quarta-feira, 27 de agosto de 2014

debate na band: aécio x marina

Ainda no segundo bloco, o sorteio brindou a platéia com a possibilidade de Aécio dirigir uma pergunta a Marina, cujo desempenho ameaça privá-lo do segundo turno. “Candidata, a senhora tem falado muito sobre a nova política. Logo que assumiu sua candidatura, apressou-se em dizer que não subiria em determinados palanques. Entre eles o de um dos mais íntegros e preparados homens públicos do país, o governador Geraldo Alckmin. Dias depois, disse que gostaria de governar o país com o apoio de José Serra, o mesmo a quem a senhora negou apoio em 2010. Será que a nova política não precisaria ter também uma boa dose de coerência?
Marina teve, então, a chance de reentoar o discurso que vem encantando o pedaço do eleitorado que está de saco cheio do Fla-Flu que domina a política nacional desde a sucessão 1994. “Eu me sinto inteiramente coerente. Defender a nova política é combater sobretudo a velha polarização que, há 20 anos tem se constituído num verdadeiro atraso para o nosso país.”
Prosseguiu, peremptória: “A polarização PT-PSDB já deu o que tinha de dar. Quando eu disse que não ia subir nos palanques que não havia antes acordado com nosso saudoso Eduardo Campos, mantive a coerência exatamente porque não queria favorecer os partidos da polarização. E quando digo que quero governar com os melhores do PT, do PSDB, do PMDB é porque reconheço que existem pessoas boas em todos os partidos.”
Marina finalizou a resposta dizendo que, eleita, escalará uma “nova seleção”, tirando “do banco de reservas pessoas como o senador Pedro Simon, Eduardo Suplicy…” Declarou que, ao se referir a Serra, “estava dizendo que tenho a certeza de que, quando eu ganhar a Presidência, ele não haverá de ir pelo caminho mesquinho da oposição pela oposição, que só vê defeitos, mesmo quando os acertos são evidentes. É o caso do Bolsa Família, que o PSDB tem muita dificuldade de reconhecer. Ou da situação pela situação que só vê virtudes, mesmo quando os defeitos são evidentes, como é o caso da volta da inflação, do baixo crescimento e de todo o retrocesso que temos na política macroeconômica, que o PT tem dificuldade de reconhecer e corrigir. Eu me sinto inteiramente coerente com a renovação da política.”
Na réplica, Aécio disse ter dificuldades para entender a pregação que parece ter encantado uma fatia expressiva do eleitorado. Recuou no tempo: “Acredito que existe de verdade a boa e a má política. Não posso crer que homens como Ulysses Guimarães, Miguel Arraes e Tancredo Neves praticavam a velha política. E a boa política pressupõe coerência. Estou aqui acreditando no que sempre acreditei.”
Na sequência, Aécio insinuou que a ex-petista Marina foi contra as boas iniciativas da fase FHC. “Eu acreditava que a estabilidade da moeda era essencial para que o Brasil voltasse a crescer, acreditei que a Lei de Responsabilidade Fiscal iniciaria um novo momento, que as privatizações eram essenciais para esse mesmo crescimento econômico. Fizemos tudo isso com a oposição do seu partido à época, o PT.”
Marina não se deu por achada: “Sua fala, candidato Aécio, reforça exatamente o meu argumento. Acredito na política que pratiquei no Congresso Nacional. Por exemplo: quando foi a votação da CPMF, ainda que o meu partido fosse contra, em nome da Saúde, eu votei favoravelmente mesmo sendo o governo do PSDB. Quando foi o Protocolo de Kioto, fui eu que ajudei a aprovar porque senão seria uma vergonha. Mas infelizmente não é a mesma postura que você, juntamente com o PT, tem nessa relação PT-PSDB, que é uma relação que coloca o Brasil desunido e aparta o Brasil. Nós precisamos unir.”
blog do Josias

Nenhum comentário:

Postar um comentário