A grande questão que ainda resta na definição das candidaturas ao governo do estado será definida amanhã na reunião do Diretório Estadual do DEM: Rosalba será ou não candidata a reeleição?
Vou tentar responder a questão reproduzindo alguns trechos de matérias publicadas sobre o imbróglio:
Duas teses:
"De um lado o grupo alinhado com o senador, que defende a prioridade para a eleição proporcional e, portanto, que a legenda não lance candidato na majoritária. Do outro, o grupo que se identifica com o projeto da governadora e insiste que ela não pode perder a oportunidade de tentar a reeleição." (TN)
Os argumentos de Agripino (os publicáveis):
"Agripino quer evitar que Rosalba tente a reeleição. Na próxima reunião do DEM, dirá que a popularidade de Rosalba está no subsolo e que ela corre o risco de se tornar inelegível em razão de processos na Justiça Eleitoral" (Revista Época)
Assim, entre o risco de perder dedos (três deputados estaduais e um federal) e anel (única governadora do partido), imole-se o segundo, pois a impopularidade (reafirmada por Agripino) e a inelegibilidade já demonstrariam o "insucesso" de uma campanha a reeleição.
Agripino já decidiu o apoio a Henrique:
"A decisão sobre quem está certo, Agripino ou Rosalba, será tomada, provavelmente, nesta segunda-feria, quando seu diretório se reunirá para analisar a proposta do senador – de apoiar o PMDB, partido com o qual ele já se comprometeu a apoiar, segundo revelou Henrique Alves nos bastidores políticos do RN." (Jornal de Hoje)
Algumas análises indicam que José Agripino estaria pensando em 2018, pois teria uma vida mais fácil para sua própria reeleição para o senado, considerando que Wilma de Faria seria eleita agora e deixaria o campo aberto para ele e Garibaldi.
Não creio que Agripino esteja preocupado com 2018. Ele sabe que, mesmo Wilma sendo eleita, terá que enfrentar outros nomes fortes, como: Fátima Bezerra, Robinson Faria, Ricardo Motta, João Maia, Rosalba Ciarline...
O grande trunfo de Henrique para conquistar Agripino ainda não foi revelado, mas tem circulado em off na alta cúpula dos Democratas.
A aliança teria raízes em eventos que ocorreram no alvorecer do século XXI...
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