(Agência Prodetec) - O IBGE acaba de divulgar o seu relatório sobre as contas regionais relativas a 2013. Cinco estados apenas – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul respondem hoje por 65,6% de toda a riqueza gerada no Brasil, dos quais quase metade (32,1%) corresponde à participação paulista.
Significa dizer que do PIB da cifra de R$ 5 trilhões e 316 bilhões apurada para o Brasil, R$ 1,7 trilhão se origina em São Paulo, R$ 626,3 bilhões no Rio de Janeiro, R$ 486,9 bilhões em Minas, R$ 332,8 bilhões no Paraná e R$ 331,1 bilhões no Rio Grande do Sul.
A distribuição espacial pelas grandes regiões explicita mais ainda a tragédia da concentração da renda no país: as duas regiões mais pobres representam menos de um quinto do PIB do país -- 5,49% (R$ 292.342 milhões) referente ao Norte e 13,59% (R$ 722.809 milhões) ao Nordeste.
O detalhe é que elas possuem mais de um terço da população e 63% da área distribuídas em 16 estados. No entanto, o PIB de ambas equivale a cerca de 60% do registrado em São Paulo.
O pior é que no caso nordestino a renda per capita de R$ 12.954,80 não sai do lugar em termos estruturais, permanecendo menos da metade (48,9%) da obtida em âmbito nacional (R$ 26.445,72) e bem pior do que a do Norte (R$ 17.213,30).
Estados como Maranhão (R$ 9.948,47) e Piauí (R$ 9.811,04) apresentam os menores PIBs per capita - pouco mais de um terço do brasileiro -- e isso se reflete em indicadores sociais críticos, a exemplo da expectativa de vida, variável em que essas unidades da Federação ostentam as duas últimas posições.
A evolução do PIB nordestino tem sido muito pouca em termos relativos. Considerado o período de dez anos (2002/2011), a proporção do Produto Interno Bruto do Nordeste no PIB nacional avançou 0,4 ponto percentual, passando de 13% para 13,4%. Um desempenho longe do ideal.
PARTICIPAÇÃO (%) DAS GRANDES REGIÕES NO PIB NACIONAL – 2002/2011.
ANO
|
NORTE
|
NORDESTE
|
CENTRO-OESTE
|
SUDESTE
|
SUL
|
2002
|
4,7
|
13,0
|
8,8
|
56,7
|
16,9
|
2003
|
4,8
|
12,8
|
9,0
|
55,8
|
17,7
|
2004
|
4.9
|
12,7
|
9,1
|
55,8
|
17,4
|
2005
|
5,0
|
13,1
|
8,9
|
56,5
|
16,6
|
2006
|
5.1
|
13,1
|
8,7
|
56,8
|
16,3
|
2007
|
5,0
|
13,1
|
8,9
|
56,4
|
16,6
|
2008
|
5.1
|
13,1
|
9,2
|
56,0
|
16,6
|
2009
|
5,0
|
13,5
|
9,6
|
53,4
|
16,5
|
2010
|
5,3
|
13,5
|
9,3
|
55,4
|
16,5
|
2011
|
5,4
|
13,4
|
9,6
|
55,4
|
16,2
|
Ganhos e perdas no Nordeste
Segundo os técnicos do IBGE, em 2013, Pernambuco e Maranhão ganharam 0,1 p.p de participação em relação a 2010, enquanto a Bahia perdeu representatividade (-0,2 p.p) no PIB nacional, de 4,1% para 3,9%.
Entre 2010 e 2013, a região Nordeste aumentou sua participação na economia nacional em 0,1 p.p, para 13,5%, cinco vezes menos que a variação observada no Sul (0,5 p.p), a maior nas grandes regiões. Registre-se que, no mesmo período, o crescimento do PIB regional foi de 10,3%, taxa acima da verificada no Sudeste (7,4%) e no Sul (10,1 %).
No comparativo 2013/2012, o melhor incremento do PIB no Nordeste foi obtido pela Paraíba, com variação de 5,8%, quarto lugar no país como um todo. Seguiram-se Ceará (5%) e Maranhão (4,8%), sexto e sétimo maiores desempenhos em âmbito nacional. No Rio Grande do Norte, a variação foi de 4% contra 2,9% em Pernambuco, 2,4% no Piauí, 1,3% na Bahia, 1,1% em Sergipe e 0,7% nas Alagoas.
Na tabela abaixo, o panorama do PIB em 2013 em relação ao ano anterior, a participação das regiões e estados nordestinos no PIB do país e o PIB per capita.
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