Essa linha de raciocínio fulminam a responsabilidade e a liberdade que se espera das instituições e macula a imagem de Henrique que, até onde se sabe, não usa de seu prestígio para atrasar ou atrapalhar andamento de processos e investigações.
Outra bizarrice é o anúncio do que estaria à disposição de Vilma caso tope apoiar a candidatura de Alves. “Garantia” de eleição para deputada federal e “estrutura” para viabilizar a reeleição de Márcia Maia para a AL-RN. Além, evidentemente, da permanência dos “esqueletos” no armário. Parece brincadeira? Mas é isso que estamos lendo nas entrelinhas do noticiário político ou de forma mais rasgada na blogosfera.
Respeito às instituições? Nem pensar. Benefício da dúvida sobre os supostos atos ilícitos cometidos na gestão anterior? Nada disso. Combinar com o povo? Absolutamente desnecessário.
Ademais, considerar plausível tantas confabulações depõe contra a capacidade e a história política de Henrique Alves. O bacurau-mor, herdeiro político legítimo de Aluísio Alves, vive seu melhor momento e tem capacidade para aglutinar inúmeros apoiadores (o PMDB é o maior partido do RN) sem precisar recorrer ao jogo “bruto e sujo” que se depreende da leitura de algumas fontes.
Portanto, considero Robinson candidato a governador e Vilma a senadora.
Temos para o governo: Rosalba x Henrique x Robinson e para o senado: Fátima x Vilma.
Na chapa proporcional? Salada mista.
Quem seria a senadora de Rosalba? Ficaria neutra em caso de continuar no DEM ou apoiaria Fátima, considerando-se a migração para o PP (partido da base aliada da presidente) e o apoio a Dilma Roussef?

Salada mista...

Nenhum comentário:

Postar um comentário