Faz algum tempo que
comparei os postulantes e principais atores da cena política potiguar as
personagens do desenho animado “Corrida Maluca” (AQUI) e chamei atenção, em outra postagem (AQUI), para a
profusão de análises e apostas que os “oráculos” faziam ainda em 2013.
Eis um trecho:
“A
política em nosso estado está a pleno vapor. Até parece que teremos eleições
amanhã...
Respira-se política 24 horas e a
carreira desabalada que se imprime ao processo eleitoral só é confrontada pela
realidade imposta pelo calendário eleitoral.
Os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral são detalhes, digamos... inconvenientes, para alguns prognosticadores que insistem em dar conselhos aos ‘políticos’.
Políticos na ativa, ex-políticos 'ressuscitados' e demais militantes políticos, em outros termos, o séquito que se supunha ser formado por profissionais... Esqueceram ou nunca souberam fazer ‘política’.
Os oráculos propugnam caminhos e verdades absolutas... E pela diversidade de opiniões alguém... acertará.”
Ora, ora... Com o
anúncio de Henrique Alves que chegou a sua hora, eis que “pipocam” os pais e
mães da notícia. Muitos realmente acertaram, pois basta consultar a área de
postagens mais antigas dos referidos “adivinhadores” que se encontrará farto
material para sustentar qualquer nome da política potiguar.
Por aqui (no blog
Sertão Potiguar), percebendo que as apostas eram aleatórias, também fiz as
minhas “projeções” e não é que acertei também. Reconheço que não teria como
errar, pois utilizei o mesmo “método” de apostar em todas as candidaturas mais
competitivas. (por exemplo: AQUI)
Leiam:
Sobre a candidatura
de Rosalba
“Imaginar o DEM boicotando a submissão da
candidatura a reeleição de sua única governadora ao crivo popular para tentar
viabilizar uma aliança política numa chapa proporcional é, no mínimo,
esdrúxulo. É desejável e necessário supor que os óbices (se é que existem) são
provenientes do atual quadro de desgaste administrativo vivenciado pela
governadora e/ou pelo reiterado posicionamento divergente da governadora em
relação a oposição sistemática que o DEM faz ao governo federal.”
Sobre o posicionamento do
PT
“O PT já anunciou
que não terá candidato do partido ao governo. A candidatura de Fernando Mineiro
foi desautorizada pela Executiva Nacional e as forças serão concentradas na
candidatura ao senado. A princípio, tem-se o nome da deputada federal Fátima
Bezerra como o mais provável.
A nova posição
petista, parece-me sinalizar, de forma cada vez mais clara, o esforço que o
deputado Henrique Alves tem empreendido para formar um grande arco de
apoiadores para sua candidatura ao governo. ”
Sobre Henrique
Sobre Robinson e alguns
“conselhos” graciosos sobre sua precipitação em se lançar candidato
“Robinson é candidato desde o dia em que anunciou
seu rompimento com a governadora e somente agora algumas ‘vozes’ pedem cautela
e para aguardar mais um pouco. Esperar o que? Alves posicionar todas as suas
peças no tabuleiro e anunciar o xeque-mate.”
Sobre Vilma e os
“conselhos” cifrados e outros escancarados
“Os ‘conselhos’ também se estenderiam a
ex-governadora Vilma de Faria. Alguns sutis. Outros vão direto ao ponto sem
meias palavras: Caso não se alinhe ao projeto ‘acordão’ para levar Alves ao
governo terá sérios problemas com esqueletos jurídicos que estariam
providencialmente (e momentaneamente) trancafiados no armário.”
Resumindo:
“Temos para o
governo: Rosalba x Henrique x Robinson e para o senado: Fátima x Vilma.
Na chapa
proporcional? Salada mista.
Quem seria a
senadora de Rosalba? Ficaria neutra em caso de continuar no DEM ou apoiaria
Fátima, considerando-se a migração para o PP (partido da base aliada da
presidente) e o apoio a Dilma Roussef?”
Acertei muita coisa? Sim, mas em outros
posts fiz apostas totalmente contrárias ao que se anuncia. Fiz isso para
demonstrar que os adivinhadores usaram do mesmo expediente e agora podem dizer:
“eu já sabia”.
Quando foi que escrevi o post com os
acertos? Em novembro de 2013. (AQUI)
Para concluir
Num cenário político como o do RN com tão
poucas opções, basta antecipar os poucos cenários e aguardar.
Em outubro de 2013:
“Todos sabem que as
decisões cabem a uns poucos caciques que comandam os grupos políticos,
mas até a hora da ‘onça’ beber a água, tem-se uma longa preliminar em que,
graças a boa democracia, todos dão palpites, concordam ou não, decidem os rumos
de partidos, fazem coligações, estabelecem as diretrizes da campanha, os mais
eufóricos comemoram a vitória que ainda não ocorreu e desdenham dos derrotados
do futuro...
Parodiando
um ex-ministro da era FHC: estamos vivenciando o período de uma verdadeira
masturbação eleitoral...
Viva a democracia!!!”

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