segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Carta aberta aos amigos de Getúlio Rêgo

Getúlio Rêgo: trajetória política marcada pela fidelidade ao partido, aos amigos e a sua principal liderança, Agripino Maia

 

Muitas coisas têm sido ditas em relação ao posicionamento político do deputado Getúlio Rêgo.

Algumas coisas são totalmente injustas e fruto da maledicência e/ou do desconhecimento mesmo do histórico político e de vida de Getúlio Rêgo.

A principal característica política do deputado é sua fidelidade ao partido, aos amigos e ao principal líder do Democratas no RN, o Senador José Agripino.

E a principal característica que tem pautado a ação do deputado é esta: fidelidade.

Um pouco de história é necessário.

O deputado Getúlio Rêgo ingressou na política em 1982, exatamente, ao lado de José Agripino. Na referida eleição, contrariando todos os prognósticos, Getúlio Rêgo se elegeu deputado estadual pela primeira vez. Realizou uma campanha épica, sem grandes apoios de lideranças, conquistando os votos necessários a sua eleição pelo trabalho realizado na área da saúde.

O Médico Amigo não é apenas um slogan. É um traço determinante do caráter deste grande Homem Público. O “Amigo” é fiel, sempre.

A partir de sua estreia na política, JAMAIS, eu disse, JAMAIS, esteve numa posição política diferente daquela adotada pelo partido. O partido mudou de nome, mas Getúlio não mudou de lado.

O partido foi derrotado em 1986 e numa época que não existia fidelidade partidária, o “Amigo” continuou firme na oposição. Ficou exatamente na função que o povo lhe confiou. 

Pode-se comparar a sua trajetória com outros tantos políticos que já mudaram mais de partido e de lado que cobra muda de pele.

O “Amigo”, desde que ingressou na política, esteve quase sempre na OPOSIÇÃO. Não é um oportunista, adesista ou algo assim, como alguns querem taxá-lo.

Elegeu-se, sempre, desde então, sem capitular ao poder econômico. Querer insinuar que seu posicionamento político atual poderia ser resultado de algum benefício econômico pessoal é desconhecimento e/ou má-fé.

O “Amigo” não capitulou aos encantos da venda da COSERN e percorreu o Alto Oeste ao lado de Agripino, na campanha do “milhão contra o tostão”. Agripino entrou numa campanha contra Garibaldi em que sabia que o “saco de dinheiro da venda da COSERN” seria um atrativo irresistível para as lideranças e que sua derrota era certa.

Para aqueles que não têm memória é só pesquisar aí no Google. O “Amigo” não só fez oposição ao governo como teve a coragem de presidir a CPI da COSERN, que foi solenemente sepultada pela máquina do governo estadual.

Naquela época, contavam-se nos dedos as lideranças que permaneceram na oposição.

Mais uma. 

Sendo um deputado, quase sempre, de oposição ao governante de ocasião eis que o deputado apoiou a candidatura de Wilma de Faria, no segundo turno, quando a governadora se elegeu governadora em 2002.

Ainda em 2005, com Leonardo Rêgo, seu filho, prefeito de Pau dos Ferros enfrentando enormes dificuldades administrativas (portanto, precisando do apoio do governo estadual), iniciou-se a aproximação entre Agripino e Garibaldi. Em 2006, formalizou-se a aliança Agripino/Garibaldi e Getúlio não teve dúvidas em seguir a decisão do partido. Tornou-se novamente um deputado de oposição ao governo.

Wilma se reelegeu e Getúlio permaneceu na oposição.

Quando a maioria segue quase que automaticamente a subida da rampa da governadoria e adere aos governantes de ocasião eis que o “Amigo” quase sempre foi oposição e quando ajudou a eleger o governante não titubeou em seguir o rumo da oposição (aderir para o lado perdedor não é fácil e quase ninguém faz isso na política).

Recentemente, quase todas as lideranças políticas do estado que estiveram ao lado de Rosalba, simplesmente, desembarcaram do governo e o “Amigo” continua lá defendendo o governo como Líder.

