domingo, 25 de maio de 2014

A política potiguar e as aventuras do chapolin-verde-limão

O acordão capitaneado por Henrique é uma realidade.

Robinson (PSD) e Fátima (PT) também estão em campo.

Rosalba não tem apoio do cacique-mor do DEM e, portanto, não conseguirá viabilizar um palanque.

Parece tudo normal. Campanha a pleno vapor.

Mas...

A campanha desbragada que vem ocorrendo deveria merecer reprimendas severas dos operadores do direito, especialmente, dos membros da Justiça Eleitoral.

O abuso é nítido, mas o silêncio obsequioso de quem tem prerrogativa para coibir tais práticas tem prevalecido. Quando muito, alguém estrebucha aqui e ali.

Apenas nos últimos dias, Henrique inaugurou uma ponte de mão única no Riacho da Cruz, construída com recursos do DNOCS, em que a solenidade se converteu desassombradamente num grande evento político-partidário.

Henrique disse que a construção reparou a “maior humilhação” que os moradores do bairro Acampamento teriam sofrido por décadas. E o redentor? Henrique.

Abro um parêntese sobre a declaração: considerando que o açude foi construído pelo DNOCS, considerando que a ponte foi construída em área pertencente ao próprio DNOCS, depreende-se que a tal “humilhação” tenha sido praticada pelo DNOCS? Bem, caso o deputado tenha formulado a frase desconsiderando tais aspectos, pode-se dizer que cometeu um “sincericídio”.

Depois o “candidato-em-ação” desembarcou em Currais Novos para resolver o problema da falta de água que atormenta os moradores do município. Prontamente sacou sua arma secreta, o celular, disparou uma ligação para o ministro da Integração Nacional e garantiu o repasse de R$ 25 milhões para construção de uma adutora de engate rápido.

Henrique satisfeito, bradou: "Não contavam com minha astúcia".

O “Chapolin-Verde-limão” não satisfeito garantiu 5 mil casas para Natal, solucionou o problema do Hospital de João Câmara, assinou convênios com vários prefeitos potiguares, como representante da FUNASA (?), garantindo importantes investimentos em saneamento básico e, ainda encontrou tempo para presidir a Câmara dos Deputados... Ufa!


PS:
Antes que algum mal humorado não entenda a alcunha de Chapolin-verde-limão, explico:


No programa (Chapolin Colorado) sempre que alguém estava em apuros perguntava: “e agora quem poderá me ajudar?” e o Chapolin aparecia. Sempre criava muitas confusões, mas no final tudo ficava bem.

PS 2:
Pelo dedo se conhece o gigante e logo após a copa o RN assistirá o maior rolo compressor da história política deste “pobre torrão”.


Henrique Alves: o nosso Chapolin-verde-limão

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