"Pai Agripino de Oxossi" (orixá que representa a ligeireza, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para capturar a caça. É um orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. É o caçador de axé, aquele que busca as coisas boas para um ilé, aquele que caça as boas influências e as energias positivas.) preocupado com a falta de rumo do partido, de repente, teve uma 'iluminação' e encontrou no Bacurau-Mor a solução para todos os males 'do corpo e da alma' do DEM potiguar.
O BM se tornou a tábua de salvação do partido e "Pai Agripino de Oxossi" convocou os correligionários a segui-lo. Após caminhar longos dias no deserto da consciência eis que os simpatizantes do DEM pau-ferrense também concluíram que o ideal é descer a "Independência", cada um com uma cajarana no lombo.
Evidentemente, como já escrevi aqui diversas vezes, cada um tem suas razões e não vou questioná-las, pois a decisão de seguir o rumo que o partido (DEM) já decidiu na convenção estadual é, na verdade, o caminho natural.
Já escrevi sobre a coerência partidária e a lealdade do Deputado Getúlio Rêgo, com o partido, em geral, e com Agripino, em particular. Acho perfeitamente coerente sua decisão.
Sobre o prefeito pau-ferrense, Fabrício Torquato, tem-se que considerar sua lealdade ao Deputado Getúlio Rêgo, sua amizade a Leonardo e a estratégia para 2016. Acredito que, independente do resultado das urnas em 2014, Fabrício consolidou ainda mais seu projeto em 2016.
E Leonardo? o ex-prefeito está sendo 'cobrado' por uma declaração que deu recentemente, informando que não subiria no palanque dos adversários locais.
Literalmente, vai cumprir o que disse, pois não subirá no mesmo palaque (estrutura física) dos adversários locais, mas, não pode negar, defenderá o mesmo projeto político (eleição de Henrique).
Vale destacar alguns atenuantes: quando ainda existia o tal "Conselho Político" do governo de Rosalba e o nome de Leonardo foi aventado para assumir uma secretaria estadual, soube-se, por declaração do próprio ex-prefeito, que o primeiro integrante do "Conselhão" a encampar a indicação teria sido Henrique Alves.
Num evento que ocorreu em Olho D'água do Borges, que foi organizado para paparicar Alves, fiz o seguinte registro:
"A leitura que faço é que a presença de Leonardo no evento organizado em Olho D'água do Borges para jogar confetes em Henrique Alves sinaliza uma nítida demonstração de apoiamento a decisão de Agripino, ou no mínimo, demonstração de cordialidade."
Quem faz política olhando mais pelo retrovisor do que para frente corre o risco de bater no muro. O pragmatismo também pesou para a decisão de apoiar Alves. Informalmente, diz-se que Leonardo é o primeiro nome de Agripino para composição do primeiro escalão de Henrique e não resta dúvida que, assumindo uma secretaria importante (em caso de vitória de Alves), o horizonte político se alarga significativamente.
Por fim, comenta-se que uma pesquisa, para consumo interno, demonstrou claramente que os simpatizantes de Leonardo Rêgo não teriam tanta resistência em segui-lo no apoio a quaisquer dos candidatos.
Será que "Pai Agripino de Oxossi" tem mesmo razão? Só o tempo dirá!
Mas...
Inaugura-se a fase do "sincretismo político" em Pau dos Ferros:
Saravá, mizifio, hum hum!
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