Em explanação no Fórum de Defesa da Saúde do RN hoje pela manhã na sede da OAB, o Secretário estadual de Saúde pública, Luiz Eduardo Fonseca elegeu três vilões para a crise que prenuncia o colapso na rede pública: a folha de servidores, os municípios e o governo federal.
O secretário defendeu a urgente redução do numero de hospitais regionais do RN. “Não há recursos para manter 29 hospitais atualmente. Devemos reduzir para dez somente. O restante poderá se transformar em UPA , prontos–socorro e unidades de atenção à família”, frisou.
As declarações de Luiz Roberto, que admite um Estado devedor a fornecedores e cooperativas, vieram após o anúncio de uma dívida de R$ 40 milhões dada ontem pelo secretário de Saúde de Natal, Cipriano Maia.
Para o gestor estadual que confirma a dívida, o Estado não tem recebido repasses do Fundo de participação do Estado (FPE) do Governo Federal. “ Existe também uma falta de reajuste dos pagamentos dos procedimentos do SUS que não cobre os nossos custos”, disse ele.
O custo com o pagamento de pessoal, segundo Luiz Roberto, é outro responsável pela crise estabelecida. Segundo o secretário, 70% do orçamento destinado à saúde, é utilizado para pagamento de servidores. “Também para o pagamento de cooperativas e terceirizados. Só nos sobra 30% para os procedimentos”.
“Os municípios também foram culpados pelos secretários. “Eles invadem nossa área de atuação, não cumprem a pactuação de saúde exigida gerando mais custos ao estado”, disparou.
O Fórum Estadual em Defesa da Saúde Pública debate alternativas que possam solucionar a crise anunciada do sistema de saúde pública do Estado.
Portal no Ar
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