O episódio recente revela a hierarquia que adotei para descrever o comportamento do deputado: primeiro a fidelidade ao partido. Por isso, Getúlio até para surpresa de alguns, principalmente daqueles que não conhecem sua trajetória, posicionou-se favorável e abertamente a candidatura própria. Fez o que pode para ajudar a viabilizar a candidatura à reeleição de Rosalba Ciarline.

O projeto de reeleição foi vencido, por decisão majoritária do partido.

O partido formalizou uma coligação na chapa proporcional com o PMDB. Aspecto que muitos também esquecem.

Não existindo mais perspectiva de retrocesso em tal posição majoritária do Democratas, pergunta-se: que posicionamento esperar de Getúlio?

Continuar fiel ao partido, aos amigos e ao líder José Agripino. Isso não é mudar de lado. Isso não é oportunismo. O “Amigo” jamais agiu assim e quem nunca teve tal comportamento oportunista, credenciou-se a merecer mais respeito de todos que têm algum apego a realidade.

Pode-se não concordar com as posições ideológicas do deputado, mas não se pode desconhecer que seu comportamento sempre foi coerente.

Alguém já pensou por que Getúlio Rêgo vem ouvindo tanto as lideranças locais? De novo: coerência e lealdade. Tem prejudicado o andamento de sua campanha para ouvir, ouvir e ouvir.

Todos que têm Getúlio como referência política sabem que podem contar com seu trabalho e apoio. O “Amigo” não tem o hábito de trocar seus correligionários por estarem ou não no poder nos municípios.

O “Amigo” faz política com lealdade. E quem é fiel espera o quê? 

Não adianta querer explicar aos que não gostam de Getúlio como é sua atuação. Alguns até aprendem como o “Amigo” trabalha nos piores momentos da vida, mas isso é outra história.

Getúlio tem uma trajetória política retilínea, portanto, mesmo aqueles que não gostam de sua posição ideológica deveriam respeitar o Homem Público que tanto já fez por inúmeros potiguares. 

Respeitem sua característica de lealdade ao partido, aos amigos e amigas e a Agripino e não coloquem isso como algo negativo.

O “Amigo” já ajudou muitas lideranças que, atualmente, visualizam apenas o momento e as questões paroquiais (não estou desconhecendo que sejam importantes), mas é hora de reciprocidade.

Nas campanhas municipais não será Getúlio que fará imposições aos seus apoiadores para que esse ou aquele desafeto político seja impedido de participar das campanhas.

Agora é hora daqueles que reconhecem seu histórico de serviços prestados e a sua importância em diversos momentos difíceis da vida de ouvir o que o “Amigo” tem a dizer.

Ouçam-no e nem queiram explicar isso aos que não gostam de GETÚLIO RÊGO por que eles não vão entender. Jamais quiseram e não será agora que isso ocorrerá.

Creio que o “Amigo” merece nosso voto de confiança e a decisão que tomar não será circunstancial, não será oportunista, pois jamais foi assim. 

Aos que conhecem o deputado, peço-lhes que reflitam e busquem na memória visualizar quem estava ao seu lado nas últimas disputas políticas, nos momentos difíceis e pensem com quem você contará no futuro.

É um exercício relativamente fácil e nos trás uma resposta convicta. 

Quem conhece e respeita o “Amigo” não tem motivo para desconfiar de suas ações e isso não significa dizer que todos tenham que votar em todos os candidatos sugeridos e apoiados por Getúlio Rêgo, mas apenas reconhecer que numa relação entre amigos tem que existir reciprocidade.

Nas eleições municipais o “Amigo” apoia sem impor condições e, agora, ele tem que ficar à vontade para decidir conforme a sua trajetória e consciência.

Ser amigo é confiar, sem precisar ficar dando explicações a quem jamais compreenderá o sentido de uma verdadeira amizade.


#fechadocomgetúliorêgo.

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